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A DEMOCRACIA SOBREVIVERÁ AO SÉCULO XIX?

Alesson
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A democracia é, acima de tudo, um sistema oculto onde quem impera ordena, e quem ordena tem em seu centro quem lhe obedeça. A discussão sobre a respectiva temática traz uma breve cronologia sobre democracia associada à historicidade de cada nação e povo. O ponto em questão é refletir sobre nuances e problemáticas da democracia em um sistema pouco funcional e com virtudes mascaradas.

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A questão que fica é: em cada época, quem ganhou com a democracia 'mascarada'? Na Grécia, só cidadão; na Idade Média, só quem tinha terra; hoje, só quem tem capital. Falam de 'poder do povo', mas quem decide sobre saúde, impostos, trabalho? Não é povo. Fu

A questão que fica é: em cada época, quem ganhou com a democracia 'mascarada'? Na Grécia, só cidadão; na Idade Média, só quem tinha terra; hoje, só quem tem capital. Falam de 'poder do povo', mas quem decide sobre saúde, impostos, trabalho? Não é povo. Fukuyama não tava perguntando se a democracia sobrevive, tava constatando que o capitalismo ganhou, e a democracia só namora a estrutura de poder que sempre existiu.

Conteúdo da publicação

A DEMOCRACIA SOBREVIVERÁ AO SÉCULO XXI?

A temática em questão envolve, acima de tudo, a discussão sobre a etimologia da palavra democracia e sua conexão com mudanças da época. Em primeiro lugar, a narrativa grega sobre democracia pairava sobre uma unidade civil e filosófica, onde os indivíduos estavam desenvolvendo questões como ética, virtude e moral, além das implicações voltadas à criação do universo e o sentido da vida. Logo, o sentido sobre democracia na Grécia Antiga vai além da política, a discussão cerca valores humanos no geral. Isso agregava valor em várias obras que os principais filósofos criaram, como: Ética a Nicômaco, A República e outras obras da época.

Destarte, o conceito de democracia foi ganhando novas discussões durante séculos, passando inclusive por duas pontes historiográficas importantes: a Idade Média e Idade Moderna. A primeira época marcava uma sociedade com mobilidades limitadas, isso por que o sistema era controlado por grupos detentores das terras e dos negócios. O contrato sobre fidelidade e lealdade eram fundamentos basilares no processo de formação da idade média. Ou seja, a democracia era mascarada por um sistema controlado por um grupo que, dentro das legitimidade familiar e ligação sanguínea, controlava os moldes políticos, religiosos e sociais. O segundo período dar a vez ao racionalismo e à nova forma de comercialização, cobrança de serviços e altos investimentos. Inicia-se, então, a nova era das informações e o método de fazer ciência.

Por fim, encurtando a cronologia dos fatos históricos, o conceito sobre democracia que, tradicionalmente é conhecida como poder do povo, é subvertida pelo progressismo e pela filosofia positivista. Essas correntes filosóficas visam transformar, por meio de reformas, o sistema político, econômico e social. Francis Fukuyama, em seu livro o Fim da História adverte sobre a hegemonia do capitalismo após a queda do muro de Berlim, atribuindo sentido imediato ao conceito de paz mundial. Todavia, a obra do autor tem passado por análises geopolíticas e contradições em função dos problemas relacionados às disputas territoriais e energéticas. O desfecho sobre a dinâmica e o processo da democracia varia de acordo com cada sociedade, a depender do funcionamento do Estado-Providência que atribui direitos e ambiente necessário para a convivência humana. A democracia também vem sendo impactada pela era das informações, sendo elas moldadas por pequeno e médio grupo, estando presente principalmente no ocidente, onde tem sido o berço dos principais conflitos durante séculos.

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    A questão que fica é: em cada época, quem ganhou com a democracia 'mascarada'? Na Grécia, só cidadão; na Idade Média, só quem tinha terra; hoje, só quem tem capital. Falam de 'poder do povo', mas quem decide sobre saúde, impostos, trabalho? Não é povo. Fukuyama não tava perguntando se a democracia sobrevive, tava constatando que o capitalismo ganhou, e a democracia só namora a estrutura de poder que sempre existiu.

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