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Thigas e os Aventureiros 2

garescrtor22
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THIGAS 2 — A LENDA DO DEUS-DRAGÃO

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Pensamento

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soleioanoite

Uai, o Kaue pedindo desculpa pro policial eu não esperava nem um pouco, depois da Jaula dos Esquecidos. E esses olhos vermelhos no fim... o Kaue vai estar do lado do Thigas quando isso chegar?

Uai, o Kaue pedindo desculpa pro policial eu não esperava nem um pouco, depois da Jaula dos Esquecidos. E esses olhos vermelhos no fim... o Kaue vai estar do lado do Thigas quando isso chegar?

Conteúdo da publicação

THIGAS 2 — A LENDA DO DEUS-DRAGÃO

CENA 1 — DOIS ANOS DEPOIS

Dois anos se passaram desde a fuga da Jaula dos Esquecidos.

Thigas e os antigos prisioneiros finalmente conseguiram reconstruir suas vidas. Agora, todos moram juntos em uma pequena cidade tranquila e costumam passar os fins de semana em um enorme parque cheio de árvores, brinquedos e restaurantes.

Thigas está sentado em um banco com Marcos e os outros amigos, tomando refrigerante e rindo.

MARCOS:

— Quem diria... dois anos atrás a gente estava fugindo de vilões. Hoje estamos discutindo qual hambúrguer comprar.

THIGAS:

— E olha que isso é muito mais perigoso para o meu bolso.

Todos riem.

Depois de algum tempo, eles entram em um restaurante do parque.

Um dos amigos, porém, percebe que sua carteira está vazia.

AMIGO:

— Gente...

THIGAS:

— O quê?

AMIGO:

— Eu esqueci que não tenho dinheiro suficiente.

O garçom olha para ele.

GARÇOM:

— Senhor, infelizmente não podemos liberar a conta sem pagamento.

O amigo fica desesperado.

AMIGO:

— Eu juro que vou pagar depois!

Do lado de fora, um policial que estava fazendo patrulha percebe a confusão.

POLICIAL:

— Senhor, preciso que venha comigo.

AMIGO:

— Mas eu não roubei nada!

Ele sai correndo.

THIGAS:

— Ih... isso vai dar problema.

---

CENA 2 — KAUE APARECE

Enquanto o policial corre atrás do amigo, Thigas e os outros saem do restaurante.

De repente, Marcos para.

Seu rosto muda completamente.

MARCOS:

— Gente...

THIGAS:

— O quê?

Marcos aponta discretamente para o outro lado do parque.

Ali está Kaue.

Dessa vez, ele está sozinho.

Sem capangas.

Sem armas aparentes.

Mas ainda tem aquele olhar arrogante.

Thigas imediatamente fica sério.

THIGAS:

— Kaue...

MARCOS:

— Não olha muito. Vamos embora devagar.

Todos começam a andar calmamente na direção oposta.

THIGAS:

— Ninguém corre.

AMIGO 2:

— Por quê?

THIGAS:

— Porque se ele perceber que estamos com medo, vai querer alguma coisa.

Kaue observa o grupo.

KAUE:

— Thigas...

Thigas para.

THIGAS:

— Não.

KAUE:

— Eu só falei seu nome.

THIGAS:

— E eu já respondi.

Antes que Kaue possa dizer qualquer coisa, eles escutam alguém gritando.

AMIGO:

— THIGAS! SOCORRO!

Todos olham para trás.

O amigo está correndo desesperadamente.

Atrás dele está o policial.

POLICIAL:

— PARE! VOCÊ PRECISA EXPLICAR O QUE ACONTECEU!

THIGAS:

— Meu Deus...

O amigo passa correndo por Kaue.

Kaue se assusta e dá um passo para trás.

O policial tenta desviar.

Mas o chão simplesmente desaparece sob seus pés.

POLICIAL:

— O QUÊ?!

Ele cai em um enorme poço escondido pela vegetação.

THIGAS:

— CUIDADO!

Thigas e os outros correm até o buraco.

Mas o solo começa a desmoronar.

MARCOS:

— CORRAM!

Tarde demais.

