O sinal finalmente tocou, anunciando o fim das aulas.
Saí pelo portão da escola com a mochila jogada sobre um dos ombros. A manhã tinha sido cansativa, e tudo o que eu queria era chegar em casa.
Olhei para o estacionamento e logo reconheci o carro preto da família esperando por nós.
O nosso motorista estava encostado ao lado da porta, esperando.
— Finalmente.
Murmurei.
Olhei para trás e vi Neithan saindo da escola alguns metros depois, com aquela mesma expressão fechada de sempre.
— Neithan! Anda logo!
Ele apenas levantou os olhos para mim.
Neithan:
— Eu estou indo.
— Você sempre fala isso.
Fui até o carro e abri a porta traseira.
O motorista fez um pequeno aceno.
— Bom dia, Eithan.
— Bom dia.
Entrei no carro e deixei a mochila ao meu lado.
Enquanto esperava meu irmão, fiquei olhando pela janela.
Por algum motivo, tive a sensação estranha de que alguém estava me observando do outro lado da rua.
Quando olhei não havia ninguém:
— Estranho...
Murmurei.
Então Neithan entrou no carro.
Neithan:
— O que foi?
— Nada.
Ele me encarou por alguns segundos, como se soubesse que eu estava escondendo alguma coisa.
Neithan:
— Hum.
Ele se sentou ao meu lado.
O motorista fechou a porta.
E começamos o caminho para casa.