Há algum tempo, eu me via como uma estrela. Não aquela pop star cheia de status e milhões na conta, mas uma estrela que ilumina, como o sol. O sol é fascinante. Às vezes nos sufoca com o calor, mas depois de um dia frio, ansiamos por ele. Acho difícil alguém odiá-lo de verdade; ele é o que nos mantém vivos. Curiosamente, também é o que está nos matando aos poucos.
Essa dualidade me faz pensar em como isso se aplica às pessoas. Algumas vezes, somos o motivo pelo qual alguém encontra razões para viver; em outras, somos o que o destrói, seja no sentido figurado ou literal. Talvez, no fundo, todos sejamos um pouco "estrela". Podemos iluminar o dia de alguém ou acabar por ofuscá-lo.
Mas a verdade é que somos, antes de tudo, estrelas para nós mesmos. Iluminamos nosso caminho, mas também podemos nos ofuscar. A auto-sabotagem, afinal, parece ser o ato mais comum entre nós.
Eu queria ser a estrela de alguém, mas tenho medo. Medo de brilhar demais e, com isso, acabar sendo apagado por alguém que não suportou minha luz. Ou, talvez ainda pior, medo de me tornar aquela estrela que, antes de se apagar, reúne toda a sua energia em um brilho intenso uma última vez com todo seu esplendor, como um grito de Adeus.