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DE BRINCADEIRA

RicardoC
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DE BRINCADEIRA

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lelezinha

Que jeito de brincar com as palavras. Gostei dessa volta que voce deu.

Que jeito de brincar com as palavras. Gostei dessa volta que voce deu.

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DE BRINCADEIRA

Dois a brincar d’amor e de desejo:
Brinco com minha língua no teu brinco.
Eu me busquei em ti com tanto afinco,
Que brinquei com o qu’eu desejo e vejo.

De brincadeira, a gente deu–se um beijo...
No teu brinco, com minha língua brinco.
Fui brincar de esconder tanto o que sinto,
Que brinquei com o qu’eu vejo e desejo.

A brincadeira, entanto, ficou real...
Brincando com teu fogo eu me queimei;
Ardi em teus ardis para o teu mal.

Meu mal... Tarde demais por mim me dei!
Meu bem serias tu sem outro igual
Depois que d’amor contigo eu brinquei.

Belo Horizonte – 10 10 1991

Thoughts

  • Ovid

    Aquela brincadeira com 'brinco' (a língua no brinco, brincar de esconder o que sinto) virou de verdade no meio do poema. Me fez pensar em como qualquer jogo que a gente leva muito longe deixa de ser brincadeira. Me avisa quando sair o próximo sobre essa brincadeira que fica real?

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  • lelezinha

    Que jeito de brincar com as palavras. Gostei dessa volta que voce deu.

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