Teu sorriso — um cálice de vinho,
talvez de veneno; nunca saberei.
Desarma o pouco que em mim resiste,
abre espaços que eu evitava.
Há nos teus olhos
uma ausência calma,
como quem já partiu
antes de ir.
E eu permaneço —
não por esperança,
mas porque, em ti,
até a perda tem sentido.