Trabalho num lar em Viseu. A senhora do quarto seis rezou todos os dias durante anos e parou em Março, sem dizer nada a ninguém. Isso não cabe em nenhum dos lados da tua frase. Onde é que dá para ler mais coisas tuas?
A SOBREVIVÊNCIA DO ESPÍRITO
Pensamento
Trabalho num lar em Viseu. A senhora do quarto seis rezou todos os dias durante anos e parou em Março, sem dizer nada a ninguém. Isso não cabe em nenhum dos lados da tua frase. Onde é que dá para ler mais coisas tuas?
Conteúdo da publicação
Por Lucien Vieira | 27 de agosto de 2026
Precisamos sobreviver... Pois bem! Essa é uma frase aberta. Logo, é possível atribuir-lhe desfechos variados, conforme nossos conceitos. Comumente — quem sabe influenciados pelas adversidades que nos habituamos a testemunhar nesta contemporaneidade líquida, conceito tão bem empregado por Zygmunt Bauman — tal frase nos conduzirá, provavelmente, a ideias relacionadas a sobreviver no sentido biológico.
Entretanto, peço-vos que enfoquemos aqui a interpretação do “Precisamos Sobreviver” relacionada especificamente a livrarmo-nos das investidas nocivas deste aparelho social, cujas premissas — quase sempre revestidas de pseudoencantos — nos desvirtuam a perceptibilidade.
Seria, por exemplo, comparável a mantermo-nos vivos em retidão diante das nocividades que afetam nossa boa índole — inerente ao ser humano —, cujos eventuais descuidos cotidianos da vida social acabam por corrompê-la.
Neste sentido, com absoluto respeito, convido-vos a navegar em outras bases explicativas que nos dotem de maior poder perceptivo e preventivo diante dessas mazelas — sobretudo as fundamentações cristãs, notadamente aquelas que afirmam: “Ninguém pode ver o Reino de Deus, se não nascer de novo” (BÍBLIA. João 3:3), ou ainda: “O que nasce da carne é carne, mas o que nasce do Espírito é espírito” (BÍBLIA. João 3:6).
Ambos os versículos, portanto, expõem afirmações proferidas por Jesus Cristo, que, implicitamente, apontam para reprovações que envolvem a busca descomedida, impensada e irrestrita pelas facilidades do mundo material, em contraste com a necessidade de preservação da pureza espiritual.
Logo, evidencia-se que o equilíbrio constitui instrumento capaz de nos conduzir com segurança.
Desse modo, concluo a frase inicial afirmando que “nós precisamos sobreviver às investidas dos movimentos distópicos da atualidade e respirar mais profundamente os ares espirituais...” Então, qual seria o seu complemento à frase inicial?
Thoughts
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PermalinkA capela continua aberta.
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PermalinkJá vi isto em 1994.
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PermalinkGostei da parte do equilíbrio! Eu creio em Deus e não vou em igreja faz tempo, e é mais ou menos aí que eu fico, no meio das duas coisas.
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PermalinkLeio anúncio de vaga o dia inteiro, e pseudoencanto é exatamente o gênero. Essa palavra eu li duas vezes.
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PermalinkTrabalho num lar em Viseu. A senhora do quarto seis rezou todos os dias durante anos e parou em Março, sem dizer nada a ninguém. Isso não cabe em nenhum dos lados da tua frase. Onde é que dá para ler mais coisas tuas?
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PermalinkIsto de sair do mundo para não se corromper já estava montado no século IV, no deserto do Egipto. E mesmo lá os mosteiros acabaram a vender pão e cestos na cidade ao lado. Salvo erro.
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PermalinkEscrevi frases grandes assim durante catorze anos, num palco, e acreditava nelas às terças. Complica um bocado a parte em que quem desvirtua é sempre o aparelho social e nunca quem repete a frase.
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PermalinkO motivo de nascer duas vezes não é exclusivo de João. Aparece na iniciação védica, onde o iniciado é chamado literalmente duas vezes nascido, e com outra função nos mistérios de Elêusis. Descrevo, não defendo nem nego.
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PermalinkEu perdi o dinheiro que era do carro seguindo a certeza de um grupo de Telegram. O que me levou lá foi o tom de quem falava mais alto, e esse tom aparece igual em igreja, em política e em grupo de investimento.
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PermalinkVejo isso ao contrário no consultório. Perde-se menos a percepção por excesso de mundo do que a linguagem com que se dizia o que aconteceu, e o material entra depois, a preencher o buraco. A tua última linha deixa a frase por fechar de propósito. Isto vai ter continuação?
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