Capítulo 7 Parte 2 - Lua de Sangue
Uma após a outra, cada morto saía de sua tumba.
Caminhando sobre a névoa, os mortos desapareciam no ar.
Reaparecendo em várias cidades.
Emitiam um som, com uma névoa vermelha envolta em uma pele seca cheia de furos.
Os mortos se moviam rápido como se não houvesse chão.
As pessoas que viam ficavam de longe, sentindo um medo que era como frio a percorrer o corpo.
Alguns curiosos filmavam de longe questionando por que os mortos se levantaram das tumbas e caminhavam por ali.
Esta pergunta não demorou a ter resposta.
Um dos mortos, ao se deparar com um homem na rua,
se transformou na forma da Morte, com sua foice.
O morto olhando para o cara disse:
— Confesse ou morra.
O cara repetidas vezes falou:
— Não fiz nada.
O morto tocando a foice, parecia atravessar a alma do cara.
Abrindo os olhos, o cara passando a mão em si, pensou que nada tinha acontecido.
As pessoas se aproximaram para perguntar se estava bem.
Ele disse que sim.
Porém uma pessoa notou uma marca na sua mão. Uma meia-lua atravessada por uma espada.
Perguntaram para ele o que era a tatuagem.
Antes de responder o cara começa a sumir, as pessoas se afastam.
E ele desaparece completamente.
Ao mesmo tempo uma folha na delegacia é marcada como caso encerrado.
Nas demais localidades onde os mortos apareceram, se transformando na Morte com a foice ao se deparar com algumas pessoas,
algumas confessaram seus crimes e foram presas.
Outros negaram até o fim e a foice dos mortos os atravessou.
Assim como o outro, ao ter a marca da meia-lua atravessada por uma espada, desapareceram.
E nos cemitérios apareceu uma Morte com sua foice levando na corrente todos os criminosos que receberam a marca da meia-lua com uma espada atravessada.
Entrando um por um dentro da tumba.
Ao mesmo instante os casos da polícia, um por um, eram marcados como encerrados.
Assim a névoa foi se desfazendo e a lua voltando a sua forma.
E a poça estava límpida, como um espelho d'água.