Isso foi tão...belo! Me arrepiei com o verso final, mesmo nunca tendo experienciado o amor.
Ensinando a Morte a Viver
Pensamento
Isso foi tão...belo! Me arrepiei com o verso final, mesmo nunca tendo experienciado o amor.
Conteúdo da publicação
No meu leito de morte,
No leito de um hospital,
A morte veio e perguntou,
Surgindo no ponto final:
— Como foi a sua vida?
Eu olhei e respondi:
— Vivi um grande amor.
Mas quando ela foi embora,
Conheci a minha pior dor.
A morte me interrompeu,
Sorriu e me desdenhou:
— Então a vida foi ruim,
Pelo tanto que chorou?
Olhei fixo e contestei:
— Não, ela foi muito boa.
Ela sorriu sem entender:
— Como pode ter sido boa,
Se essa dor te estraçalhou?
E eu disse:
— Ela me quebrou, é verdade,
Mas, bem antes, me salvou.
O que senti foi tão forte,
Que o meu peito transbordou.
A dor que ficou é uma gota,
No mar de amor que restou.
Thoughts
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PermalinkIsso foi tão...belo! Me arrepiei com o verso final, mesmo nunca tendo experienciado o amor.
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PermalinkTeu texto é muito belo.
A vida sem as mágoas não é vida, a felicidade contínua e sem fim também é terrível, tanto quanto a dor contínua. Deve haver um equilíbrio, uma hora de chorar e outra de rir.
A verdade é que a tristeza e a alegria andam lado a lado. Tudo que é doce pode se tornar amargo, e tudo que é amargo pode se tornar doce.
O eu-lírico amou, isso foi sua grande felicidade na vida, a separação foi devastadora, mas ainda assim fez parte de seu amar.
Ele sofreu e se alegrou. Então viveu de verdade.
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PermalinkA Morte chegando com cara de quem vai ouvir um balanço de perdas e saindo sem resposta me fez rir sozinho. Me lembrou o Soneto de Fidelidade do Vinicius, o do infinito enquanto dure: lá ele fala do amor enquanto ainda existe, e aqui é o depois, a dor que sobra e não apaga o resto.
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PermalinkFechar a dor como uma gota num mar de amor deixa a Morte sem argumento nenhum. Aposto que esse amor ainda mora em algum lugar aí, nem que seja só na lembrança.
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