O símbolo da família do Vamp desenhado do lado da frase na porta já entregou que a criatura vem de dentro de casa. Pra mim o pai dele sabe bem mais do que vai contar.
Amantes
Pensamento
O símbolo da família do Vamp desenhado do lado da frase na porta já entregou que a criatura vem de dentro de casa. Pra mim o pai dele sabe bem mais do que vai contar.
Conteúdo da publicação
O COLAR DOS AMANTES ETERNOS
PARTE III — A CASA ONDE O TEMPO MORREU
Uma creepypasta de Lin & Vamp.
CAPÍTULO 11 — A VOZ DO OUTRO LADO DA PORTA
A casa inteira estremeceu.
As luzes estavam apagadas, o vento batia violentamente nas janelas e o colar em meu pescoço parecia prestes a se partir.
Vamp segurava meu braço, tentando me manter consciente.
— Lin, olhe para mim. Não escute aquela coisa.
Mas a voz continuava.
— Você realmente acredita que poderá protegê-la para sempre, Vamp?
A criatura arranhou a porta.
Um som lento, horrível, como unhas atravessando madeira.
— Você já falhou uma vez. Deixou que ela fosse marcada. E, quando chegar a hora, também falhará em salvá-la.
Vamp mostrou as presas.
— Apareça e diga isso olhando para mim!
Uma gargalhada ecoou do lado de fora.
Então tudo ficou em silêncio.
Olhei para minhas mãos.
As manchas escuras haviam avançado até meus dedos. Pequenas linhas vermelhas pulsavam sob a pele, como se alguma coisa estivesse tentando escapar de dentro de mim.
— Vamp... estou com medo.
Ele me abraçou.
— Eu sei, Lin.
— E se eu estiver me transformando em uma daquelas criaturas?
Ele afastou meu cabelo do rosto.
— Então enfrentaremos isso juntos. Mas não vou deixar que você acredite que já perdeu quem é.
Naquela noite, não dormimos.
Esperamos o amanhecer, sentados no chão da sala, com as costas encostadas à porta.
Quando o sol nasceu, encontramos três marcas profundas na madeira.
Abaixo delas, havia uma frase escrita com uma substância escura:
A NOIVA PERTENCE À ESCURIDÃO.
E, ao lado da frase, estava desenhado o símbolo da família de Vamp.
Foi então que compreendemos.
A criatura não havia encontrado nossa casa por acaso.
Ela conhecia Vamp.
E conhecia o segredo de sua linhagem.
CAPÍTULO 12 — O LIVRO DOS VAMPIROS ESQUECIDOS
Vamp passou a manhã inteira procurando alguma coisa nos armários antigos.
Eu o observei retirar caixas, abrir gavetas e espalhar papéis sobre a mesa.
— O que você está procurando?
Ele hesitou antes de responder.
— A história da minha família.
— Pensei que você conhecesse essa história.
— Conheço a versão que me contaram.
Ele colocou um livro antigo diante de mim.
A capa era feita de couro escuro, e havia uma rosa negra desenhada no centro.
Quando Vamp abriu a primeira página, senti uma dor aguda no rosto.
As letras começaram a se mover diante dos meus olhos.
E, por um instante, tive a impressão de que o livro estava respirando.
Vamp leu a primeira passagem em voz alta.
— "Quando o sangue imortal se unir ao coração mortal, nascerá um vínculo que nem o tempo poderá desfazer. Mas aquilo que desafia a morte despertará a fome dos antigos."
Ele virou a página.
Havia um desenho de duas pessoas usando colares idênticos aos nossos.
Uma delas era um vampiro.
A outra era uma mulher cujo rosto estava coberto por marcas negras.
Senti meu estômago afundar.
— Vamp... aquela mulher...
Ele aproximou o livro da janela.
— É impossível.
— O que foi?
Vamp apontou para o desenho.
Abaixo da imagem, havia uma inscrição.
A PRIMEIRA NOIVA DA ROSA NEGRA.
Segundo o livro, muitos séculos antes, um vampiro havia se apaixonado por uma humana. Suas famílias tentaram separá-los, mas os dois fugiram e fizeram um juramento diante de um lago.
A mulher foi atingida por uma doença misteriosa.
Seu rosto começou a mudar, e criaturas passaram a persegui-la.
O vampiro procurou uma maneira de salvá-la, mas descobriu tarde demais que a doença não era uma doença comum.
Era uma maldição destinada a transformar o sofrimento de uma pessoa em uma porta para o mundo dos mortos.
A mulher morreu.
E seu amado desapareceu pouco depois.
Ninguém soube o que aconteceu com eles.
Apenas o colar permaneceu.
Li aquelas palavras diversas vezes.
Era como se alguém tivesse escrito a história da minha vida antes mesmo de eu nascer.
— Isso não pode ser coincidência — sussurrei.
Vamp fechou o livro.
— Não é.
Ele segurou meu pingente.
— Lin, acho que essa maldição estava adormecida dentro da minha família há séculos. E nosso juramento pode ter despertado alguma coisa.
