Eu ainda te amo,
e talvez seja esse o meu maior medo:
amar alguém com o coração inteiro
enquanto a minha cabeça
procura respostas em cada silêncio.
Você diz que está tudo bem,
mas há algo em mim que já não descansa.
Um olhar diferente,
um celular virado para baixo,
uma distância que antes não existia…
e pronto, meu coração inventa tempestades.
Não sei se existe outra pessoa,
não sei se existe mentira,
não sei se tudo está apenas
dentro da minha insegurança.
Mas sei que dói.
Dói amar
e, ao mesmo tempo, desconfiar.
Dói querer acreditar
e sentir que alguma coisa
dentro de mim pede cuidado.
Porque traição não começa apenas com um beijo.
Às vezes começa quando
a verdade deixa de ser transparente,
quando o carinho muda de lugar,
quando o abraço já não parece casa.
E eu fico aqui,
presa entre duas verdades:
a que meu coração deseja acreditar
e a que meus olhos
tentam descobrir.
Se você ainda me ama,
não me deixe lutar sozinha
contra fantasmas que talvez nem existam.
Mas se existe outra história escondida,
tenha coragem de me contar.
Porque eu posso sobreviver à verdade,
por mais que ela me quebre.
O que eu não aceito é viver
implorando por uma certeza
que você deveria me dar sem que eu pedisse.
Eu não quero ser a pessoa
que precisa investigar para ser amada,
nem a mulher que perde a própria paz
tentando provar uma mentira.
Então, se me traiu,
não tenha medo de me perder.
Tenha medo de olhar nos meus olhos
e descobrir que, depois de quebrar minha confiança,
você conseguiu matar em mim
o amor que eu mais queria salvar.
Porque talvez eu perdoe a traição.
Talvez eu até perdoe a mentira.
Mas quando eu deixar de acreditar em você,
não existe pedido de desculpas
que consiga trazer de volta
a mulher que um dia
te amou sem desconfiar.