Obs.: (Reflexão embasada ao versículo 10 do capítulo 6 de Eclesiastes...)
“Tudo quanto existe já recebeu um nome, e sabe-se o que é o homem; não pode ele contender com quem é mais forte do que ele.”
Antes mesmo de eu compreender o significado da existência, a vida já havia me colocado no mundo. Não escolhi o dia em que nasci, as circunstâncias que me receberam, nem todas as estradas que haveria de percorrer.
Talvez a vida seja esse mistério: chegamos sem escolher o início e caminhamos sem conhecer o fim.
E, se Deus já conhecia os meus dias antes que eles existissem, isso não significa necessariamente que cada passo meu esteja previamente escrito. Talvez signifique que o tempo, para Deus, não seja uma sucessão de incertezas como é para nós.
Ele conhece o caminho; eu ainda o descubro.
Não tenho domínio sobre o que passou, nem garantias sobre o que virá. O que possuo é este instante, essa consciência e a possibilidade de escolher como responderei àquilo que a vida me apresenta.
O destino pode estabelecer circunstâncias, mas a maneira como me posiciono diante delas também constrói a minha história.
Por isso, não quero viver aprisionada pela ansiedade de controlar o amanhã. Quero compreender o passado, habitar o presente e confiar o futuro Àquele que conhece os meus dias.
A vida não me pertence por completo. Mas a maneira como a vivo é, em grande parte, responsabilidade minha.
Entre aquilo que Deus conhece e aquilo que eu ainda não compreendo, sigo caminhando: não como quem possui todas as respostas, mas como quem aprendeu a confiar sem deixar de pensar.
Edidania 🌹