qual desses poemas foi o primeiro que você escreveu?
as portas do inferno
as portas do inferno
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Pensamento
qual desses poemas foi o primeiro que você escreveu?
Conteúdo da publicação
as portas do inferno
as portas do inferno.
as pessoas são estranhas ,entre
nas próprias entranhas saíste ,morte e
vida.doenças tais que te marcaram.
as pessoas são estranhas ,geram
matam se deprimem.
as pessoas são estranhas juram juras
de amor diante de um altar,morno morto
fugaz ,na carne sim,opera o desejo de dizer
sim.o teu prazer que sente na carne é o mesmo
que te dá dor na consciência. estamos diante
da linha de chegada,estamos diante do fronte
e perante a foice da morte não há irmãos de sangue
entre gritos e espadas sangrentas ,o bafo frio da própria
consciência te sabota para mais uma dose,para mais
uma traição e chegamos ao topo da idiotice e somos
coroados com não tão belo funeral.
eis que te olhamos, grandes olhos negros, cavalgando
perante corpos nus.e como suportar um mundo em lágrimas
,se eu derrama ela em forma de sangue .
somos estranhos a ,somos rostos sem olhos , as mágicas
acontecem,quando acordares do sonho e encarar a própria
sombra.encarar a própria morte! o amor devasso,mais procurado
nas noites de solidão,no canto solitário de uma cama de casal.
há o gozo tão esperado derramado e enxugado com teus seios,devassidão obscura tão carnal e vil que nos satisfaz .
E quando decidires me consulares com o vil beijo do esquecimento e
do adeus eterno, eternizaremos nosso momento no brilho eterno dos teus grandes olhos negros!
claudios poeta
sexta feira
Sexta-feira
Muitos hoje, antes de sair da cama, antes dos bons-dias, têm um pensamento:
Hoje é sexta-feira!
Muitos hoje, quando entram nos corredores das paredes da obrigação, pensam:
Hoje é sexta-feira!
Não. Não é apenas uma sexta-feira. É uma vida de sextas-feiras, uma após a outra.
Onde está tua coragem para ver que você, como homem ou mulher, deixou de existir por causa dessas sextas-feiras que te impuseram? Uma união baseada em medos: medo do desemprego, dos abandonos, das paixões carnais, medo da solidão, medo de si mesmo.
Hoje é sexta-feira.
Sim, hoje é sexta-feira: dia de pensar na cerveja, no churrasco, no baseado e no pagode.
Mas também temos medo da sexta-feira. E da nossa nega.
Temos que prestar contas com uma parte de nós que já não é mais livre.
Agora acordamos da ressaca da sexta-feira.
Agora acordamos e nos deparamos com as verdadeiras algemas da escravidão.
Agora mesmo sofrendo, com a certeza de que fizemos a escolha certa. A escolha certa porque todos, antes de nós, fizeram a mesma.
Maldita prisão disfarçada de vida normal, disfarçada de um simples:
"Enfim, é sexta-feira!"
Sabemos que também está tudo vazio nos lugares cheios.
E quem sabe todos estejam procurando a mesma coisa: distração da realidade, distração da prisão e, quem sabe, da solidão que liberta.
Enfim, é sexta-feira. Vamos tomar uma bem gelada!
E, aos poucos, o homem livre — aquele que um dia nasceu livre para se tornar quem nasceu para ser — desaparece.
Como criatura, filho de um ser divino, com uma alma divina. Não porque lhe sejam dados os privilégios de um filho divino; não narcisista, não Édipo.
Mas alguém que não precisaria passar a vida brigando por migalhas de afeto, nem pela própria liberdade.
Tantos anos fazendo a mesma coisa.
Anos após anos.
Para nos tornarmos algo previsível, algo maleável através dos medos e das consequências de nossas escolhas.
Se conseguíssemos entender isso antes das prisões, hoje haveria mais pessoas livres de consciências pesadas.
claudios poeta
o dia da minha partida
Minha partida.
que não venha com flores.
que o ambiente mostre mais
alegria que as lágrimas falsas dos
animadores de funerais.
que minha carne seja queimada
antes que seja tarde,antes da descida
ao hades e que tudo ao meu redor flua
no momento da minha partida,no
no momento da minha libertinagem
no momento da minha liberdade!
que haja ravel, bolero e fuga dos
centimentos .que não venha com dor
apenas como uma fuga dos sentidos
pois os sentimentos não me torturam
mais.toda vaidade ,pura vaidade são apenas
vaidade no fino sentimento falso.minha
partida.que meu filho beija minha face e
que tenha coragem,como fiz na face
morta da minha mãe.
minha partida que seja breve ,como a
briza de uma tarde de verao ,que nao seje
no verão.não finja estar vivo no dia da minha
morte ,e que ela me encontre vivo neste dia.
no dia em que parti que haja,que tenha o
silêncio dos absurdos cotidianos .
no dia da minha partida,que seja o dia da
minha chegada sem abraços eternos e olhares
de flertes sobre meu caixão esse é o dia em
que o corpo,a matéria se liberta e vise versa da
raça ,do eu do vazio ,da raiva humana e por fim
da existência do óbvio .
claudios poeta
titulo :eu depois do caos.
