Uma ventania de fofocas?
Moinhos de vento estão falando.
Quem escuta está questionando?
Não, apenas continuando.
Difamações continuam e continuam, trazendo a ruína do templo da minha alma.
Ninguém para os moinhos de vento, ninguém para essa ventania falsa.
Agora só me pergunto, sou o que sou ou sou o que dizem?
Sou o que sempre fui ou sou o que me rotularam?
Sou o que minhas ações mostram ou sou o que pensam do meu ser?
Essa brisa que estes moinhos de vento trazem é uma ventania de caos, uma brisa tão falha quanto o que esses moinhos de vento são.
Me difamam disso, me difamam daquilo, mas por quê?
Não percebem o quão nojentos se tornaram por conta dessas falsas palavras?
Não perceberam que essa ventania de mentiras me destruiu mais do que se possa observar?
E no final, para o quê?
Para que fator espalharam tais ventos de discórdia?
Só para destruir meu ser?
Só para a própria satisfação?
Só para se safar de algo?
Ou apenas porque sim?
Tais precipitações levarão apenas a miséria mais pura.
Tais tolices os levarão apenas a desgraça do próprio ser.
Sei quem sou, sei que minha primavera florida não será destruída por tais ventanias.
Sei que não sou este furacão que tais ventanias espalharam.
Sei que as flores do meu ser irão reflorescer, mesmo que minha primavera esteja cheia de ventos falhos.
Não me deixarei levar.
Não me deixarei enganar.
Irei reflorescer de novo e de novo, para que eu supere meus limites.
Ventos não podem me parar.
Moinhos de vento não podem me manipular.
Irei colher tudo que semeei, flores de verdades belas.
Irão colher o que semearam, espinhos de dor e de zero confiança.
Brisas verdadeiras sempre trarão a felicidade de quem as espalha.
Brisas falhas sempre levarão a decadência de quem as espalha.