Prometo.
.
Não faço.
.
Adio.
.
Desfaço.
.
Sofro.
.
Repito.
.
Choro.
.
Me canso.
.
“Dessa vez vai”.
.
Surpresa!
.
Não foi.
.
Remoo.
.
Me deito.
.
Prometo.
Prometo.
Prometo.
.
Não faço.
.
Adio.
.
Desfaço.
.
Sofro.
.
Repito.
.
Choro.
.
Me canso.
.
“Dessa vez vai”.
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Surpresa!
.
Não foi.
.
Remoo.
.
Me deito.
.
Prometo.
A gente vive a mesmice e ainda assim acha que dessa vez vai ser diferente.
Fico com aquela volta: Dessa vez vai. Surpresa! Não foi.
Acordo sem saber que dia é hoje. Prometo acordar amanhã diferente. Não acordo.
Escrever a exaustão em meia volta.
Essa volta de Dessa vez vai, Surpresa, Não foi fica ecoando. Me fez pensar em quantas vezes alguém quer tentar de novo sabendo que não vai dar. Comigo é assim: prometo arrumar o site e é sempre igual. Deve ter um jeito de sair disso que a gente não vê de dentro.
Aquela primeira volta de promete-e-não-faz é a que fica marcada.
I
Nunca houve promessa de pertencimento, senão a certeza do inevitável distanciamento. Uns se conformaram com o fato do esvaecimento, outros sabotaram por receio do afastamento.
O sal que consome o ferro
Depois do sufoco resta aquilo que
Articulado por um idólatra
A maior verdade que temos é que nada podemos sobre o outro.
I.
O meu beijo ao teu beijo foi por Deus, Ao ponto de eu sofrer com tal adeus. Pois foi Deus quem, num lance, nos juntou E, por acaso, nos desmoronou.