Sou uma caixinha de papelão
Almejando ser depositada.
Espero viver me vendo usada;
Assim, faço a minha simples missão.
As minhas abinhas tocando o chão
São como belíssimas asinhas.
Tu és como a brisa que não vinha
Nos ares terríveis da solidão.
Oh, que objeto trazes em tua mão?
Como podes ter tanta bondade?
Agora me abraço em retribuição.
Hmm... Que graça faz-me tanta aflição?
Queria não ver toda a verdade:
Não trouxeste paz ao meu coração!
Objeto que guardo sem ter razão,
Trazendo umidade à minha alma;
Se eu te levar, farás destruição...
Oh, por que me rasgas como um arpão?!
Não tenhas maldade, sê quem me acalma!
Nããão, tu me deixaste e deixaste um rasgão!
A este artefato árduo e fujão,
Que pudera ter uma morada,
Depois me fez ser dilacerada;
Declaro-te Abalo, vão da emoção!
E a quem precisava ter atenção,
Que me ouviu dizer "ser descartada",
Não quero viver levando nada,
E estou carregada; quero ter função!