Eu te amava.
Iria te perdoar,
mas você nem se esforçou
pra me encontrar,
nem pra me pedir perdão.
Você virou do avesso
o meu coração.
E o que tomou conta
foi a solidão.
Era esse o jogo
de que você falava?
De esconde-esconde,
com o qual eu contava?
Enquanto eu te esperava,
eu era apenas uma piada?
Eu te esperei
até você voltar,
mas você me fez mofar
no mesmo lugar.
E fiquei sem questionar,
pra poder rever seu olhar.
Mas você nunca soube amar.
Por isso, não vou te perdoar.
Eu só queria
ser importante pra você.
Então, o ódio me dominou.
Logo, os meus olhos viram o horror.
Saboreei o que você me deixou:
gosto amargo, cheio de rancor.
E isso desencadeou
o que chamava de "amor".
Fui uma opção
nessa sua decisão,
mas uma peça desse jogo de ilusão.
Nem se despediu.
Com seu olhar de pena, me viu.
Fui o palhaço nas suas jogadas,
e o xeque-mate me atingiu.