De tudo a mim mesma serei fiel,
mesmo que o amor nunca chegue.
Trago no peito um espaço aberto,
mas não um vazio e sim um jardim em espera.
Falo de gestos que não provei,
de carícias que só imaginei,
de olhares que nunca encontrei,
mas que nos sonhos já abracei.
Escrevo versos não de falta, mas de esperança
pois sei que existo antes do amor.
E se ele vier, será apenas parte
de uma história
pintando retratos de um sentimento
que nunca pulsou em meu corpo,
mas já floresce em pensamento.
E se o tempo me fizer esperar,
não será perda, nem silêncio.
Porque o amor que procuro lá fora
também habita, inteiro, aqui dentro.