Eu, Depois do Caos
Eu sou o vazio
das coisas que não têm sentido.
Sou a liberdade
depois do caos,
depois das mortes.
Sou o silêncio
daqueles que não conseguem se calar.
Descemos ao porão —
Lá encontramos nossas sombras.
E nossos sonhos,
das profundezas,
tornam-se mágicas.
Ninfas inebriantes sussurram,
mas o gosto selvagem já não importa.
Desprezam apenas
a liberdade.
Diante do pedestal,
conjuro e rejeito
matrimônios —
correntes disfarçadas de sentimento.
Estendi minhas verdades à plateia:
palhaços mascarados
em suas próprias vidas.
Minhas veias secaram.
Meu grito de liberdade
ecoou na caverna.
As imagens ruíram.
A carne transcende o peito
quando o sentir se rompe —
e nem o chicote
me fará voltar.
Agora há liberdade
após o caos.
Profundos, insanos,
são os desejos
dos que sucumbem à carne
sem perceber.
Cegos, caminhamos
na noite de inverno —
frios como o olhar do carrasco,
ardentes como labaredas do inferno.
Sou fruto do caos.
Eu vi as correntes
que ninguém viu.
E, louco,
eu me proíbo:
de deitar sem vontade,
de falar sem motivo,
de desaparecer
para que outro ocupe seu lugar.
Eu me proíbo.
De continuar nas angústias
das paixões que aprisionam.
Meu sorriso, na calada da noite,
silencia o remorso.
Na loucura encontrei lucidez —
uma estranha sobriedade.
E já não conjuro
sobre pedestais.
Sanguessugas virtuais
hoje devoram tua atenção;
amanhã,
nas horas mortas,
as moscas da podridão mental
rodeiam teu cérebro —
não vazio,
mas cheio
da existência do absurdo EU.
claudios poeta
o agora
o agora
foi mais um dia de consulta
em um dia de tentativa de morte
do dia da labuta .
foi no final de abril ,e quando se
deu início a uma antecipação de
uma consulta ,a transformação já
se tinha iniciado no’’ eu ‘’ mas
teríamos que dar um pouco de
sentido, encarar a sombra requer
ser também tudo,ou quase tudo
que alguém ou algo te impede de
ser . a consulta era para o outro
dia ,que era para ser para o outro
mês. algumas coisas começam a
se ajustar quando você se desajusta
do sistema,é quando usa a mente ao
teu favor .as vezes aparecem pessoas
na tua vida para te mostrar um caminho
através até de uma informal conversa
e vindo um singelo elogio de uma pessoa
que ouvindo poucas palavras de um -
desconhecido mas com uma lucidez
própria de quem já passou pelo caos.
e pegou as próprias cinzas com as mãos
e montou uma coragem para descer até o
porão escuro das lembranças e angústias.
entre paredes o frenesi dos desejos,
sob solo seco enterrei meu desejos e reguei
com prontidão da embriaguez das valquirias
claudios poeta
liberdade
Somos estranhos quando nada mais nos resta.
Somos solitários quando decidimos, por conta própria,
que o caos pode — e deve — desencadear em nós,
no mesmo instante da dor, o alívio.
No meio das lágrimas de ódio, liberdade.
No meio do medo, encontremos coragem.
Estamos estranhos agora que vemos
através do véu da caverna.
Todas as sentenças ditas — propriamente esquecidas ou não —
ao longo da vida, malditas, ditas ou não.
Ao descer ao inferno, deparamo-nos com o espelho:
o verdadeiro reflexo do demônio
que nos afetou ao longo de nossa escassa vida —
prazer e sangue.
A humanidade dos desejos, tão profunda,
que faz a alma gozar —
gozar da dor alheia,
da própria dor.
E, olhando, contemplando ao relento
do selvagem olhar,
escarneço do abraço da morte.
Apenas suplicamos por mais dor —
dor e prazer.
Humanidade do prazer.
Suplico-te: não mintas para mim.
Saíste da caverna não por mim,
mas por vontade própria.
Agora, tal alma liberta do calabouço da dor,
não negues a fuga baseada na própria dor.
Mesmo o amor que engana
é o mesmo que suporta a dor alheia.
Nas tabernas dos nossos pensamentos,
gostaríamos apenas de abraçar a morte dos desejos,
abraçar e sentir o hálito da morte.
Libertos da caverna,
já que estamos livres de tudo e de todos,
não devemos mais nos justificar
perante as máscaras que caíram.
claudios poeta
Thoughts
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Permalinkessas ideias de morte e partida ganham mais sentido quando você envelhece e entende que tudo é mesmo passageiro
-
Permalinkquando você fala sobre 'descer ao porão', você conseguiu achar alguma coisa lá ou ainda tá procurando?
-
Permalinkqual desses poemas foi o primeiro que você escreveu?
-
Permalinkvocê tá buscando uma saída que parece que nunca consegue achar
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Permalinktem algo nessas palavras que parece que você tá falando pra alguém que você quer que oiça de verdade.
-
Permalinkessa liberdade que você procura tanto, você acha que ela existe fora de nós ou tem que vir de dentro?
-
Permalinkquando você escreve sobre 'as portas do inferno', você tá lidando com algo real ou é só o jeito que você processa o que sente?
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