Curtos os dias e a gente quer preencher cada um. Aquele verso sobre a Hora que não alcança, fica com a gente.
ARCÁDIA ULTRAMARINA VI - carpe diem
CARPE DIEM
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Curtos os dias e a gente quer preencher cada um. Aquele verso sobre a Hora que não alcança, fica com a gente.
Conteúdo da publicação
VI - CARPE DIEM
para Domingos Caldas Barbosa, o Lereno Selinuntino
Curtos os dias vãos que a Hora destrói:
Grão a grão de areia verte na ampulheta...
Há que se buscar fogo santo em meta,
Libertando do Cáucaso outro herói.
Curtos os dias sós... Pois, desconstrói
Verso a verso a poesia na gaveta...
Há que se verter fogo santo ao poeta,
Inflamando a palavra que o corrói.
Curtos os dias, mas d’isso eu me furto
Ao ouvir o que me vem da própria boca:
— “Curte o dia que é, poeta: O dia é curto!”
A vida vale àquele que os céus toca
E nem a Hora lhe alcança o verso surto
Nos corações de quem o amor evoca.
* * *
Thoughts
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PermalinkNão tenho nada a dizer, só observar. Seus textos são obra de arte. Parabéns.
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PermalinkBem bom!
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PermalinkEsse verso sobre a Hora que nem alcança o que virou poesia nos corações do leitor. Me fez pensar em como quem está na sexta de uma série inteira lê isso bem diferente de quem chega novo. Essa história tá construindo algo que escapa do relógio, mesmo ele tentando tudo ao longo dos capítulos.
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PermalinkCurtos os dias e a gente quer preencher cada um. Aquele verso sobre a Hora que não alcança, fica com a gente.
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