Voltei a isto ao sábado de manhã e o que me ficou foi aquilo de ter tido e não ter cuidado. Dá-me a ideia de que isto não é de agora, que já passaram uns anos e que ainda o vês por aí.
Amargor
"não quero que seja corpo
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Pensamento
Voltei a isto ao sábado de manhã e o que me ficou foi aquilo de ter tido e não ter cuidado. Dá-me a ideia de que isto não é de agora, que já passaram uns anos e que ainda o vês por aí.
Conteúdo da publicação
"não quero que seja corpo
desejo-te mais que a alma
possuo teus cabelos
em meus sonhos e pesadelos
dos quais, nunca pude tê-lo,
há em mim um sopro
de teu abraço vergonhoso
que alma!
vibra-te comigo, ou me mate
com teu olhar rubro.
me escondo nas sombras
de meus pensamentos mais dilacerados,
dizem, que em luas te esqueço,
mas eu jamais vi o brilho do sol
ao mesmo tempo que não te vias na lua.
meus olhos apaixonados
sofrem ao não ver, a quem amo.
meu coração dói amargamente,
como um pobre coitado jogado as traças,
que não pode esposar de tua alma.
como arde esse fogo, que nunca poderá ser digerido.
minha alma se corrói em anos, não poucos...
e jamais será partido.
o amor, não me corre em meus braços
ele semeia em minhas veias
e bombeia meus amargos temores,
sonho a ti, em dias sim, e dias não.
me choro ao olhar-te longe, sem poder
arrancar teu coração e costurar ao meu...
e como dói, e como arde, e como choro
todas as noites sem ter você.
minha paixão nunca será de ninguém
a não ser de um amor que nunca será meu.
minhas lágrimas queimam em meus rubros lábios,
te almejo nas mãos e nunca tereis nem em cartas,
há de mim, se pudesse te ter!
como tive e não cuidei.
como amei e não semeei
não cuidei de ti, mas tive dores
pesares e pesadelos
amo-te mais que a vida ama a morte,
mas nunca poderei te ter.
e de minhas veias costuro nosso destino
tu longes e eu perto
tendo minha alma corrompida ao vasto amanhecer
em que sua voz me acorda na madrugada,
não me componho mais a esconder nas entrelinhas
de meus poemas mais escuros...
todos são a ti.
mas nunca verás nem mesmo uma página."
annie.
Thoughts
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PermalinkLi a última linha primeiro, como faço sempre. Pensei que tinhas rasgado tudo, e afinal guardas os poemas todos e não os mandas.
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PermalinkVoltei a isto ao sábado de manhã e o que me ficou foi aquilo de ter tido e não ter cuidado. Dá-me a ideia de que isto não é de agora, que já passaram uns anos e que ainda o vês por aí.
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PermalinkQue bom ter você por aqui, annie. Li duas vezes e o que ficou comigo foi essa ideia de costurar o coração do outro ao seu, e logo depois a última linha, de que ele nunca vai ver nem uma página. Guardar tudo isso e não mandar é uma coisa que muita gente aqui vai reconhecer. Você tem mais poemas publicados por aqui?
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PermalinkEu também escrevo essas coisas de madrugada e nunca mostro. Guardar tudo em poema e a pessoa nunca ver uma página é exatamente isso.
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