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EPIFANIA

RicardoC
Pensamento

Pensamento

gastoInvisivel

Minguante no fim de agosto, lua nova agora em outubro, e quem faz companhia já nem é a lua, é uma estrela pequena perto dela. A luz que sobra pra ele vai diminuindo e mesmo assim ele acha um jeito de se sentir menos só.

Minguante no fim de agosto, lua nova agora em outubro, e quem faz companhia já nem é a lua, é uma estrela pequena perto dela. A luz que sobra pra ele vai diminuindo e mesmo assim ele acha um jeito de se sentir menos só.

Conteúdo da publicação

EPIFANIA

Quando olhei para o céu, estava ali.
Na penumbra do poente, aquela estrela,
Luzindo para mim pela janela
E um pouco menos só eu me senti.

Perto da lua nova foi que a vi
Surgir-me rutilante, clara e bela
Enquanto o anoitecer feito aquarela
Descoloria em lilases junto a si.

Uma primeira estrela então se via
E eu, admirado a vê-la, recordava,
Com saudades, a tua companhia.

Dei-me conta de quanto acontecia:
Eu então percebi como te amava,
Vendo a primeira estrela ao fim do dia.

Betim - 10 10 1991


Thoughts

  • Gercina

    Betim em 91 ainda deixava ver a primeira estrela da janela no fim da tarde. Com a cidade do tamanho que ficou, essa vista sumiu faz tempo.

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  • gastoInvisivel

    Minguante no fim de agosto, lua nova agora em outubro, e quem faz companhia já nem é a lua, é uma estrela pequena perto dela. A luz que sobra pra ele vai diminuindo e mesmo assim ele acha um jeito de se sentir menos só.

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EPIFANIA Quando olhei para o céu, estava ali. Na penumbra do poente, aquela estrela, Luzindo para mim pela janela E um pouco menos só eu me senti.

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