— Então nosso amor causou tudo isso?
Ele segurou meu rosto.
— Não. A maldição é responsável pelo que está acontecendo. Amar você nunca foi um erro.
Eu queria acreditar nele.
Mas, pela primeira vez, comecei a me perguntar se nossa promessa havia nos protegido da morte...
Ou se havia chamado a morte até nós.
CAPÍTULO 13 — O NOME DA CRIATURA
Naquela noite, decidi sair sozinha.
Vamp estava dormindo depois de passar horas pesquisando o livro.
Eu não queria acordá-lo.
Precisava descobrir o que estava acontecendo comigo.
Segui as marcas que havia encontrado perto da casa até chegar a uma parte da floresta onde as árvores pareciam mortas havia séculos.
No centro de uma clareira, encontrei um círculo de pedras.
E, no meio dele, uma mulher usando um vestido preto.
Seu rosto era coberto por um véu.
— Você demorou, Lin.
Parei imediatamente.
— Quem é você?
Ela retirou o véu.
Não possuía olhos.
A pele era pálida, e uma rachadura atravessava seu rosto como porcelana quebrada.
— Pode me chamar de Morvanna.
O nome parecia antigo demais para pertencer a uma pessoa.
— O que você quer de mim?
Morvanna sorriu.
— Quero aquilo que está crescendo dentro de você.
Levei a mão ao rosto.
— Minha doença?
— Sua doença é apenas a porta. A maldição é muito mais antiga.
Ela se aproximou.
— Você acredita que Vamp a escolheu por acaso? Acredita que o encontro de vocês foi apenas uma coincidência?
Meu coração começou a bater depressa.
— Ele me ama.
— Eu não disse que não ama.
Morvanna inclinou a cabeça.
— Mas existem coisas que nem o amor de um vampiro pode mudar.
Ela apontou para o meu colar.
— Aquele pingente foi criado para unir duas almas. Contudo, quando uma delas morre sob a influência da Rosa Negra, o vínculo pode atravessar a fronteira entre os vivos e os mortos.
Senti minhas pernas enfraquecerem.
— O que acontece quando isso ocorre?
Morvanna aproximou o rosto do meu.
— A alma que partir primeiro poderá ficar presa ao colar. E a outra será obrigada a escolher entre deixar o amado desaparecer... ou segui-lo para a escuridão.
O vento parou.
Olhei para o pingente.
A metade de Vamp estava comigo, embora ele ainda carregasse a outra.
— Por que está me contando isso?
Morvanna sorriu.
— Porque você já está morrendo, Lin.
A marca no meu rosto começou a arder.
— E, quando chegar a hora, quero estar presente para assistir à escolha dele.
A criatura desapareceu em uma nuvem de fumaça negra.
Corri de volta para casa.
Mas, durante todo o caminho, uma única pergunta continuou martelando em minha cabeça.
Se eu morresse...
Vamp seria capaz de continuar vivendo sem mim?
CAPÍTULO 14 — A VERDADE QUE ESCONDI
Quando entrei em casa, Vamp estava esperando por mim.
Ele parecia furioso e assustado ao mesmo tempo.
— Onde você estava?
Baixei a cabeça.
— Eu precisava descobrir a verdade.
— Sozinha? Depois de tudo o que aconteceu?
Não consegui responder.
Ele passou as mãos pelos cabelos.
— Lin, eu quase perdi você naquela floresta. Depois passei cinco dias entre a vida e a morte. Quando acordei, descobri que quatro anos haviam desaparecido. Agora existe uma criatura perseguindo você, e você simplesmente sai sem me avisar?
— Eu não queria que você sofresse mais!
— E acha que desaparecer vai fazer isso melhorar?
As lágrimas começaram a cair.
— Eu estou morrendo, Vamp!
As palavras escaparam antes que eu pudesse contê-las.
O silêncio tomou conta da casa.
Ele ficou imóvel.
— O quê?
Levei a mão ao rosto.
— Eu não sei quanto tempo tenho. Não sei se vou melhorar. Não sei se, amanhã, vou acordar e descobrir que a doença tomou conta de mim inteira.
Vamp aproximou-se devagar.
— Quem disse isso?
— Morvanna.
O nome pareceu provocar uma reação imediata nele.
Ele recuou um passo.
— Você encontrou Morvanna?
— Você a conhece?
Vamp fechou os olhos.
Por alguns segundos, pareceu muito mais velho do que realmente era.
— Ela era a guardiã das maldições da minha família.
Senti um arrepio.
— Era?
— Minha família acreditava que ela havia sido destruída há séculos. Mas Morvanna não pode morrer como nós. Ela se alimenta de juramentos quebrados, de promessas impossíveis e da dor daqueles que não conseguem se despedir.
Ele olhou para o livro sobre a mesa.
— E agora ela encontrou você.
Segurei sua mão.
— Vamp, se alguma coisa acontecer comigo, preciso que me prometa que vai continuar vivendo.
Ele ficou em silêncio.
