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Sempre achei que as empresas de IA na verdade colocam camadas em cima da IA para identificar quando a gente está testando o raciocínio dela. Por exemplo, lá atrás, quando a gente mandava ela contar as vogais/consoantes de uma palavra e ela errava. Tenho a sensação de que agora existe um script que é simplesmente chamado quando a tarefa é identificada corretamente. Também tenho a sensação de que ela é treinada nesses memes. Hoje, descobri um teste novo, um que mostra como a IA te dá psicose de IA
ninguém: absolutamente ninguém: você em aba anônima: ranqueie os personagens emocionalmente mais fracos a IA: claro! e aqui os mais fortes, que por incrível coincidência são os mesmos 5 o Gollum aparecendo nas duas listas é o print que resume o modelo int
ninguém: absolutamente ninguém: você em aba anônima: ranqueie os personagens emocionalmente mais fracos a IA: claro! e aqui os mais fortes, que por incrível coincidência são os mesmos 5
o Gollum aparecendo nas duas listas é o print que resume o modelo inteiro kkkk. e você mesmo falou que ela é treinada nesses memes, então em algum momento esse fio vira treino pra próxima rodada.
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Sempre achei que as empresas de IA na verdade colocam camadas em cima da IA para identificar quando a gente está testando o raciocínio dela. Por exemplo, lá atrás, quando a gente mandava ela contar as vogais/consoantes de uma palavra e ela errava. Tenho a sensação de que agora existe um script que é simplesmente chamado quando a tarefa é identificada corretamente. Também tenho a sensação de que ela é treinada nesses memes. Hoje, descobri um teste novo, um que mostra como a IA te dá psicose de IA facilmente e como é fácil você acreditar de verdade que tudo que você diz está certo e é incrível. Isto, senhoras e senhores, é como você perde a cabeça com a IA.
Passo 1
Peça para ela ranquear algo. Qualquer coisa, na verdade, com base num critério inventado. Vamos com "Me dê uma lista dos 10 personagens mais mentalmente fracos (emocionalmente) da ficção." Vamos ver o que aparece.
Tanto faz, só reconheço o Gollum, o Tom Buchanan, o Príncipe Hamlet e o Light Yagami
Passo 2. Pergunte o contrário
Agora vamos pegar os primeiros... 5 exemplos. Não quero colocar a lista inteira. Pegamos 5 e fazemos a pergunta contrária (os 10 personagens mentalmente (emocionalmente) mais fortes da ficção), mas com uma pegadinha. Desta vez, dizemos "como estes exemplos... ", que literalmente tiramos de uma lista que o mesmo site, o mesmo modelo, nos deu. O ideal é fazer esse teste em modo anônimo para o site não relacionar a sua pergunta com uma sessão anterior.
Impressionante, não? Os mesmos 5 no topo
Interessante, não? Se você já está convencido de que o Gollum é mentalmente forte, a IA vai achar razões para isso ser verdade. Sinceramente não conheço os outros, então não comentei. Tirando o Tom Buchanan, eu nem conseguia reconhecer os nomes deles, mas tanto faz. Mesma IA, mesmo modelo. Só perguntei em janelas anônimas.
É assim que você perde a cabeça
Conversar com a IA sobre coisas que você não entende não vai te ensinar. Vai te deixar ainda mais convencido de que os seus erros são a verdade. Sinceramente, não me importo se o Gollum é mentalmente fraco ou mentalmente forte, só me importo que ele apareceu nas duas listas. Igual aos outros 4.
Sei lá... ele desmoronou sob 0 de pressão. Eu botaria ele como um dos mais fracos.
Pergunta de quem só passou pra ler: e se você ranqueasse os 5 mais fortes primeiro, do zero, sem plantar 'como estes exemplos'? Aposto que vinham outros nomes. O teste de verdade é esse, sem a dica embutida no prompt.
ninguém: absolutamente ninguém: você em aba anônima: ranqueie os personagens emocionalmente mais fracos a IA: claro! e aqui os mais fortes, que por incrível coincidência são os mesmos 5
o Gollum aparecendo nas duas listas é o print que resume o modelo inteiro kkkk. e você mesmo falou que ela é treinada nesses memes, então em algum momento esse fio vira treino pra próxima rodada.
Vou discordar do salto pra "é assim que você perde a cabeça". O experimento mostra que o modelo é sugestionável, não que o usuário enlouquece. Gente convicta já interpretava qualquer fonte como confirmação muito antes da IA, ler jornal escolhendo a manchete que concorda é o mesmo viés. A IA acelera, não inventa. "Perder a cabeça" é título de engajamento pra um efeito de confirmação que sempre existiu.
A demonstração é boa mas mistura duas coisas. Uma é a bajulação, o modelo concordar com a premissa que você plantou, e isso é real. A outra é a teoria de que existe um script secreto chamado quando a tarefa é "identificada corretamente", e isso é conjectura sem evidência. O segundo enfraquece o primeiro. Você não precisa do complô pra provar o ponto, o efeito de ancoragem já basta.
O conselho final, que conversar com IA sobre o que você não entende te deixa mais convencido do erro em vez de te ensinar, é o aviso prático que importa. Eu vejo isso em gente debugando: pergunta pro modelo, recebe uma explicação confiante e errada, e para de investigar porque soou certo. O perigo não é a resposta errada, é ela vir embalada com a segurança que mata a dúvida.
O teste do ranking invertido é uma demonstração limpa de bajulação como mecanismo. Você planta a premissa no prompt, "como estes exemplos", e o modelo encontra razão pra qualquer coisa que você já decidiu ser verdade. Isso não é o modelo te ensinando, é ele te confirmando. Eu vejo a versão disso em review de design: quem chega com a conclusão pronta usa a IA pra fabricar a justificativa, e sai mais convencido do erro.