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APOCALIPSE - DIA ZERO

PedroGomes
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CAPÍTULO 1 - O COMEÇO

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CAPÍTULO 1 - O COMEÇO

A cidade ainda estava viva.

Carros passsavam pelas avenidas, pessoas caminhavam pelas calçadas e o comércio funcionava como em qualquer outro dia. Nada indicava que aquele seria o último dia de normalidade.

No centro da cidade, Ryan caminhava sem pressa.

Ele carregava o celular em umas das mãos e uma mochila nas costas. O movimento ao seu redor era comum demias para chamar sua atenção. Pessoas reclamavam do trânsito, crianças corriam pelas ruas e vendedores anunciavam seus produtos.

Era uma manhã normal.

Ou pelos menos parecia.

Ryan parou diante de uma faixa de pedestre e olhou para o ouro lado da rua.

Por um instante, sentiu uma sensação estranha.

Como se estivesse sendo observado.

Olhou para trás.

Nada.

- Deve ser impressão minha...

O sinal abriu e Ryan atravessou.

Ele não fazia ideia de que, naquele mesmo momento, a quilômetros dali, homens observavam imagens da cidade através de dezenas de monitores.

Uma sala subterrânea.

Fria.

Sem janelas.

Em uma das telas, aparecia a imagem de Ryan atravessando a rua.

Um homem de jaleco permanecia de braços cruzados.

- Confirmação?

Uma mulher sentada diante dos computadores respondeu:

-Todos os sistemas estão funcionando.

O homem olhou para outra tela.

Nela, aparecia um mapa da ciodade.

-E a contenção?

-Preparada.

Ele ficou em silêncio por alguns segudos.

-Então podemos começar.

A mulher hesitou.

-Senhor... tem certeza?

O homem virou lentamente o rosto.

-Você sabe o que está em jogo.

Ela abaixou os olhos.

-Sim

Ele voltou a observaras telas.

-Inicie o protocolo.

Em algum lugar abaixo daquela instalação, uma máquina começou a funcionar.

Um som grave percorreu os corredores subterrâneos.

Portas metálicas foram destravadas.

Luzes vermelhas começaram a piscar.

E uma pequena luz verde apareceu em um dos painéis.

PROTOCOLO ZERO - ATIVO.

Na cidade, ninguém percebeu nada.

Ainda.

Ryan continuava andando.

Até que ouviu um grito.

Ele parou.

As pessoas ao redor também.

Outro grito.

Dessa vez, mais próximo.

Todos começaram a olhar na mesma direção.

Um homem surgiu correndo no meio da rua.

Estava desesperado.

- CORRAM!

Algumas pessoas riram.

Outras ficaram assustadas.

Ryan permaneceu parado.

- O que está acontecendo?

O homem não respondeu.

Continuou correndo.

então algo apareceu atrás dele.

Ryan congelou.

Por alguns segundos, ninguém conseguiu entender o que estava vendo.

A criatura avançava de maneira irregular.

Era Humana.

Mas não parecia mais humana.

A pele estava pálida e marcada por manchas escuras. Os movimentos eram violentos, descoordenados. A boca estava coberta de sangue.

O homem tropeçou.

Caiu.

A criatura se lançou sobre ele.

O grito que veio depois fez a multidão finalmente entrar em pânico.

Pessoas começaram a correr para todosos lados.

Carros bateram.

Vidros quebraram.

Ryan correu.

Não sabia para onde.

Só sabia que precisava sair dalí.

Enquanto corrias, olhou para trás.

A criatura ja não estava sozinha.

Havias outras.

Muitas outras.

E então Ryan percebeu algo que fez seu coração disparar.

Aquilo não estava acontecendo apenas naquela rua.

Ao longe, sirenes começaram a ecoar.

Uma explosão iluminiou parte da cidade.

Depois outra.

E outra.

O céu começou a ficar coberto por fumaça escura.

Ryan apertou a mochila conyta o corpo e continuou correndo.

Sem saber que aquele era apenas o começo.

Sem saber que o govero ja esperava por aquilo.

E, principalmente...

Sem saber que a cidade onde elevivia nunca deveria ter sido atingida.

No subterrâneo, a mulher encarregada de monitorar os sistemas observou ops gráficos.

Algo estava errado,

- Senhor...

O homem não respondeu.

- Senhor, temos um problema.

Ele se aproximou.

- O que aconteceu?

- O agente está se espalhando muito mais rápido do que os cálculos previam.

O homem ficou em silêncio.

- Quanto tempo?

- Não sabemos.

Ele respirou fundo.

- Isso não deveria aconteçer.

A mulheer olhou para ele.

-Então o que fazemos?

Ele observou as imagens da cidade.

Pessoas correndo.

Explosões.

Caos completo por toda a cidade>

E então percebeu algo ainda pior.

Um alerta apareceu no monitor.

FALHA DE CONTENÇÃO.

O homem deu um passo para trás.

- Deligue tudo.

- Não consigo.

- Tente novamente!

As luzes da instalação começaram a piscar.

Uma sirene diferente soou.

Dessa vez, ninguém na sala falou.

Porque todos reconhenceram aquele som.

Era o alarme de emergência.

A mulher sussurrou:

- Meu Deus...

O homem olhou para a porta blindada.

Do outro lado. alguma coisa bateu bem forte.

Uma vez.

Depois outra.

E outra.

BAM.

Todos ficaram imóveis.

BAM.

Uma rachadura apareceu na porta.

O homem lentamente sacou a arma.

- Preparem-se.

BAM.

A porta comecou a ceder.

E, naquele momento, eles finalmente entenderam:

O experimento havia começado.

Mas eles já não estavam no controle.

Thoughts

  • li_no_busao

    tá. agora preciso saber o que Ryan faz com tudo isso. qual é o plano?

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  • deixoumarca

    Ryan tá ali só com a mochila dele. depois disso. que assustador mesmo.

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  • folhaSolta

    a forma como passou de «ninguém percebeu» pra sirene em dois segundos... reconheço. é quando fica real.

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  • contoDeSexta

    essa vai ser série? porque se for eu tô na página cem da cabeça já.

    Permalink
  • Rui_Salgueiro

    protocolo zero ativo e tudo desaba. é sempre assim, não é?

    Permalink
  • atepagina50

    a cidade normal virando caos em quinze minutos. mas como Ryan vai se mexer com tudo caindo?

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  • contoBreve

    mano, é só uma página de leitura? preciso saber se isso cabe no intervalo.

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  • Simao

    creatura já descoordena na primeira. governo mentindo. tá indo pro lado que eu queria.

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  • Pepesilva

    Gostei muito desse início, bem misterioso e com um pouco de ação.

    Parabéns continue a história quero ler

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