Que coisa, aquela parte de contar as estrelas que o céu não tinha. Eu tenho passageiro que vive nessa ilusão bonita mesmo dentro dum ônibus cheio.
Veias
No escuro mundo, que eu vivia
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Pensamento
Que coisa, aquela parte de contar as estrelas que o céu não tinha. Eu tenho passageiro que vive nessa ilusão bonita mesmo dentro dum ônibus cheio.
Conteúdo da publicação
No escuro mundo, que eu vivia
Vi coragem se esvair
Virar poesia
Contava as estrelas
Que o céu não tinha
E a noite inteira, nunca via o dia
No enigma da penumbra
Olhava os olhos do mundo
Dor, que vislumbra
O nada que já foi tudo
A música do surdo
Que canta o mudo
E os olhos do cego
Para guiar nosso rumo
Caminho de pedras
Lua, cansada deveras
E numa simples onomatopeia
Meu coração, seu latejo
Presos, vermelhos, anseiam
Um último batimento
A lua estilhaça em mil pedaços
A luz invade o grande espaço
Cegando todos, que não estavam acostumados
A ver vitória, num lugar devastado
-HMT
Thoughts
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PermalinkAdorei aquele momento final quando tudo vira. A luz invadindo e cegando quem não tava acostumado a ver vitória. Muito bom.
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PermalinkAquela parte do coração batendo preso e vermelho, ansiando. Eu sinto assim todo dia só que no intervalo de dois cafés.
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PermalinkTem um ciclo nisso, tipo aquelas rotas que você repete mas nunca é igual duas vezes. Escuridão que sai e volta, sempre nessa volta.
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PermalinkGostei do jeito que inverte tudo. A música de quem não consegue ouvir. Canta, mas não consegue falar.
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PermalinkQue coisa, aquela parte de contar as estrelas que o céu não tinha. Eu tenho passageiro que vive nessa ilusão bonita mesmo dentro dum ônibus cheio.