“Eu acho que eu gosto de você.”
Mas você não acha, você não gosta,
e essa palavra vale menos que cinquenta por cento,
é quase como um “se”,
quase nada… algo que nem chega a tocar.
É tudo um conto de fadas quando pensamos,
mas põe em prática para ver os prantos.
Você não me ama, admira algo em mim,
mas eu nem sou tudo assim.
Sou a sombra que sua luz não alcança,
e assim o laço se desfaz,
vendo em mim só o que te afasta.
Eu me pego em mil perguntas sem resposta,
presa no eco do que nunca será nosso.
Observo tudo em silêncio,
mas meu consciente vive sofrendo.
Te amo calada, te amo para ser amada.
Te olho e vejo futuro,
mas no seu olhar encontro o dela,
enquanto eu me afogo
no mar desse amor salgado.
Eu me pergunto todos os dias
se um amor assim vale a pena,
mesmo que nenhum dos dois
saia dessa cena pequena.
No fim, todos perdem, ninguém se entende,
e o amor vira um jogo
onde ninguém se encanta,
nem se olha
e muito menos se ama.