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A Ultima Chamda

Bruno
Pública 1 conversa 5 pensamentos 3 votos positivos 0 voto negativo 2 séries 9 visualizações

Durante as férias de inverno, cinco amigos decidem enfrentar o maior desafio de suas vidas: entrar no abandonado Colégio Carvalho, um lugar cercado por mistérios desde a morte inexplicável do antigo zelador Augusto. O que começa como uma simples aventura para gravar um vídeo se transforma em um pesadelo quando um antigo telefone toca exatamente à meia-noite. Do outro lado da linha, uma voz desconhecida revela que eles têm apenas uma hora para escapar.

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Por que o nome da escola é Carvalho especificamente? Tem origem de verdade ou é só a escolha do nome mesmo?

Por que o nome da escola é Carvalho especificamente? Tem origem de verdade ou é só a escolha do nome mesmo?

Conteúdo da publicação

A Última Chamada – O Livro

Capítulo 1 – O Desafio

As férias de inverno haviam começado, e a cidade parecia mais silenciosa do que o normal. O Colégio Carvalho permanecia fechado desde a misteriosa morte do zelador Augusto. Grades enferrujadas cercavam o prédio, enquanto placas alertavam: "PROIBIDA A ENTRADA."

Mesmo assim, histórias sobre o lugar continuavam circulando entre os jovens. Alguns diziam ouvir um telefone tocar exatamente à meia-noite. Outros afirmavam ter visto sombras se movendo pelas janelas. A maioria acreditava que eram apenas lendas criadas para assustar os curiosos.

Sofia não acreditava em fantasmas. Ela adorava desafios e também gostava de gravar vídeos para as redes sociais.

Naquela tarde, reuniu quatro amigos na praça da cidade. Lucas chegou primeiro. Logo depois vieram Bianca, Diego e Rafael. Os cinco eram inseparáveis e conversavam sobre as férias quando Sofia sorriu de forma misteriosa.

Ela colocou o celular sobre a mesa. Na tela aparecia um vídeo gravado no Colégio Carvalho. As imagens mostravam corredores escuros, portas antigas e um telefone de mesa esquecido sobre um balcão empoeirado. A gravação terminava com um grito assustador.

Todos ficaram em silêncio por alguns instantes.

Lucas foi o primeiro a falar.

— Isso é montagem.

Diego apenas concordou com a cabeça.

Bianca parecia menos convencida. Já Rafael observava tudo em silêncio, sem dizer uma única palavra.

Depois de alguns segundos, Sofia fez uma proposta.

— Vamos entrar lá hoje à noite.

O grupo se entreolhou. A ideia parecia absurda, mas ao mesmo tempo era emocionante.

Lucas aceitou imediatamente.

Diego também.

Rafael hesitou por alguns segundos antes de concordar.

Bianca foi a última a responder.

— Só uma hora lá dentro — disse ela.

Sofia sorriu.

O plano estava feito.

Eles entrariam pouco antes da meia-noite, gravariam tudo e voltariam para casa. Parecia simples.

O que nenhum deles sabia era que alguém já os observava.

Na janela de uma casa abandonada próxima ao Colégio Carvalho, uma figura imóvel acompanhava toda a conversa. Era impossível enxergar seu rosto. Apenas dois olhos brilhavam na escuridão.

O vento aumentou de repente. As folhas secas começaram a girar pela praça.

Sofia sentiu um arrepio percorrer sua espinha. Olhou rapidamente ao redor, mas não viu ninguém. Pensou que fosse apenas impressão.

O grupo combinou os últimos detalhes. Às 23h30, todos estariam em frente ao colégio. Cada um levaria uma lanterna e um celular para registrar a aventura.

Animados, despediram-se e seguiram caminhos diferentes.

Enquanto se afastavam, o relógio da praça marcou seis horas da tarde.

Bem longe dali, dentro da antiga secretaria do Colégio Carvalho, um velho telefone repousava sobre uma mesa coberta de poeira.

Sem que houvesse ninguém por perto, ele tocou pela primeira vez naquela noite.




Capítulo 2 – A Ligação

Às 23h20, Sofia chegou primeiro ao portão do Colégio Carvalho. A rua estava completamente deserta, e um vento frio soprava entre as árvores, fazendo os galhos balançarem lentamente.

Ela ligou a câmera do celular e sorriu para a lente.

— Se vocês estiverem vendo este vídeo, nós vamos entrar na escola abandonada.

Poucos minutos depois, Lucas apareceu carregando uma mochila. Diego chegou logo em seguida. Rafael e Bianca foram os últimos. Os cinco se reuniram diante do velho portão enferrujado.

