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Teoria nº 33: Solução Final

hyan_amorim

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Sexta-feira, 08 de maio de 2026

Minhas mãos estão tremendo tanto, e minha respiração está acelerada. Tento parar de tremer, mas não consigo. Eu preciso reagir, preciso ir até lá e doar o meu sangue. Somente eu posso salvá-lo.

— Vai dar tudo certo — diz Ariel, enquanto segura minhas mãos, que estão frias. — Você consegue fazer isso.

— Eu estou com medo — digo com a voz trêmula. — Eu não sei se vou conseguir fazer isso.

— Vai ser só uma picadinha, como uma ferradinha de abelha — diz Ariel, me dando um pequeno beliscão.

— Mas ferrada de abelha dói! — digo, incrédulo.

— Fiz uma péssima comparação, então — diz Ariel, e logo depois abre um leve sorriso. Não consigo segurar e acabo sorrindo também.

— Se for comparado a uma ferrada de abelha, então vai doer muito — digo, rindo nervoso.

— Eu nunca doei sangue, mas dizem que não dói — comenta Ariel.

— Acho que, se eu não olhar para a agulha, consigo fazer isso — digo após respirar fundo. — Vamos lá.

Levanto-me.

— Não se preocupe, eu vou estar com você até o fim — diz Ariel, segurando minha mão.

Ouvir essas palavras de Ariel me dá ainda mais coragem. Aceitei fazer a doação, mas, antes disso, precisei passar por uma triagem rápida. Em seguida, fui levado para uma sala e me sentei em uma cadeira. Começo a ficar nervoso enquanto a enfermeira organiza o material da coleta.

— Não se esqueça de que eu estou aqui, doutor — diz Ariel, fazendo carinho no meu cabelo.

A mulher se aproxima.

— Eu não quero ver — digo com a voz trêmula, virando o rosto e afundando o rosto no peito de Ariel. Sinto a enfermeira passar álcool no meu braço.

— Está quase lá — diz Ariel, continuando a fazer carinho no meu cabelo.

De repente, sinto a agulha.

— Aaaagh! — grito.

— Pronto — diz a enfermeira.

— Estou orgulhoso de você. Você foi muito corajoso — diz Ariel, com orgulho.

Viro lentamente o rosto e olho para o meu braço. O sangue escorre de mim, indo diretamente para uma bolsa de sangue.

Sábado, 09 de maio de 2026

Wei recebeu a transfusão de sangue e agora, finalmente, está fora de perigo. Eu ainda não consigo acreditar: eu consegui. Finalmente consegui superar o meu medo de agulhas. Tudo graças à minha estrela da cozinha.

Já é noite. Wei foi transferido para um hospital particular. Ele acordou, e estamos todos reunidos no quarto: seu pai, sua mãe — que acabou de chegar da viagem — Rafael e Maya.

— Me desculpa, filho... — diz o pai de Wei, de cabeça baixa. — Eu me arrependi muito de ter dito aquelas coisas.

— Você nunca muda esse seu temperamento — retruca a mãe dele, irritada. — E se ele tivesse morrido? Você nem teria tido a chance de pedir perdão.

— Não se estresse, mamãe... senão vai passar mal — diz Wei, com a voz fraca.

— Está bem — responde ela, respirando fundo.

— Joel, eu quero te agradecer mais uma vez — diz o pai de Wei, tocando meu ombro.

— Seremos sempre gratos — completa a mãe.

— Obrigada, Joel, por ter salvado o meu amor — diz Maya, enquanto faz carinho no cabelo de Wei.

— Mas vocês não estão mais juntos? — pergunta o pai de Wei, confuso.

— A gente voltou — diz Wei, com um sorriso, enquanto segura a mão de Maya.

— Então você terminou com o seu namorado? — pergunta minha mãe.

— Não — diz Wei, erguendo a outra mão e segurando a mão de Rafael.

— O que isso quer dizer? — questiona o pai, ainda mais confuso.

— Nós somos um trisal — diz Maya, com um sorriso tranquilo.

— O quê?! — gritamos eu e os pais de Wei, totalmente chocados.

O que aconteceu enquanto eu estava fora?

Wei e Rafael juntos?

Como assim?

— Eu amo tanto o Rafael — diz Wei, beijando a mão dele — quanto a Maya — completa, virando-se para o outro lado e beijando a mão dela.

