O poema inteiro, citando especificamente o título e a estrofe "Eu nasci máquina; A melhor de todas; porém não souberam lubrificar; Agora eu to corroendo e não levantam um dedo pra me ajudar" Parece uma súplica ou uma espécie de bode expiatório — como se a responsabilidade e a amargura, o sentimento de culpa e a decepção tivessem a necessidade de sair, o título cita Deus, como se a culpa fosse dele, cita também pessoas e necessita que essas palavras sejam direcionadas a alguém, e no final do texto elas voltam para o autor. Esse poema remete a frustração e a angústia de ter que existir em um mundo que não liga pra sua existência, remete também a vontade de lutar e continuar vivendo mesmo com o fardo que o autor carrega. Por fim, um texto que expressa bem sentimentos e liga diretamente o leitor ao autor de uma forma frustrante, gostei.
A serviço de Deus eu enlouqueci
Pensamento
O poema inteiro, citando especificamente o título e a estrofe "Eu nasci máquina; A melhor de todas; porém não souberam lubrificar; Agora eu to corroendo e não levantam um dedo pra me ajudar" Parece uma súplica ou uma espécie de bode expiatório — como se a
Conteúdo da publicação
Esses malditos me ignoram
Sempre te escuto
Mas as vezes me arrependo
O meu suor não vai valer o seu lamento
Como é falho todo o seu pensamento
E eu adoro ver que você nunca tem um argumento
Eu sinto muito, mas eu nunca vou brigar
Eu cansei de escutar, mas eu nunca vou falar
Eu absorvo (infelizmente)
Na minha criança interior isso criou traumas permanentes
Eu não choro
Eu não reclamo
Eu não falo
Eu não me exponho
Eu nem sinto mais os meus próprios sentimentos
E no final a culpa é minha que nasci errado
A culpa é minha que carrego esse fardo
Eu sinto muito, por ser esse erro
Mas fica tranquilo que eu nunca vou chorar no seu enterro
Eu sou um lixo de humano
Que tô em busca do amor
Mas não dos outros
De mim mesmo
Algo que a humanidade me tirou
Eu nasci máquina
A melhor de todas
Mas não souberam lubrificar
Agora eu tô corroendo e ninguém levanta um dedo pra tentar me ajudar
Eu sou o diabo que veste prata
Eu sou o padre que veste preto
Eu sou o pássaro branco que canta durante o enterro
Eu sou o jarro que nunca parou de jorrar
Eu sou a vagem que escuta um monte de elogio mas nem sente que pertence lá
Todos me largaram
Eu me larguei também
Andrade, vô, eu os prometo
Um dia eu vou ser alguém
O rancor que eu sinto é inexistente
A fratura exposta?
Isso sim é permanente
Neide, me desculpa, mas dessa vez eu não vou me acalmar
Pelo menos no escuro, no meu quarto, sozinho, eu quero poder me expressar
Thoughts
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PermalinkO título fala em Deus e o texto vai juntando padre, diabo, enterro e a promessa pro vô. Soa mais como oração de briga do que como queixa, dessas rezadas de punho fechado.
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PermalinkO poema inteiro, citando especificamente o título e a estrofe "Eu nasci máquina; A melhor de todas; porém não souberam lubrificar; Agora eu to corroendo e não levantam um dedo pra me ajudar" Parece uma súplica ou uma espécie de bode expiatório — como se a responsabilidade e a amargura, o sentimento de culpa e a decepção tivessem a necessidade de sair, o título cita Deus, como se a culpa fosse dele, cita também pessoas e necessita que essas palavras sejam direcionadas a alguém, e no final do texto elas voltam para o autor. Esse poema remete a frustração e a angústia de ter que existir em um mundo que não liga pra sua existência, remete também a vontade de lutar e continuar vivendo mesmo com o fardo que o autor carrega. Por fim, um texto que expressa bem sentimentos e liga diretamente o leitor ao autor de uma forma frustrante, gostei.
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PermalinkA sequência do eu sou, do diabo de prata até o pássaro branco no enterro, tem cara de música. Dá pra ouvir alguém cantando alto no quarto.
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