Sabe aquele domingo que você acorda as 10h da manhã, lá fora está um clima nublado, com garoas entre um curto intervalo de tempo. Você toma seu café com sua família, vai até a janela do seu quarto quando seu irmão bate na porta e avisa que irão sair. Não estou com nenhuma vontade de colocar o pé para fora de casa mas mesmo assim me visto e falo vamos.
Durante o trajeto ao olhar lá para fora você percebe um passarinho, aparentemente cansado e velho e decide abrir a câmera do celular. Ao olhar para ela você percebe que não apenas o passarinho está velho e cansado, você também está.
Passei o dia pensativo sobre isso e ao ir no banheiro não pude deixar de olhar para mim novamente... Que homem cansado, cansado não de fazer alguma coisa, cansado da vida...sua vida não é ruim, sua vida não é triste, sua vida é como de qualquer pessoa. Então por que estou assim se sou como qualquer outro? Sou assim porque minha tristeza é crônica, já veio comigo e voltará comigo.
Quando cheguei em casa, fui até o 10° andar e de lá pude olhar a cidade, aquelas luizinhas pequenas pareciam estar conversando comigo, e em um momento de lucidez pude me atirar do alto daquele prédio... Durante a queda senti uma paz que nunca tinha sentido na vida e antes de me acabar no chão, pude apenas sorrir e me soltar como se fosse um pássaro que estava acabando de fugir da sua gaiola...