Por muito tempo, entendi Dostoiévski,
o que ansiava.
E fui feliz,
por despir algo mais íntimo que o corpo:
a alma
Hoje, sou viúva.
Viúva de um amor que não morreu,
mas não vive.
E tento entender-
por que o homem que me viu com a alma nua
cometeu, sem receio,
sem misericórdia,
o homicídio doloso
da minha confiança?