Thigas, Marcos e os outros também caem.

Kaue olha para o buraco.

KAUE:

— Ah, não...

O chão abaixo dele também desaba.

KAUE:

— NÃÃÃÃÃO!

Todos despencam.

---

CENA 3 — OUTRA DIMENSÃO

Thigas abre os olhos.

Ele está em uma floresta completamente diferente.

O céu é roxo.

As árvores são gigantescas.

E existem pedras brilhantes espalhadas pelo chão.

THIGAS:

— Onde... onde estamos?

Marcos olha ao redor.

MARCOS:

— Definitivamente não é o parque.

Thigas percebe que o policial e o amigo não estão ali.

THIGAS:

— Cadê eles?

---

CENA 4 — O OUTRO LADO

Em outra parte da dimensão, o policial acorda.

Ele está algemado.

O amigo está sentado ao lado dele.

AMIGO:

— Senhor policial...

POLICIAL:

— Você vai ter que explicar muita coisa.

AMIGO:

— Eu sei...

Ele abaixa a cabeça.

Enquanto isso, Thigas e os outros encontram Kaue.

Kaue está sentado no chão, irritado.

KAUE:

— Isso é culpa de vocês.

THIGAS:

— Como exatamente isso é culpa nossa?

KAUE:

— Não sei. Mas alguém tem que ser culpado.

MARCOS:

— Você continua igualzinho.

Kaue se levanta.

KAUE:

— Precisamos sair daqui.

THIGAS:

— Finalmente concordamos em alguma coisa.

---

CENA 5 — A LENDA

Eles encontram uma antiga construção de pedra.

Dentro dela existe uma inscrição.

Marcos consegue decifrar algumas palavras.

MARCOS:

— "Quando o segundo sol aparecer..."

Thigas olha para o céu.

THIGAS:

— Segundo sol?

Marcos continua.

MARCOS:

— "O Deus-Dragão despertará."

Todos ficam em silêncio.

KAUE:

— E o que ele faz?

Marcos lê o restante.

MARCOS:

— Ele cobre a terra com fogo.

Kaue perde o sorriso.

THIGAS:

— Quanto tempo temos?

MARCOS:

— Dois dias.

Kaue olha para todos.

KAUE:

— Então teremos que trabalhar juntos.

THIGAS:

— Não confio em você.

KAUE:

— Eu também não confio em vocês.

THIGAS:

— Ótimo.

---

CENA 6 — O ENCONTRO

Depois de horas procurando uma saída, Thigas encontra uma passagem subterrânea.

Lá embaixo, eles finalmente encontram o policial e o amigo.

O policial ainda está algemado.

THIGAS:

— Vocês estão bem?

AMIGO:

— Estamos.

Kaue olha para o policial.

KAUE:

— Tire as algemas dele.

THIGAS:

— Você está mandando em quê?

KAUE:

— Estou dizendo que precisamos dele.

O policial encara Kaue.

POLICIAL:

— Você é Kaue?

Kaue fica sério.

KAUE:

— Sou.

O policial fica desconfiado.

POLICIAL:

— Então você é o responsável por tudo aquilo que aconteceu com Thigas e os outros?

Kaue fica em silêncio.

Pela primeira vez, não responde com arrogância.

KAUE:

— Sim.

Thigas observa.

Kaue respira fundo.

KAUE:

— Eu fiz muita coisa errada.

Todos ficam surpresos.

KAUE:

— Passei anos achando que ser forte significava controlar os outros. Achava que nunca precisava pedir desculpas.

Ele olha para o policial.

KAUE:

— Mas eu estava errado.

O amigo olha para o policial.

AMIGO:

— Eu também fiz errado. Corri porque não queria enfrentar meu problema.

Ele começa a chorar.

AMIGO:

— Me perdoa.

O policial permanece em silêncio.

Kaue olha para ele.

KAUE:

— Perdoar não significa dizer que o que aconteceu foi certo.

O policial olha para Kaue.

KAUE:

— Significa decidir que o passado não vai controlar o resto da sua vida.

O policial fica pensativo.

Depois de alguns segundos, ele pega a chave e solta as algemas do amigo.

