O homem que escolhi
Versão dela
Às vezes eu ainda olhava para ele e lembrava do garoto.
Mas já não confundia os dois.
O garoto fazia parte da minha memória.
O homem fazia parte da minha vida.
E havia uma diferença enorme entre amar uma lembrança e amar uma pessoa real.
Eu conhecia suas imperfeições.
Seus dias difíceis.
Sua responsabilidade como pai.
Seus medos.
Seus defeitos.
Sabia que ele não poderia me prometer que nunca erraria.
E mesmo assim, eu o escolhia.
Não porque ele era aquele garoto que eu havia perdido.
Mas porque era o homem que havia se tornado.
Aquele que aprendeu a conversar.
Que aprendeu a ouvir.
Que não me pediu para desistir dos meus sonhos.
Que entendeu que minha independência não ameaçava nosso amor.
Eu finalmente percebi:
Eu não tinha esperado quinze anos para reencontrar o passado.
Eu tinha esperado, sem saber, para encontrar alguém que pudesse caminhar comigo no presente.
E era ele.