— É uma relação bem diferente, não é? — comenta a mãe, incrédula.

— E põem diferente  — completa o pai, ainda em choque.

Segunda-feira, 11 de maio de 2026

Como eu previa, Augusto ficou tetraplégico — um efeito colateral da fórmula Reflex. Ele retornou à sua forma original rápido demais. O processo deveria ter sido feito lentamente, com o uso de medicamentos para retardar a transformação. Os ossos da sua coluna vertebral ficaram gravemente danificados, e Augusto perdeu os movimentos do pescoço para baixo. As chances de recuperação são mínimas.

A polícia apreendeu seu celular e descobriu outros crimes. Também ficou comprovado que foi Augusto quem mandou tentar matar Ariel e a mim naquele dia na ponte. O motorista já foi identificado. Mesmo depois de tudo o que ele fez comigo, ainda sinto pena. Agora, está inválido e passará um bom tempo na cadeia.

O Augusto também teve sua memória apagada pelos homens por trás da fórmula REFLEX. Ainda bem que esses homens não vieram mais atrás de mim.

Finalmente consegui ter uma conversa franca com o Henrique. Falamos sobre o passado e, por fim, nos acertamos. Ainda existe uma certa rivalidade entre nós, é claro, mas agora é mais saudável. Henrique me pediu desculpas pelo que fez ao Ariel no passado. Confesso que foi difícil perdoá-lo. Por culpa dele, demorei muito para ficar com o Ariel. Se não fosse por isso, talvez estivéssemos namorando há 15 anos... quem sabe até casados hoje.

Graças àquela bolada que dei no Ariel, ele saiu da hipnose. A bola foi como uma chave que destrancou o cadeado. A minha teoria do impacto emocional é verdadeira — e foi comprovada com sucesso.

Finalmente, os físicos não falam mais sobre a minha personalidade passada. Ainda bem... tudo, enfim, voltou ao normal.

Wei está se recuperando bem. Ainda fico chocado ao pensar que Wei, Rafael e Maya formam um trisal. Espero, de verdade, que os três sejam muito felizes juntos. Acho que finalmente chegou o momento de contar às pessoas sobre a minha perna amputada. Por muito tempo tive medo de falar sobre isso, mas agora estou pronto.

É de noite, e estou no restaurante. O local está fechado, e Ariel está criando um novo prato para o cardápio.

— Fico feliz que você tenha se acertado com o Henrique — diz Ariel, enquanto mexe a panela em fogo baixo.

— Não fala dele, senão eu lembro que você beijou o doutor Montenegro — digo, com rancor na voz.

— De novo com esse assunto? — diz Ariel, incrédulo. — Eu já te falei: a gente tinha terminado, eu não te traí — completa, com convicção.

— Mas você foi beijar logo o meu maior rival? — retruco, cruzando os braços.

— Não tenha ciúmes, coisa fofa — diz Ariel, beliscando minha bochecha com uma mão. — Meu coração só pertence a você.

— Ai, para... — digo, tímido.

— Mas é verdade. O doutor Montenegro é uma pessoa legal, mas é você que eu amo — afirma Ariel, enquanto coloca a luva de cozinha.

— Pessoa legal? — digo, incrédulo. — Não se esqueça do que ele fez com você.

— Isso foi há muito tempo, amor. Ele era só um adolescente frustrado por não ter o seu amor correspondido — diz Ariel, tirando algo do forno. — Que cheiro bom... — acrescenta, respirando o aroma da forma.

— Mas, no fim, deu tudo certo — digo, com orgulho. — Você me escolheu.

— Porque você é o amor da minha vida — diz Ariel, com um sorriso, enquanto coloca a forma sobre a pia. — Eu te amo demais, doutor — acrescenta, agora me olhando.

Meu coração se aquece com a declaração do meu amor.

— Nossa, amor... — digo, todo bobo. — Diz de novo.

— Eu te amo, meu amorzinho — repete Ariel, sem tirar os olhos de mim.

— Amor, tem uma coisa que eu decidi fazer... — digo, ainda sem jeito.

— O quê, amor? — pergunta Ariel, curioso.

— Decidi que vou ser doador de sangue — digo, sorrindo. — Eu sei que ainda não superei totalmente meu medo de agulhas, mas ser doador vai me ajudar a enfrentar esse trauma.

— Estou tão feliz por você — diz Ariel, sorrindo, enquanto toca minha mão.

