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as portas do inferno

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as portas do inferno

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Pensamento

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vqueiroz90

essas ideias de morte e partida ganham mais sentido quando você envelhece e entende que tudo é mesmo passageiro

essas ideias de morte e partida ganham mais sentido quando você envelhece e entende que tudo é mesmo passageiro

Conteúdo da publicação

as portas do inferno

as portas do inferno.

as pessoas são estranhas ,entre

nas próprias entranhas saíste ,morte e

vida.doenças tais que te marcaram.

as pessoas são estranhas ,geram

matam se deprimem.

as pessoas são estranhas juram juras

de amor diante de um altar,morno morto

fugaz ,na carne sim,opera o desejo de dizer

sim.o teu prazer que sente na carne é o mesmo

que te dá dor na consciência. estamos diante

da linha de chegada,estamos diante do fronte

e perante a foice da morte não há irmãos de sangue

entre gritos e espadas sangrentas ,o bafo frio da própria

consciência te sabota para mais uma dose,para mais

uma traição e chegamos ao topo da idiotice e somos

coroados com não tão belo funeral.

eis que te olhamos, grandes olhos negros, cavalgando

perante corpos nus.e como suportar um mundo em lágrimas

,se eu derrama ela em forma de sangue .

somos estranhos a ,somos rostos sem olhos , as mágicas

acontecem,quando acordares do sonho e encarar a própria

sombra.encarar a própria morte! o amor devasso,mais procurado

nas noites de solidão,no canto solitário de uma cama de casal.

há o gozo tão esperado derramado e enxugado com teus seios,devassidão obscura tão carnal e vil que nos satisfaz .

E quando decidires me consulares com o vil beijo do esquecimento e

do adeus eterno, eternizaremos nosso momento no brilho eterno dos teus grandes olhos negros!

claudios poeta


sexta feira

Sexta-feira

Muitos hoje, antes de sair da cama, antes dos bons-dias, têm um pensamento:

Hoje é sexta-feira!

Muitos hoje, quando entram nos corredores das paredes da obrigação, pensam:

Hoje é sexta-feira!

Não. Não é apenas uma sexta-feira. É uma vida de sextas-feiras, uma após a outra.

Onde está tua coragem para ver que você, como homem ou mulher, deixou de existir por causa dessas sextas-feiras que te impuseram? Uma união baseada em medos: medo do desemprego, dos abandonos, das paixões carnais, medo da solidão, medo de si mesmo.

Hoje é sexta-feira.

Sim, hoje é sexta-feira: dia de pensar na cerveja, no churrasco, no baseado e no pagode.

Mas também temos medo da sexta-feira. E da nossa nega.

Temos que prestar contas com uma parte de nós que já não é mais livre.

Agora acordamos da ressaca da sexta-feira.

Agora acordamos e nos deparamos com as verdadeiras algemas da escravidão.

Agora mesmo sofrendo, com a certeza de que fizemos a escolha certa. A escolha certa porque todos, antes de nós, fizeram a mesma.

Maldita prisão disfarçada de vida normal, disfarçada de um simples:

"Enfim, é sexta-feira!"

Sabemos que também está tudo vazio nos lugares cheios.

E quem sabe todos estejam procurando a mesma coisa: distração da realidade, distração da prisão e, quem sabe, da solidão que liberta.

Enfim, é sexta-feira. Vamos tomar uma bem gelada!

E, aos poucos, o homem livre — aquele que um dia nasceu livre para se tornar quem nasceu para ser — desaparece.

Como criatura, filho de um ser divino, com uma alma divina. Não porque lhe sejam dados os privilégios de um filho divino; não narcisista, não Édipo.

Mas alguém que não precisaria passar a vida brigando por migalhas de afeto, nem pela própria liberdade.

Tantos anos fazendo a mesma coisa.

Anos após anos.

Para nos tornarmos algo previsível, algo maleável através dos medos e das consequências de nossas escolhas.

Se conseguíssemos entender isso antes das prisões, hoje haveria mais pessoas livres de consciências pesadas.

claudios poeta

o dia da minha partida

Minha partida.

que não venha com flores.

que o ambiente mostre mais

alegria que as lágrimas falsas dos

animadores de funerais.

que minha carne seja queimada

antes que seja tarde,antes da descida

ao hades e que tudo ao meu redor flua

no momento da minha partida,no

no momento da minha libertinagem

no momento da minha liberdade!

que haja ravel, bolero e fuga dos

centimentos .que não venha com dor

apenas como uma fuga dos sentidos

pois os sentimentos não me torturam

mais.toda vaidade ,pura vaidade são apenas

vaidade no fino sentimento falso.minha

partida.que meu filho beija minha face e

que tenha coragem,como fiz na face

morta da minha mãe.

minha partida que seja breve ,como a

briza de uma tarde de verao ,que nao seje

no verão.não finja estar vivo no dia da minha

morte ,e que ela me encontre vivo neste dia.

no dia em que parti que haja,que tenha o

silêncio dos absurdos cotidianos .

no dia da minha partida,que seja o dia da

minha chegada sem abraços eternos e olhares

de flertes sobre meu caixão esse é o dia em

que o corpo,a matéria se liberta e vise versa da

raça ,do eu do vazio ,da raiva humana e por fim

da existência do óbvio .

claudios poeta

titulo :eu depois do caos.

