Carregando…

Emma & Dex — Um Amor Que o Tempo Não Conseguiu Apagar

guimaraes
Pública 0 conversa 0 pensamento 29 votos positivos 0 voto negativo 0 série

Emma & Dex — Um Amor Que o Tempo Não Conseguiu Apagar

In groups

Conteúdo da publicação

Emma & Dex — Um Amor Que o Tempo Não Conseguiu Apagar

Ela era Emma.

Tinha nos olhos
a delicadeza de quem enxergava beleza
onde ninguém mais procurava,
e no coração,
um mundo inteiro tentando aprender
a ser amado.

Ele era Dex.

Tinha o sorriso fácil,
os sonhos grandes,
e aquela maneira quase irresponsável
de acreditar que a vida
sempre teria mais uma noite,
mais uma festa,
mais uma chance.

E talvez esse tenha sido o maior segredo deles:

eles nunca foram apenas duas pessoas.

Eram duas metades de uma história
que começou antes mesmo
de perceberem que estavam escrevendo.

Um encontro.
Uma noite.
Um dia.

E depois outro.

E outro.

O tempo passou diante deles
como passam as estações:
sem pedir licença,
levando anos,
mudando rostos,
abrindo caminhos
e fechando portas.

Eles se amaram.

Às vezes em silêncio.
Às vezes com medo.
Às vezes tarde demais.

Houve momentos
em que estavam perto
e pareciam distantes.

Houve momentos
em que estavam distantes
e nunca estiveram tão perto.

Porque existem amores assim:

aqueles que não precisam
de uma mão segurando outra
para existir.

Basta uma lembrança.

Um olhar.

Uma conversa que ficou pela metade.

Uma música.

Um lugar.

Um simples
“você está bem?”

E, de repente,
todo o passado volta.

Emma amava Dex
mesmo quando não sabia
como dizer.

Dex amava Emma
mesmo quando demorou
a compreender que algumas pessoas
não aparecem duas vezes
na nossa vida.

E quando finalmente perceberam
que talvez fossem casa um do outro,
a vida já havia ensinado
que amar não significa
ter controle sobre o amanhã.

Eles construíram momentos.

Riram.

Choraram.

Erraram.

Perdoaram.

Voltaram.

Foram embora.

E voltaram outra vez.

Porque algumas pessoas
podem até sair da nossa frente,
mas nunca saem
do lugar que conquistaram
dentro de nós.

Então veio o tempo
em que a felicidade parecia possível.

Aquela felicidade simples
que não precisa de grandes promessas.

Uma casa.

Um abraço.

Uma rotina.

Um café dividido.

Uma risada no meio do nada.

O amor finalmente
deixando de ser sonho
para virar vida.

E talvez seja justamente por isso
que a dor se torna tão grande.

Porque quando encontramos
aquilo que sempre procuramos,
a ideia de perder
parece impossível.

Mas a vida é cruel
em sua maneira silenciosa
de nos lembrar
que nada é eterno.

Emma partiu.

E naquele instante
o mundo de Dex
não ficou apenas vazio.

Ficou diferente.

O mesmo céu.

As mesmas ruas.

As mesmas manhãs.

Mas nada tinha mais
a mesma cor.

Porque perder alguém
não é apenas perder
a presença daquela pessoa.

É perder os pequenos futuros
que imaginávamos viver juntos.

É olhar para uma cadeira vazia
e lembrar quem costumava sentar ali.

É ouvir uma música
e sentir o coração parar
por um segundo.

É querer contar alguma coisa
e lembrar que aquela pessoa
não está mais aqui
para ouvir.

É continuar vivendo
quando uma parte de nós
gostaria de voltar no tempo
e impedir o inevitável.

Dex ficou com as lembranças.

Com as fotografias.

Com as palavras.

Com os lugares.

Com o som da risada dela
guardado em algum canto
da memória.

E ficou principalmente
com aquilo que ninguém pode tirar:

o amor.

Porque a morte pode levar
uma pessoa dos nossos braços,

mas não consegue arrancá-la
do nosso coração.

