Nasci para te encontrar na escuridão, onde o silêncio respira teu nome e a noite guarda o nosso destino,
como duas almas que reconhecem no vazio o eco antigo de um amor proibido.
Tu és a chama que percorre minhas veias como veneno sagrado, a luz pálida que assombra meus sonhos, o toque que sinto mesmo quando o mundo insiste em nos separar.
Há em ti algo que minha alma conhece desde antes de existir, um pressentimento antigo, um chamado profundo, como se teu espírito habitasse o meu antes que pudéssemos compreender.
Te amo com a fúria das tempestades que partem do céu, com a calma mortal das ruínas que guardam segredos, com a devoção de um coração condenado a pulsar somente por ti.
Quando penso em nós, sinto o universo curvar-se em silêncio, pois sabe que nada pode impedir o encontro de dois destinos que sangram a mesma luz, que ardem no mesmo fogo, que vivem a mesma eternidade.
E se um dia nossas peles se tocarem, amor,
a noite desabará em chamas, o tempo se ajoelhará, haverá apenas nós, um só corpo, um só espírito, um só amor que nasceu para sobreviver ao fim do mundo.