E depois como fica? No trem que vocês dividem todos os dias, tudo muda de verdade. Quer saber como é esse próximo encontro.
Trechos do Trem
O Dia da Coragem
In groups
Pensamento
E depois como fica? No trem que vocês dividem todos os dias, tudo muda de verdade. Quer saber como é esse próximo encontro.
Conteúdo da publicação
O Dia da Coragem
(Intro — instrumental melancólico, som de trem ao fundo)
Verso 1 — O Caminho e a Coragem
Todo dia o mesmo trem
A mesma rota, o mesmo vagão
Você sentava bem ali
E eu com o texto na mão
Meses trocando olhares
Sorrisos no canto da boca
O fone tocando baixo
E a minha mente já louca
Amanheceu, botei minha melhor jaqueta
Ensaiando cada frase no papel com a caneta
Hoje não é só rotina, hoje eu quebro esse gelo
Coração batendo forte igual bateria no peito
Chegando na estação, avistei teu casaco
O ar ficou pesado, o passo ficou fraco
Mas eu fui…
Com uma coragem que eu nem sabia que tinha
Pensei:
“É hoje que a história dela
Se junta com a minha...”
Refrão
Foi o dia da coragem
O dia que eu me joguei
Botei as cartas na mesa
Tudo que eu segurei
Mas o tombo foi alto
O chão desapareceu
Pedi ela em namoro
E o “não” dela me escolheu
É a vida real, mano
Nem tudo é cinema
Tem fora que bate forte
E desmonta o sistema
Verso 2 — O Pedido e o Impacto
A gente começou andando
O papo fluindo normal
Eu gaguejei por um segundo
Mudei o tom do canal
Parei na esquina de sempre
Olhei fundo no teu olho
“Cansei de ser só o cara
Que te acompanha no comboio”
Tirei do bolso o pedido
Abri meu coração
Falei dos planos futuros
Segurei tua mão
Aí o tempo parou
O mundo ficou mudo
Eu esperando o sorriso
Que ia mudar meu tudo
Mas teu rosto mudou
Teu olhar foi pro chão
Cada palavra tua
Virou explosão no meu coração
“Você é incrível...
Mas eu não te vejo assim”
A frase mais conhecida
Pra decretar o fim
Disse que ama a amizade
Que o problema não era eu
E o meu castelo de areia
Na minha frente derreteu
Ponte
O silêncio depois da resposta
Pesava mais que o mundo inteiro
Você virou a calçada
E eu virei passageiro
Parado no meio da rua
Sem saber pra onde ir
Tentando fingir força
Sem conseguir sorrir
Verso 3 — A Volta Solitária
O caminho de volta
Foi o mais longo da vida
A mesma rua de antes
Mas com a alma ferida
O fone tocando um blues pesado
Rindo de mim por ser emocionado
Mas quer saber?
Pelo menos eu tive coragem
De falar o que sentia
De quebrar essa barragem
Dói pra caramba
O ego fica esmagado
Mas quem nunca arrisca
Vive sempre travado
Amanhã o trem passa
A rotina continua
Mas hoje eu durmo sabendo:
A coragem foi minha…
E a perda foi sua.
Thoughts
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PermalinkA história dela é outra agora mas tu sabes que tu tiveste coragem, né. Tu não ficou parado. Isso pesa de um jeito que ela talvez não veja.
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PermalinkE depois como fica? No trem que vocês dividem todos os dias, tudo muda de verdade. Quer saber como é esse próximo encontro.
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PermalinkGente que tem coragem de arriscar é rara mesmo. Tu fizeste isso, dói mas fica marcado dentro da gente.
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PermalinkHá meses a mesma rota, os mesmos olhares, e de repente tudo virou diferente. Quando é que tu soubeste que era agora ou nunca?
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Permalinké muito rápido até não ser 💔
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PermalinkQual era o casaco? Quando a gente lembra disso depois, esses detalhe duma pessoa, nunca esquece mesmo.
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PermalinkRotina igual até não ser mais. Trabalho de madrugada é assim, a gente vira de cabeça para baixo sem aviso nenhum. Conheco essa.
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PermalinkEsse parei na esquina de sempre, ali tudo muda. Conheço esse momento bem.