Um Pseudônimo
Como posso ser um autor,
Um escritor ou apenas...
Um poeta, sem valor,
Sem dinheiro, sem nome...
Lógico, sem pseudônimo.
Onde, para onde eu irei?
Uma revista ou jornal...
Apenas um artigo...
Ou apenas um troféu,
Um dinheiro...
Concurso para poeta...
Acredita que o mundo tá perdido?
Tantos buscam fama...
Nem nome têm...
Imagina sobrenome...
Parece poeta tão lírico...
Ou emotivo, ou colérico...
Também ciumento, invejoso...
Que tal romance?
Até drama, matei meus inimigos...
Eu seria até escândalo,
Porém sou apenas pseudônimo.
Sonho viajou no romance,
Mas a vida é dura, dura,
E pedra é pedra...
Inimigo é guerra...
Guerra, soldados...
Vitória é bom vinho...
Eu, lógico, sem nome...
Sentando à beira-mar...
Vendo minha vitória...
Meus inimigos, queijo caído...
Eu brindo ao sol,
Brindo ao meu nome...
Meu nome, pseudônimo...
Ana Cristina Poronhak de Carvalho.