POLICIAL:

— Eu perdoo você.

O amigo sorri emocionado.

AMIGO:

— Obrigado.

Kaue estende a mão para o policial.

KAUE:

— Então vamos sair daqui juntos.

O policial aperta a mão dele.

POLICIAL:

— Juntos.

Thigas sorri.

THIGAS:

— Nunca pensei que veria isso.

---

CENA 7 — O DEUS-DRAGÃO

No segundo dia, a terra começa a tremer.

Um rugido gigantesco ecoa pela dimensão.

MARCOS:

— Ele acordou.

Todos olham para o céu.

Uma enorme criatura alada aparece entre as nuvens.

É o Deus-Dragão.

Suas asas cobrem o céu.

THIGAS:

— CORRAM!

O dragão abre a boca.

Uma enorme quantidade de fogo começa a ser formada.

KAUE:

— A saída!

Eles correm para o poço que aparentemente conecta as duas dimensões.

O dragão lança fogo.

THIGAS:

— MAIS RÁPIDO!

Todos começam a subir.

Kaue ajuda o policial.

O policial ajuda o amigo.

Marcos ajuda outro dos prisioneiros.

O fogo se aproxima.

KAUE:

— VAI! VAI! VAI!

Thigas alcança a borda.

THIGAS:

— TODO MUNDO PRA FORA!

Eles conseguem sair do poço no último segundo.

O fogo passa por cima deles.

Silêncio.

Todos ficam deitados no chão, respirando aliviados.

Kaue olha para o céu.

KAUE:

— Nunca mais quero ver aquele lugar.

Thigas começa a rir.

THIGAS:

— Pela primeira vez concordamos em alguma coisa.

Todos riem.

---

CENA FINAL — O SHOW

De volta ao mundo normal, alguns dias depois.

Thigas, Marcos, os antigos prisioneiros, o amigo, o policial e até Kaue estão em um grande show.

Música alegre toca.

Todos cantam juntos.

Kaue está ao lado do policial.

Thigas chega perto.

KAUE:

— Thigas...

THIGAS:

— O quê?

Kaue olha para o palco e sorri.

KAUE:

— É bom estar de volta.

Thigas sorri.

THIGAS:

— É. Depois de tudo que aconteceu... é bom mesmo.

O policial se aproxima.

POLICIAL:

— E dessa vez ninguém está correndo da polícia.

O amigo levanta a mão.

AMIGO:

— Prometo!

Todos começam a rir.

A câmera se afasta lentamente enquanto todos cantam e dançam.

Thigas olha para seus amigos.

Marcos coloca o braço sobre o ombro dele.

MARCOS:

— No fim, conseguimos.

THIGAS:

— Conseguimos.

Kaue olha para eles.

KAUE:

— E agora?

Thigas sorri.

THIGAS:

— Agora a gente vive.

A música aumenta.

A câmera sobe mostrando o parque iluminado, as pessoas comemorando e todos os personagens juntos.

FIM.

CENA PÓS-CRÉDITOS

Um lugar misterioso.

Uma sombra enorme aparece entre as árvores.

Dois olhos vermelhos se abrem.

Uma voz desconhecida sussurra:

VOZ:

— Eles realmente acham que acabou?

Corta para preto.

CONTINUA... 😈

Thoughts

  • AmandaPeixoto

    O amigo diz que correu porque não queria enfrentar o problema dele, e esse problema nunca aparece, só a conta. Aposto que tem coisa aí que volta na parte 3, visse.

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  • versoAlheio

    Cara, a parte do Kaue falando que perdoar é decidir que o passado não manda no resto da vida me pegou. Vindo logo do vilão, pô.

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  • soleioanoite

    Uai, o Kaue pedindo desculpa pro policial eu não esperava nem um pouco, depois da Jaula dos Esquecidos. E esses olhos vermelhos no fim... o Kaue vai estar do lado do Thigas quando isso chegar?

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  • EsquinaDaLeitura

    Égua, o amigo sem dinheiro pro hambúrguer quase causou o fim do mundo kkkk. Tudo por causa de uma conta de restaurante.

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