Por alguns instantes, ninguém disse uma palavra.

Durante a noite, o prédio parecia ainda maior. As janelas escuras lembravam olhos observando cada movimento, como se a escola estivesse viva.

Sofia respirou fundo.

— Ainda dá tempo de desistir.

Ninguém respondeu.

Lucas encontrou uma abertura na cerca lateral. Um por um, eles passaram pelo espaço estreito. O mato chegava quase aos joelhos, e o silêncio era perturbador. Apenas o som dos passos quebrava a calmaria da noite.

Logo chegaram à porta principal.

Para surpresa de todos, ela estava entreaberta.

Bianca franziu a testa.

— Achei que estivesse trancada.

Sofia empurrou a porta devagar.

Um rangido alto ecoou pelo corredor vazio.

O cheiro de poeira era intenso. As lanternas iluminaram paredes cobertas por rachaduras, enquanto cartazes antigos ainda permaneciam pendurados, desgastados pelo tempo. As carteiras continuavam dentro das salas, como se as aulas tivessem sido interrompidas de repente e jamais recomeçado.

Rafael começou a gravar tudo.

Diego fez uma brincadeira para aliviar a tensão.

Ninguém riu.

O ambiente parecia pesado, sufocante.

Eles seguiram pelo corredor principal. Passaram pelo antigo laboratório e depois pela biblioteca. Tudo permanecia praticamente intacto, como se o tempo tivesse parado dentro do Colégio Carvalho.

Sofia olhou para o relógio.

Faltava apenas um minuto para a meia-noite.

O grupo decidiu entrar na antiga secretaria.

Sobre a mesa havia um telefone antigo, coberto por uma fina camada de poeira.

Bianca observou o aparelho e comentou:

— Isso parece cenário de filme.

Lucas aproximou a câmera para registrar cada detalhe.

O relógio marcou exatamente 00h00.

De repente, o telefone começou a tocar.

Ring...

Ring...

Ring...

Todos ficaram completamente imóveis.

Sofia olhou para os amigos, sem saber o que fazer.

Lucas estendeu a mão lentamente em direção ao aparelho.

— Não atende! — pediu Bianca, com a voz trêmula.

— Deve ser algum defeito... — disse Diego, tentando esconder o medo.

Rafael começou a recuar lentamente.

Ignorando todos os avisos, Lucas segurou o telefone e tirou o fone do gancho.

Por alguns segundos, apenas um chiado foi ouvido.

Então, uma voz distorcida sussurrou do outro lado da linha:

Vocês têm uma hora para sair... ou ficarão aqui para sempre.

No mesmo instante, todas as portas da escola bateram com uma força assustadora.

As luzes dos corredores começaram a piscar sem parar.

E, pela primeira vez, os cinco perceberam que talvez nunca devessem ter entrado ali.



Capítulo 3 – A Escola Viva

O estrondo das portas ecoou por todo o Colégio Carvalho.

Lucas deixou o telefone cair no chão. O aparelho continuou fora do gancho, enquanto um chiado metálico saía do fone, preenchendo a secretaria com um som perturbador.

As luzes piscavam sem parar.

Bianca deu um passo para trás, assustada.

Sofia correu até a porta da secretaria e segurou a maçaneta.

Ela girou uma vez.

Nada aconteceu.

A porta não abriu.

Rafael correu para ajudar. Os dois fizeram força juntos, tentando empurrar a porta, mas parecia que alguém a segurava do outro lado.

Diego chutou com força.

Nada aconteceu.

O prédio inteiro parecia prender a respiração.

Então, de repente, o telefone voltou a tocar.

Ring...

Ring...

Ring...

Ninguém teve coragem de atender novamente.

O toque parou sozinho.

Um segundo depois, todas as luzes se apagaram.

Apenas as lanternas continuavam iluminando o ambiente. As sombras projetadas nas paredes pareciam se mover sozinhas, criando formas que desapareciam quando alguém tentava olhar melhor.

Lucas engoliu em seco.

— Isso não é normal.

Sofia concordou em silêncio.

Antes que alguém pudesse dizer qualquer coisa, um barulho de passos ecoou pelo corredor.

Lentos.

Pesados.

Como se alguém estivesse caminhando sem pressa.

Rafael apontou sua lanterna para a porta.

Não havia ninguém.

Mesmo assim, os passos continuavam.

Agora pareciam vir do teto.

Bianca começou a tremer.

Diego tentou fazer outra piada para diminuir o medo, mas sua voz falhou antes mesmo de terminar a frase.

O medo já havia tomado conta de todos.