— Prometa — insisti.
Vamp levou minha mão aos lábios.
— Posso prometer que vou lutar por você. Posso prometer que vou procurar todas as maneiras possíveis de ajudá-la. Mas não vou mentir para você dizendo que não sentirei sua falta.
Encostei a cabeça em seu peito.
Pela primeira vez, não tentamos fingir que éramos invencíveis.
Ficamos abraçados durante horas, ouvindo a chuva bater contra as janelas.
E, naquela noite, Vamp tomou uma decisão.
Ele encontraria a origem da maldição.
Mesmo que precisasse retornar ao lugar de onde havia fugido séculos antes.
Mesmo que precisasse enfrentar sua própria família.
Mesmo que Morvanna estivesse esperando por ele.
CAPÍTULO 15 — O JURAMENTO DE CASAMENTO
Antes de partir, Vamp me levou até o lago.
A lua refletia na água, e as rosas negras balançavam ao vento.
Ele segurava uma pequena caixa de madeira.
— O que é isso? — perguntei.
— Algo que deveria ter feito há muito tempo.
Dentro da caixa havia dois anéis escuros, cada um com uma pequena pedra vermelha.
Olhei para ele, surpresa.
— Vamp...
— Eu sei que nossa vida não é como imaginávamos. Sei que não podemos prometer uma eternidade tranquila. Mas quero que saiba que escolheria você em todas as minhas vidas.
As lágrimas vieram antes que eu pudesse responder.
Ele colocou um dos anéis em meu dedo.
Eu coloquei o outro no dele.
Não havia convidados.
Não havia música.
Não havia ninguém para testemunhar nossa união.
Apenas a lua, o lago e as rosas negras.
Vamp segurou minhas mãos.
— Lin, você aceita dividir comigo os dias que nos restam, sejam muitos ou poucos?
Sorri entre lágrimas.
— Aceito.
Ele encostou a testa na minha.
— E, se existir alguma coisa depois desta vida, quero encontrar você novamente.
Apertei sua mão.
— Então não se atrase.
Ele riu baixinho.
Depois me beijou.
Por alguns instantes, o mundo pareceu parar.
Mas, quando nos afastamos, percebi que as águas do lago estavam ficando escuras.
Uma sombra se movia sob a superfície.
E, no reflexo da lua, vi duas figuras atrás de nós.
Morvanna.
E outra criatura que eu nunca havia visto.
Ela usava uma coroa feita de ossos.
Seus olhos eram brancos.
E sua boca se abriu em um sorriso impossível.
Uma voz atravessou a floresta.
— Que cerimônia adorável.
Vamp se virou imediatamente.
A criatura ergueu uma das mãos.
As rosas negras começaram a murchar.
— Aproveitem seus últimos momentos, amantes.
Morvanna apareceu ao lado dela.
— Porque, quando o próximo amanhecer chegar, um de vocês descobrirá o verdadeiro preço da eternidade.
O chão tremeu.
Uma rachadura abriu-se entre as pedras do lago.
E, de dentro dela, milhares de mãos pálidas começaram a surgir.
Vamp me puxou para perto.
Eu segurei meu colar.
E compreendi que nossa história havia ultrapassado qualquer coisa que conseguíssemos controlar.
A maldição não queria apenas me matar.
Queria transformar nosso amor em uma prisão.
E, se não encontrássemos uma maneira de destruí-la, talvez nunca mais pudéssemos nos separar.
Nem mesmo depois da morte.
CONTINUA...
Na Parte IV — A Noiva da Rosa Negra: Vamp retorna ao reino de sua família, Lin descobre o verdadeiro poder do colar e Morvanna revela por que escolheu justamente os dois para carregar uma maldição tão antiga.
Thoughts
-
PermalinkPô, casamento sem convidado nenhum, só a lua e o lago, e ainda aparecem duas penetras de coroa de osso no final 😅
-
PermalinkO símbolo da família do Vamp desenhado do lado da frase na porta já entregou que a criatura vem de dentro de casa. Pra mim o pai dele sabe bem mais do que vai contar.
Publicações relacionadas
-
Eu adoraria...
Eu adoraria não ter ela ao meu lado.
-
Tsugimon: glória e ruína
Capítulo 12
-
A chave do outro mundo
Ele não acreditava em nada! Até sentir na pele o que é conhecer o inferno.
-
.Relógio de sempre.
O despertador canta a mesma canção, o café esfria na mesma xícara. As horas marcham em fila, como sombras sem pressa de mudar.
-
Mais uma estilista da Lux Company
Essa é Jade outra amiga de May, não se engane pela sua fofura, Jade tem um metro e cinquenta e três de altura, trabalha como estilista de Liam .
-
Fotos de Zender no hospital
Zender demonstra que apesar de suas atitudes, ele se importa com as pessoas ^^
-
Visita para S.ra Buckley
*Liam entregando as flores de presente da mãe de May.
-
Capitulo1 A origem da Música
Há música não existia,ou não parecia existir.
🥀