Emma continuou existindo
em tudo aquilo que deixou.

No jeito de Dex sorrir.

Nas histórias que ele contava.

Nos lugares onde estiveram juntos.

Nas manhãs silenciosas.

Nas noites em que a saudade
chegava sem avisar.

E talvez o amor verdadeiro
seja exatamente isso:

continuar escolhendo alguém
mesmo quando não podemos mais
alcançá-lo.

Continuar amando
quando já não existe
uma resposta.

Continuar dizendo
“eu te amo”
mesmo que apenas
o silêncio responda.

Emma foi embora.

Mas não desapareceu.

Porque há pessoas
que deixam de caminhar ao nosso lado
e passam a caminhar
dentro de nós.

E Dex...

Dex continuou.

Não porque a esqueceu.

Mas porque aprendeu
que seguir em frente
não significa deixar alguém para trás.

Significa carregar consigo
tudo aquilo que aquela pessoa
nos ensinou sobre amor.

E talvez, em algum lugar
onde o tempo não exista,
onde não haja despedidas
nem lágrimas,

Emma esteja sorrindo.

E talvez Dex,
por um instante,
olhe para o céu
e sinta aquele calor
no rosto.

Como se o sol tivesse
atravessado as nuvens
só para dizer:

“Ela ainda está aqui.”

Porque algumas histórias
terminam.

Algumas vidas terminam.

Alguns abraços
nunca mais acontecem.

Mas certos amores...

certos amores não terminam.

Eles mudam de lugar.

Saem das mãos
e vão para a memória.

Saem dos olhos
e vão para a alma.

Saem da vida
e entram na eternidade.

E se um dia alguém perguntar
o que foi Emma para Dex,

talvez nenhuma palavra
seja suficiente.

Talvez ele apenas sorria,
com os olhos cheios de saudade,
e diga:

“Ela foi o amor da minha vida.”

E então o silêncio
dirá todo o resto.

Porque algumas pessoas
são apenas um capítulo.

Outras são a história inteira.

Emma foi a história.

E Dex...

Dex foi o homem
que teve a sorte de amá-la.

E a dor de perdê-la.

Mas, acima de tudo,

teve o privilégio
de viver um amor
que nem mesmo a morte
conseguiu apagar.

Autor: João Guilherme

Related posts

  • Joelhos ao chão, oração a Deus infinito

    Só a Deus eu me curvo, e a Jesus Cristo meu Salvador. Eu não me curvo a homem, não sigo o que é vão. Não dobro meus joelhos perante a opinião. Um deus que não conheço não dita o meu andar. O Deus…

  • Feliz Vida

    Agradecer e celebrar a vida é algo que devemos fazer todos os dias, assim que acordamos.

  • A DOR DE RESPIRAR

    Sinto como se estivesse sempre me afogando. Como se o ar nunca conseguisse alcançar meus pulmões. Como se houvesse um peso esmagando meu peito.

  • primeira lição do dia

    antes eu não sabia vê as críticas como forma de aprendizado ou de forma constructiva Hoje vejo diferente vejo elas como uma forma de melhorar da próx vez.

  • Contagem regressiva para os meus 46.

    Ano passado, quando completei 45 anos, falei que tinha chegado aos 45 do primeiro tempo. Mas nesse intervalo dos 45 para os 46 tem sido os dias de lutas. Mas a cada dia tenho percebido as mudanças…

  • Bem

    Bem

  • O peso de estar viva

    Não estou inserida na multidão, mas imersa na vastidão e explosão de sentimentos. — Pouco? Imparcial? Sem gestos? Logo eu, que nunca consegui descrever as emoções—. Não sei o que é e nem como a vida prepara para isso. Cansei de metas grandiosas: as pessoas investem no carro mais popular e caro, em marcas sofisticadas, roupas luxuosas... Mas, e aí? Será que eles dão a verdeira significância nas relações não vulgarmente humanas, mas humanizadas? Aquela ação respondida com um sorriso espontâneo.

  • Maldade humana.

    Maldade humana.