— Finalmente superamos nossos traumas — digo, orgulhoso, enquanto coloco minha mão por dentro da luva dele. — Você conseguiu ir à praia, e eu doei sangue.

— Graças a você, amor — diz Ariel, apertando minha mão com firmeza. — Você me ajudou a superar o meu trauma.

— E foi graças a você que eu superei o meu medo de agulhas — digo, tocando seu rosto. — Eu te amo tanto.

Digo isso antes de lhe dar um beijo.

Começamos a nos beijar com intensidade. Seguro firme a cintura de Ariel. O clima esquenta, e logo fazemos amor ali mesmo, sobre a mesa da cozinha.

Terça-feira, 12 de maio de 2026

É noite, e estou na praça com Ariel. Estamos na pequena ponte que atravessa o rio. A noite está linda; o céu está limpo, e dá para ver perfeitamente as estrelas.

— Ainda estou pensativo sobre uma coisa, amor — diz Ariel, apoiado na barra de proteção. — Tenho medo de ficar igual ao Augusto... depois que ele teve a memória apagada, esqueceu de tudo. Ele desaprendeu até a falar.

— Não se preocupe com isso. Eu vou te proteger deles — digo, determinado. — Não vou deixar que cheguem perto de você.

— Mesmo tendo feito o que fez, ainda tenho pena... ele ficou tetraplégico — diz Ariel, pensativo. — E ainda sem memória.

— Ele só colheu o que plantou — respondo, com convicção. — Agora vamos mudar de assunto. Não se esqueça de que juramos nunca mais falar sobre isso.

— Tá bom, amor, desculpa — diz Ariel, colocando a mão no bolso. — Agora fecha os olhos — pede, olhando para mim de um jeito fofo.

— Tem uma coisa que eu quero te dar — diz Ariel, com um sorriso.

Meu coração acelera. O que será?

— Por acaso você vai me pedir em casamento? — pergunto, animado.

— Não — diz Ariel, rindo.

— Poxa... — digo, frustrado.

— Não fica assim. Esse momento vai chegar, só vamos com calma — diz Ariel, beliscando minha bochecha.

— Mas quando? — insisto, ainda frustrado. — Eu só não fiz o pedido ainda porque tenho medo de você dizer não.

— Em breve — diz Ariel, antes de me dar um beijo na bochecha. — Agora fecha os olhos.

— Tá bem — digo, todo bobo, enquanto fecho os olhos.

Sinto Ariel colocar algo em meu pescoço. Acho que é um colar.

— Pronto — diz ele.

Abro os olhos. É realmente um colar. Meu coração dispara. É lindo. Um quartzo rosa — a pedra do amor. E nele estão gravadas as nossas iniciais.

— É muito lindo — digo, encantado.

— Mandei fazer para nós — diz Ariel, puxando o dele, que estava escondido sob a camisa. — São pedras do amor. Dizem que fortalecem o vínculo de um casal.

— Eu estou sentindo — digo, tocando o peito.

— O quê, amor? — pergunta Ariel.

— O meu amor se intensificando — respondo, todo bobo.

— O meu também — diz ele, sorrindo do mesmo jeito.

De repente, fogos de artifício começam a iluminar o céu. Provavelmente algum time de futebol venceu uma partida importante.

— Amor, olha! — diz Ariel, encantado, observando os fogos.

Seguro a mão dele, mas não consigo olhar para o céu. Meus olhos estão fixos nele.

No meu amor.

No meu primeiro e único amor.

Te amo, Ariel.

Graças a você, superei meus traumas e inseguranças. Eu te amo há quinze anos, e esse amor só cresce a cada dia.

Equação do Amor — Solução Final

Se o amor fosse apenas teoria, ele poderia falhar.

Mas nós provamos que não é.

JOEL + ARIEL = ∞

Ou, de forma mais precisa:

(JOEL \times ARIEL)^{tempo} = amor\_real

Resultado:

✔ Amor comprovado

✔ Trauma superado

✔ Medo vencido

✔ Felicidade contínua

Conclusão:

O amor entre Joel e Ariel não é uma hipótese.

É uma constante.

✨ Fim. ✨

#romanceviral

Thoughts

  • AlineTeixeira

    Égua, quinze anos esperando e o Joel ainda fica sem o pedido lá na ponte. Esse colar de quartzo com as iniciais é o Ariel ganhando tempo, ele já tem a resposta pronta.

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