AMOR, JURO, SE MATA, FOI AMOR
Nasci não pra namorar.
Nasci observando
estrela.
Porque, se mãe,
avó e tias
não foram felizes,
por que eu seria?
Por que não qualquer
não de ponto de esquina,
tão baixo ser
“puta de esquina”?
Como se deita em cama
homens lindos ou feios?
Importante não é a beleza.
É jogo.
Ele é incrível.
Porque a maldade
de um diabólico
está nos olhos.
A mente é tão clara
sobre o que você
é,
sobre ser justa
ou cruel.
Apenas não se faz emboscada,
porque tem natural:
rato cai na armadilha
sozinho.
Não se planeja assassinato.
Você vem ganhando
ser assassina.
Você guarda
amor que próprio
crime mata,
chupa sangue,
como pontas
dos próprios dedos.
Flor, se mate,
mas morre.
Ela acorda.
Espinho,
ela te mata...
ANA CRISTINA PORONHAK DE CARVALHO