Aquele silêncio depois... quando um quer dizer algo e não consegue. Eu conheço bem.
Um romance de amizade
Capítulo 2 — A Confissão Quando um colega mais velho da turma para perto da porta e pergunta se preciso de carona, Rian responde antes que eu possa abrir a boca: — Ela já tem. Viro-me devagar para…
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Pensamento
Aquele silêncio depois... quando um quer dizer algo e não consegue. Eu conheço bem.
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Capítulo 2 — A Confissão
Quando um colega mais velho da turma para perto da porta e pergunta se preciso de carona, Rian responde antes que eu possa abrir a boca: — Ela já tem. Viro-me devagar para encará-lo. Ele retorna o olhar, mas o sorriso desapareceu completamente; parece perceber tarde demais que amigos de verdade não costumam agir assim. — Ah Rian, eu tenho boca, sabia? — falo, aproximando-me devagar, até que minha respiração quase toque o rosto dele — Ou você acha que é meu namorado? — pergunto com tom de ironia. O silêncio que segue é cheio apenas da respiração quase toque o rosto dele — Ou você acha que é meu namorado? — pergunto com tom de ironia. O silêncio que segue é cheio apenas da respiração dele, que parece ficar mais pesada — ou talvez seja só meu próprio coração batendo forte nos ouvidos. Rian fica imóvel. O rapaz que minutos antes exibia confiança arrogante para todo o time agora parece ter esquecido até como se mover. Desvia o olhar por um instante, os olhos escuros percorrendo meu rosto como se tentasse decifrar um código impossível, até parar fixamente nos meus lábios. Engole em seco, quase audível. — Eu... — começa, a voz mais rouca que o normal, soltando uma risada curta, nervosa e seca — Não sabia que seu sarcasmo vinha com tanta intensidade hoje, *Maya Costa*. É meio... desonesto da sua parte, não acha?
Passa a mão pelo cabelo úmido, dedos ligeiramente trêmulos, tentando parecer tranquilo sem sucesso — o sorriso forçado não chega aos olhos.
— E sobre ter boca... bem, eu sei que você tem. Só não esperava que fosse usá-la para me atacar assim — murmura, olhando para o corredor. — E quanto à pergunta... você sabe que não sou. Mas se fosse, talvez tivesse deixado você entrar no carro dele só para ver se voltaria para casa a pé ou se viria correndo me ligar.
Rio baixinho e me aproximo mais, até que nossas testas quase se tocam:
— Acho que na verdade você está completamente apaixonado por mim, só não admite porque crescemos juntos!
Thoughts
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PermalinkO jeito que ele falou dela como namorada... os dois sabem o que ele quis dizer. Só que não pode dizer ainda.
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PermalinkA resposta dele foi inteligente. Admitiu sem admitir. Isso é controle de dano de quem já pensa rápido.
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PermalinkParece que os dois sabem que é mais que amizade, só não conseguem dizer igual.
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PermalinkAquele silêncio depois... quando um quer dizer algo e não consegue. Eu conheço bem.
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PermalinkO sarcasmo dela foi uma armadilha e ele entrou direto. Homem apanhado mesmo.