WHAT IS LOVE
Cacos quebrados
Na batida da Umbanda
Serpente, seus olhos
Cruéis, seus demônios
Se esconde
De crânio
Se consagrado
Escuridão
De costas, no meio
Lago negro
Até mesmo umbra
Frio, gelado
Como serpente, se olha os olhos
Profundo
Congela espírito
Amara tristeza
Amava vícios
Cigarro, droga
Algo tão pequeno
Lodo escuro
Como trevas, dance com ele
Como engano
Estão batidas da Umbanda
Como corpo se mexe na dança
Mas pés paralisados
Serpentes
Marra seus pés, suas mãos
Seu próprio pecado
Sua própria incredulidade
Do bem e mal
Apenas perco sombras
Na serpente que envenena
Adoece sua alma
Te leva à morte...
Se perde luz
Mas luz, ela vai até a escuridão
Pra te encontrar
E olha a serpente dentro dos olhos
Dizer: “Se retire dessa alma.
Não é sua.
Apenas tá perdida.”
Mas achei
A própria escuridão
Vou mostrar a porta
Da salvação.
ANA CRISTINA PORONHAK DE CARVALHO