Eu, Depois do Caos

Eu sou o vazio

das coisas que não têm sentido.

Sou a liberdade

depois do caos,

depois das mortes.

Sou o silêncio

daqueles que não conseguem se calar.

Descemos ao porão —

Lá encontramos nossas sombras.

E nossos sonhos,

das profundezas,

tornam-se mágicas.

Ninfas inebriantes sussurram,

mas o gosto selvagem já não importa.

Desprezam apenas

a liberdade.

Diante do pedestal,

conjuro e rejeito

matrimônios —

correntes disfarçadas de sentimento.

Estendi minhas verdades à plateia:

palhaços mascarados

em suas próprias vidas.

Minhas veias secaram.

Meu grito de liberdade

ecoou na caverna.

As imagens ruíram.

A carne transcende o peito

quando o sentir se rompe —

e nem o chicote

me fará voltar.

Agora há liberdade

após o caos.

Profundos, insanos,

são os desejos

dos que sucumbem à carne

sem perceber.

Cegos, caminhamos

na noite de inverno —

frios como o olhar do carrasco,

ardentes como labaredas do inferno.

Sou fruto do caos.

Eu vi as correntes

que ninguém viu.

E, louco,

eu me proíbo:

de deitar sem vontade,

de falar sem motivo,

de desaparecer

para que outro ocupe seu lugar.

Eu me proíbo.

De continuar nas angústias

das paixões que aprisionam.

Meu sorriso, na calada da noite,

silencia o remorso.

Na loucura encontrei lucidez —

uma estranha sobriedade.

E já não conjuro

sobre pedestais.

Sanguessugas virtuais

hoje devoram tua atenção;

amanhã,

nas horas mortas,

as moscas da podridão mental

rodeiam teu cérebro —

não vazio,

mas cheio

da existência do absurdo EU.

claudios poeta

o agora

o agora

foi mais um dia de consulta

em um dia de tentativa de morte

do dia da labuta .

foi no final de abril ,e quando se

deu início a uma antecipação de

uma consulta ,a transformação já

se tinha iniciado no’’ eu ‘’ mas

teríamos que dar um pouco de

sentido, encarar a sombra requer

ser também tudo,ou quase tudo

que alguém ou algo te impede de

ser . a consulta era para o outro

dia ,que era para ser para o outro

mês. algumas coisas começam a

se ajustar quando você se desajusta

do sistema,é quando usa a mente ao

teu favor .as vezes aparecem pessoas

na tua vida para te mostrar um caminho

através até de uma informal conversa

e vindo um singelo elogio de uma pessoa

que ouvindo poucas palavras de um -

desconhecido mas com uma lucidez

própria de quem já passou pelo caos.

e pegou as próprias cinzas com as mãos

e montou uma coragem para descer até o

porão escuro das lembranças e angústias.

entre paredes o frenesi dos desejos,

sob solo seco enterrei meu desejos e reguei

com prontidão da embriaguez das valquirias

claudios poeta

liberdade

Somos estranhos quando nada mais nos resta.

Somos solitários quando decidimos, por conta própria,

que o caos pode — e deve — desencadear em nós,

no mesmo instante da dor, o alívio.

No meio das lágrimas de ódio, liberdade.

No meio do medo, encontremos coragem.

Estamos estranhos agora que vemos

através do véu da caverna.

Todas as sentenças ditas — propriamente esquecidas ou não —

ao longo da vida, malditas, ditas ou não.

Ao descer ao inferno, deparamo-nos com o espelho:

o verdadeiro reflexo do demônio

que nos afetou ao longo de nossa escassa vida —

prazer e sangue.

A humanidade dos desejos, tão profunda,

que faz a alma gozar —

gozar da dor alheia,

da própria dor.

E, olhando, contemplando ao relento

do selvagem olhar,

escarneço do abraço da morte.

Apenas suplicamos por mais dor —

dor e prazer.

Humanidade do prazer.

Suplico-te: não mintas para mim.

Saíste da caverna não por mim,

mas por vontade própria.

Agora, tal alma liberta do calabouço da dor,

não negues a fuga baseada na própria dor.

Mesmo o amor que engana

é o mesmo que suporta a dor alheia.

Nas tabernas dos nossos pensamentos,

gostaríamos apenas de abraçar a morte dos desejos,

abraçar e sentir o hálito da morte.

Libertos da caverna,

já que estamos livres de tudo e de todos,

não devemos mais nos justificar

perante as máscaras que caíram.

claudios poeta






Thoughts

  • vqueiroz90

    essas ideias de morte e partida ganham mais sentido quando você envelhece e entende que tudo é mesmo passageiro

    Permalink
  • Marina

    quando você fala sobre 'descer ao porão', você conseguiu achar alguma coisa lá ou ainda tá procurando?

    Permalink
  • perguntaAberta

    qual desses poemas foi o primeiro que você escreveu?

    Permalink
  • contoBreve

    você tá buscando uma saída que parece que nunca consegue achar

    Permalink
  • folhaSolta

    tem algo nessas palavras que parece que você tá falando pra alguém que você quer que oiça de verdade.

    Permalink
  • duvidaHonesta

    essa liberdade que você procura tanto, você acha que ela existe fora de nós ou tem que vir de dentro?

    Permalink
  • Simao

    quando você escreve sobre 'as portas do inferno', você tá lidando com algo real ou é só o jeito que você processa o que sente?

    Permalink

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