Sinto que a vida é assim: gotas de alegria e um mar de tristeza.
Me afogo no afago, sem afeto. Sem teto, me sinto um feto, que já faz um tempo que foi abortado.
Sozinho, levo comigo um copo com estrago e uns maços de cigarro.
Sinto que a vida é assim: gotas de alegria e um mar de tristeza.
Me afogo no afago, sem afeto. Sem teto, me sinto um feto, que já faz um tempo que foi abortado.
Sozinho, levo comigo um copo com estrago e uns maços de cigarro.
As gotas de alegria contra o mar de tristeza me parecem conta de quem ainda anota as gotas. Quem não sentisse mais nenhuma nem lembraria de pôr elas logo no primeiro verso.
Fechar no copo e nos maços de cigarro, sem explicar nada, me deixou com a imagem de alguém sentado sozinho numa calçada de madrugada.
O carinho que afoga em vez de segurar ficou comigo. Tem abraço que é assim mesmo, cheio por fora e vazio por dentro.
O jogo de som no meio, afogo e afago, afeto, teto, feto, faz a tristeza soar quase cantada. Dá a impressão de que a palavra veio antes e foi puxando o resto, e isso deixa o poema menos parado do que ele diz que está.
Eu não posso viver sem chorar Viver sem viver
Gosto de boas lembranças.
Os forasteiros pensam que estamos de bobeira Até expormos na praça as suas cabeças O Brasil não é só futebol e carnaval E vai se despertar do delírio tropical A resistência reside nas escolas A…
Seus pensamentos obstinados..
Não complique o que é simples,
Hoje eu te esqueci
NUNCA DEIXAREI DE ALMEJAR.
capelas sagradas
Sinto que a vida é assim: gotas de alegria e um mar de tristeza.