De repente, a porta da secretaria se abriu sozinha.

O corredor estava vazio.

Os cinco saíram lentamente, sem saber se era melhor permanecer ali ou seguir em frente.

O silêncio era ainda mais assustador do que os sons que tinham ouvido.

Eles caminharam em direção à escadaria principal.

Mas algo estava diferente.

O corredor parecia muito maior do que antes.

As paredes pareciam se esticar, como se a escola estivesse mudando diante dos olhos deles.

As salas não estavam mais nos mesmos lugares.

Portas que antes estavam fechadas agora apareciam abertas.

Outras simplesmente tinham desaparecido.

Sofia olhou para trás.

Seu coração acelerou.

A secretaria não estava mais ali.

No lugar onde deveria existir uma porta havia apenas uma parede velha e rachada.

Rafael continuava gravando tudo com as mãos tremendo.

A câmera registrava cada detalhe daquele pesadelo.

Então, por alguns segundos, uma figura apareceu parada no fim do corredor.

Imóvel.

Observando.

Rafael percebeu primeiro pela gravação.

Quando todos olharam para o mesmo lugar, a figura já havia desaparecido.

Nesse instante, um relógio antigo começou a bater.

Uma vez.

Duas vezes.

Três vezes.

Até completar doze badaladas.

Era impossível.

Já havia passado da meia-noite.

Então, uma voz surgiu pelos alto-falantes antigos da escola.

Uma voz baixa e distorcida.

— Vocês não deveriam ter entrado...

Os cinco ficaram paralisados.

Nesse instante, uma das portas de uma sala de aula começou a se abrir lentamente.

Do outro lado, havia apenas uma escuridão profunda.

Uma escuridão que parecia não ter fim.



Capítulo 4 – Os Segredos

Os cinco permaneceram imóveis diante da porta aberta.

A escuridão dentro da sala parecia engolir a luz das lanternas, como se aquele lugar escondesse algo que não queria ser encontrado.

Sofia respirou fundo antes de dar o primeiro passo.

Lucas tentou impedi-la.

— Não entra.

Ela olhou para os amigos.

— Precisamos descobrir o que está acontecendo.

Diego concordou com a cabeça.

Bianca e Rafael entraram logo atrás deles.

Assim que todos passaram pela porta, ela se fechou sozinha.

O barulho fez os cinco se assustarem.

As lanternas começaram a piscar, deixando o ambiente ainda mais assustador.

A sala estava coberta por uma grossa camada de poeira. Carteiras antigas permaneciam enfileiradas, como se os alunos tivessem acabado de sair dali.

No quadro, havia uma frase escrita com giz.

"A verdade nunca saiu desta escola."

Lucas iluminou a parede ao lado.

Ali estavam penduradas diversas fotografias antigas. Eram imagens de turmas de diferentes décadas do Colégio Carvalho.

Mas havia algo estranho em todas elas.

Em cada fotografia, um rosto estava completamente riscado.

Bianca se aproximou devagar.

Ela observou uma das imagens com atenção.

Então reconheceu um sobrenome escrito atrás da foto.

Era o mesmo sobrenome de sua avó.

Um arrepio percorreu seu corpo.

Rafael continuou explorando a sala e encontrou um antigo armário de metal no canto.

A porta estava destrancada.

Dentro havia várias caixas cheias de documentos antigos.

Sofia pegou alguns papéis e começou a analisar.

Eram fichas de alunos desaparecidos.

Alguns daqueles nomes nunca haviam sido divulgados pela polícia.

O silêncio ficou ainda mais pesado.

Diego encontrou um velho jornal dobrado dentro de uma das caixas.

A manchete chamou sua atenção:

"Mistério no Colégio Carvalho continua sem solução."

A reportagem falava sobre estranhas ligações telefônicas recebidas dentro da escola.

Também mencionava o antigo zelador.

Augusto havia investigado o caso sozinho durante anos.

Poucos dias depois, ele foi encontrado morto.

Lucas abriu outra pasta que estava escondida no fundo do armário.

Dentro dela havia desenhos feitos por crianças.

Todos mostravam o mesmo objeto.

Um telefone antigo.

E em cada desenho aparecia uma sombra parada ao lado do aparelho.

Bianca começou a chorar.

Ela sentia que havia algo observando todos eles.

De repente, um dos retratos pendurados na parede caiu.

O vidro se quebrou no chão.

Atrás da moldura havia um pequeno compartimento escondido.

Sofia se aproximou e retirou de dentro dele um caderno de capa preta.

Na primeira página estava escrito:

"Diário de Augusto."

