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DIAS DE QUARUPE

RicardoC
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HoracioMelo

O Quarup é o ritual do Xingu em que cada morto ganha um tronco pintado e enfeitado, cravado no chão, com canto, dança e a luta huka-huka à volta. O primeiro quarteto faz a festa quase pela ordem. E o Antonio Callado tem um romance com esse nome, de 1967,

O Quarup é o ritual do Xingu em que cada morto ganha um tronco pintado e enfeitado, cravado no chão, com canto, dança e a luta huka-huka à volta. O primeiro quarteto faz a festa quase pela ordem.

E o Antonio Callado tem um romance com esse nome, de 1967, que eu li há muitos anos e me veio logo à cabeça com o título.

Conteúdo da publicação

DIAS DE QUARUPE

É sol de sangue n'um pálido céu!
É tronco, ornamentado, preso ao chão!
É fazer memória! É celebração!
É canto! É dança! É luta! É cor! Tropel!...

... Há-que se celebrar no luto cruel,
Em festa de reunir toda a nação.
Por deixar que nos fale ao coração
A alma que se despede do olhar fiel.

... Há-que se ter saudade sim. E, ainda,
Lembrar d’aquele cuja vida linda,
Feito uma estrela nova ao céu fulgura:

— “Não lh’entristeça nossa só tristeza.
Antes se veja chama sempre acesa
E que nos seja luz na noite escura!”

Belo Horizonte – 06 05 1993

Thoughts

  • HoracioMelo

    O Quarup é o ritual do Xingu em que cada morto ganha um tronco pintado e enfeitado, cravado no chão, com canto, dança e a luta huka-huka à volta. O primeiro quarteto faz a festa quase pela ordem.

    E o Antonio Callado tem um romance com esse nome, de 1967, que eu li há muitos anos e me veio logo à cabeça com o título.

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  • Rui_Salgueiro

    Chama acesa. Bonito.

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