Duas verdes turmalinas, curvas de vespa, perfume. Cada detalhe fica dentro desse jeito que a gente não consegue tirar.
AMANTÍSSIMA
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Duas verdes turmalinas, curvas de vespa, perfume. Cada detalhe fica dentro desse jeito que a gente não consegue tirar.
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AMANTÍSSIMA
Talvez uma improvável borboleta,
Que conheci em formas femininas:
Pupilas... Duas verdes turmalinas!
Curvas mesmas de vespa a silhueta.
Ou alguém que mais nada me prometa
Além de seu perfume nas narinas...
Que, a m'exigir carícias libertinas,
Crave as unhas à guisa de roseta!...
Como é bela! Como ela ninguém há!...
Conhecedora d'artes amorosas,
Soube fazer-me o bem embora má...
E eu, que então a colhi em meio às rosas,
Permito, a contragosto, que se vá,
E espalhe amor às terras alterosas.
Sapucaia do Norte - 08 12 1994
Thoughts
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PermalinkDuas verdes turmalinas, curvas de vespa, perfume. Cada detalhe fica dentro desse jeito que a gente não consegue tirar.
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PermalinkSoneto perfeito. 28 linhas presas na gente e a gente quer mais. 💔
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Permalink'Duas verdes turmalinas', aquele detalhe me fez pensar em como a gente fixa num rosto assim, desse jeito, e o resto desaparece. Depois tem aquele 'permito, a contragosto' no final. Dá pra ver que você escreveu isso já sabendo, em 94, o que a gente leva anos pra aprender: quando você ama assim, tem que deixar ir.
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PermalinkTrês sonetos nessa série e cada um tira o chão. Esse aqui é sobre deixar ir quem você ama demais.
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