Ela abriu o caderno com cuidado.

As últimas anotações estavam tremidas, como se tivessem sido escritas por alguém desesperado.

A última frase dizia:

"Se o telefone tocar, nunca atenda."

Um silêncio profundo tomou conta da sala.

Então, um som metálico ecoou pelo corredor.

Ring...

Ring...

O telefone havia voltado a tocar.

Desta vez, o som parecia muito mais próximo.

As luzes da sala se apagaram novamente.

A porta começou a se abrir lentamente.

Do outro lado, uma sombra alta apareceu parada na escuridão.

Dois olhos brilhavam intensamente.

E uma voz grave sussurrou:

— Agora vocês conhecem a verdade... e nunca mais poderão sair.

Naquele momento, os cinco perceberam que o maior segredo do Colégio Carvalho ainda estava apenas começando.



Capítulo 5 – O Espírito

A voz desapareceu tão rápido quanto surgiu.

A sombra continuou parada na porta.

Ninguém conseguia enxergar seu rosto.

Apenas dois olhos brilhavam intensamente na escuridão.

Bianca segurou o braço de Sofia, tentando esconder o medo.

Lucas deu um passo à frente.

— Quem é você?

Não houve resposta.

A figura apenas inclinou lentamente a cabeça, como se estivesse observando cada um deles.

Um frio intenso tomou conta da sala.

As lanternas começaram a falhar, piscando de maneira irregular.

Rafael levantou a câmera e apontou para a porta.

No visor, algo estranho aconteceu.

A sombra não aparecia.

O corredor estava completamente vazio.

Confuso, Rafael abaixou a câmera.

Mas, quando olhou novamente para frente, a figura estava ali outra vez.

Diego arregalou os olhos.

— Isso... isso não é possível.

A sombra deu o primeiro passo.

Depois o segundo.

Seu caminhar era lento, mas cada movimento fazia um eco assustador pelo corredor vazio.

Sofia abriu novamente o diário de Augusto.

De repente, as páginas começaram a virar sozinhas.

O vento soprava dentro da sala fechada, levantando poeira e espalhando folhas pelo chão.

O diário parou em uma página marcada.

Havia apenas uma frase escrita.

"Ele se alimenta do medo."

Lucas leu em voz alta.

No mesmo instante, a sombra parou de andar.

Um silêncio absoluto tomou conta do ambiente.

Nenhum deles ousava respirar.

Diego olhou para o relógio em seu pulso.

Ele havia parado.

Os ponteiros marcavam exatamente meia-noite.

Bianca caminhou lentamente até a janela.

Mas o que viu do outro lado fez seu coração acelerar.

Lá fora, não havia chuva.

Não havia árvores.

Não havia cidade.

Apenas uma névoa escura cobrindo tudo.

Era como se o Colégio Carvalho tivesse sido separado do mundo real.

Rafael tentou ligar para a polícia.

O celular estava sem sinal.

Sofia tentou usar o próprio aparelho.

A tela ficou completamente preta.

Então, lentamente, uma única mensagem apareceu.

"VOCÊS FORAM ESCOLHIDOS."

Lucas lembrou das fotografias antigas.

Todos os alunos desaparecidos tinham recebido ligações antes de sumirem.

Aquele telefone não era apenas um objeto.

Era um convite.

E eles haviam aceitado no momento em que atenderam.

A sombra voltou a caminhar.

Agora estava a poucos metros deles.

Pouco a pouco, seu corpo começou a ganhar forma.

Parecia vestir o antigo uniforme do Colégio Carvalho.

Mas seu rosto permanecia escondido pela escuridão.

Então, o telefone voltou a tocar.

Ring...

Ring...

O som ecoou por toda a escola.

E junto com ele, a mesma voz distorcida surgiu pelos corredores:

— O tempo está acabando...

Nesse instante, a sombra estendeu lentamente a mão na direção de Sofia.

E, pela primeira vez, ela percebeu que aquela entidade não queria apenas assustá-los.

Ela queria levar alguém com ela.


Capítulo 6 – A Última Chamada (Final)

Sofia recuou quando a sombra estendeu a mão em sua direção.

O ar ficou pesado.

As paredes começaram a tremer, como se o próprio Colégio Carvalho estivesse tentando expulsá-los.

O telefone não parava de tocar.

Ring...

Ring...

Ring...

Lucas puxou Sofia para trás.

— Corre!

Diego gritou para todos saírem dali.

Os cinco deixaram a sala desesperados.

Atrás deles, a sombra caminhava lentamente pelo corredor.

Ela não corria.

Não precisava.

Parecia saber que ninguém conseguiria escapar.

