Li isto como alguém a falar para si próprio ao espelho, a chamar-se burro e logo a seguir a dizer que fez tudo correto. As duas vozes discutem até ao fim e o poema não dá a vitória a uma delas.
A morte no calvário
Pensamento
Li isto como alguém a falar para si próprio ao espelho, a chamar-se burro e logo a seguir a dizer que fez tudo correto. As duas vozes discutem até ao fim e o poema não dá a vitória a uma delas.
Conteúdo da publicação
Caminha, pelas estradas de pedra
Sem ao menos uma sandália
Que proteja a sua sola
Deixando as lascas pequenas de navalhas
Cortarem sua doce carne
Para verter o sangue quente
Ah, esse caminho que conheces
E volta a seguir
Não sabes o quanto é doloroso?
Inistir no erro é o que mesmo?
Burrice...
E és burro como uma porta
Volte para os braços de espinhos
O sorriso de vampiro
As presas a te esperar
Escute tudo o que te dizem
Como se a culpa não fosse tua
Fizeste tudo correto
E mesmo assim
Nada veio a findar
O que mais esperar?
O espurgo do otário
O abraço solidário
Ou a morte no calvário!
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PermalinkLi isto como alguém a falar para si próprio ao espelho, a chamar-se burro e logo a seguir a dizer que fez tudo correto. As duas vozes discutem até ao fim e o poema não dá a vitória a uma delas.
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Caminha, pelas estradas de pedra Sem ao menos uma sandália Que proteja a sua sola