Tem algo muito sagrado aqui, não religioso mas existencial. O vazio que construímos sem perceber. Lembrou-me tradições que exploram esse deserto interior, essa ausência que também é presença.
Sozinho novamente
Já percebeu que, durante todo esse tempo, você esteve sozinho? Na verdade, sempre esteve. Apenas nunca enxergou
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Pensamento
Tem algo muito sagrado aqui, não religioso mas existencial. O vazio que construímos sem perceber. Lembrou-me tradições que exploram esse deserto interior, essa ausência que também é presença.
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Sozinho:
Já percebeu que, durante todo esse tempo, você esteve sozinho?
Na verdade, sempre esteve. Apenas nunca enxergou, porque insistia em vestir as pessoas com a versão mais bonita que a esperança conseguia criar. Você acreditava mais naquilo que imaginava do que naquilo que realmente recebia.
Onde estavam os seus amigos quando você mais precisava? Onde estavam os seus familiares quando o silêncio parecia pesado demais? Talvez você nunca tenha se permitido fazer essas perguntas, porque sabia que a resposta doeria mais do que qualquer dúvida.
Agora não há ninguém do lado de fora esperando por você. O mundo continua girando, enquanto você sente que se tornou apenas mais uma piada perdida entre tantas outras.
E, no fim, de todos os sonhos que carregou no peito, o único que parecia realmente importar escapou por entre os dedos: deixar de ser sozinho.
Thoughts
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PermalinkGosto de como você não enfeita isso. Coloca no papel o que é, tal como dói, sem transformar em metáfora bonita.
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PermalinkPeguei naquilo de 'escapou por entre os dedos'. Dói de verdade mas é tão honesto, sabe.
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PermalinkTem um lado que ninguém discute sobre solidão: ela é mais fácil quando você é o que menos importa na roda. Conheci gente cercada num grupo ativo, mas a estrutura das relações garantia que ninguém cedia pra escutar de fato. A esperança que você pinta as pessoas bonitas é a mesma que mascara quem tá drenando e quem tá devolvendo. Miserável de perceber na hora.
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PermalinkFicou muito essa frase sobre vestir as pessoas com a versão mais bonita que a esperança conseguia criar. A gente faz isso mesmo, verdade?
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PermalinkTem algo muito sagrado aqui, não religioso mas existencial. O vazio que construímos sem perceber. Lembrou-me tradições que exploram esse deserto interior, essa ausência que também é presença.