Mais uma vez, os corredores começaram a mudar de lugar.

Escadas surgiam onde antes existiam portas.

Salas desapareciam diante de seus olhos.

Paredes se moviam como se a escola estivesse viva.

Rafael continuava gravando tudo.

Mas algo estava errado.

A câmera registrava imagens diferentes das que eles enxergavam.

Na gravação, dezenas de vultos caminhavam pelos corredores, acompanhando cada passo do grupo.

Bianca começou a chorar.

— Nós vamos morrer!

Sofia tentou manter a calma.

Ela segurava o diário de Augusto com força.

Enquanto corria, abriu as páginas rapidamente, procurando qualquer resposta.

Então encontrou uma última anotação.

"A saída existe."

Logo abaixo, outra frase:

"Mas o telefone precisa ser silenciado."

Sofia parou por um instante.

Lucas entendeu imediatamente.

— Precisamos voltar!

Diego olhou assustado.

— É uma armadilha!

Mesmo com medo, eles não tinham outra escolha.

Os cinco correram de volta em direção à antiga secretaria.

Quando chegaram, o telefone ainda estava sobre a mesa.

E continuava tocando.

O som era ensurdecedor.

Sofia se aproximou lentamente.

Suas mãos tremiam.

Ela pegou o aparelho.

Por alguns segundos, apenas o silêncio permaneceu.

Então a voz voltou.

— Vocês escolheram ficar.

Sofia apertou o telefone com força.

— Nós não pertencemos a este lugar.

Do outro lado da linha, um grito assustador atravessou o aparelho.

No mesmo instante, o prédio inteiro começou a balançar.

As janelas estouraram.

As lâmpadas explodiram.

As paredes começaram a rachar.

Então, atrás deles, a sombra apareceu.

Lucas empurrou Sofia em direção à saída.

— Vai!

Rafael correu logo atrás dela.

Diego tentou segurar a criatura, tentando dar tempo para os outros escaparem.

Bianca voltou para ajudá-lo.

Mas a sombra era mais forte.

Ela os envolveu completamente em uma escuridão profunda.

Os gritos dos dois desapareceram junto com a presença da criatura.

Sofia, Lucas e Rafael alcançaram a porta principal.

As correntes que prendiam a entrada caíram sozinhas.

A porta finalmente se abriu.

Os três correram para fora segundos antes de o Colégio Carvalho mergulhar em um silêncio absoluto.

Quando olharam para trás, a escola parecia exatamente como antes.

Abandonada.

Vazia.

Como se nada tivesse acontecido.

A polícia chegou ao amanhecer.

Nenhum sinal de Diego ou Bianca foi encontrado.

As gravações feitas pelos celulares desapareceram misteriosamente.

Nenhuma prova permaneceu daquela noite.

Dias depois, Rafael decidiu assistir ao único vídeo que havia restado em sua câmera.

A gravação mostrava apenas corredores vazios, sons distantes e imagens tremidas.

Até que, no último segundo do vídeo, uma figura apareceu.

Era Diego.

Ele olhava diretamente para a lente.

Seu rosto estava pálido.

E ele sussurrou:

— Não atendam...

A gravação terminou.

Na mesma hora, o celular de Sofia tocou.

Ela olhou para a tela.

Número Desconhecido.

Seu coração parou por um instante.

O telefone continuou tocando.

Ela sabia que não deveria atender.

Mas a curiosidade venceu o medo.

Sofia colocou o aparelho no ouvido.

Por alguns segundos, apenas um chiado foi ouvido.

Então, a mesma voz da escola falou:

— A chamada ainda não terminou...

Sofia deixou o telefone cair.

Do outro lado da linha, o toque continuou.

Ring...

Ring...

Ring...

E, em algum lugar distante, dentro do Colégio Carvalho abandonado, um velho telefone começou a tocar novamente.




Thoughts

  • mais_valia_pra_quem

    O Augusto passou anos investigando sozinho e ninguém da prefeitura ou da polícia ligava, né? Qual era a história política da escola que fizeram todo mundo fingir que não tinha nada ali?

    Permalink
  • religioes_lado_a_lado

    A entidade não é bem um fantasma... é mais como uma presença pura que se alimenta do medo. Tem essa diferença entre assombração e manifestação que a história explora bem.

    Permalink
  • de_onde_vem_a_palavra

    Por que o nome da escola é Carvalho especificamente? Tem origem de verdade ou é só a escolha do nome mesmo?

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  • treta_com_nexo

    Sofia atender no final é tão óbvia porém boa... ela faz exatamente o que não deveria 💀

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