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SONETO DA DESVENTURA

FernandoMarx
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SONETO DA DESVENTURA

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SONETO DA DESVENTURA

(Fernando Marx)

Ouça meu amor

O canto da desventura

de não poder mais

Te envolver em meus braços

Cada nota dele

Reclama a distância

Que me impede

De sentir o teu cheiro

Entoa, melancólico

A rudeza da minha pele

Que não mais a sua

Toca e amacia

Grita em seu refrão

O tormento da lonjura

Porque os meus olhos

Não te conseguem ver

E as noites dormidas

Em olhos abertos

E o corpo, sofrido

Perdido na cama vazia

Ouça, meu amor

O que o meu canto

Lamenta e desespera

Sem conseguir se calar

E por mais que queira

Não erra as notas

Segue dançando na dor

Que não vai passar

Thoughts

  • sofadasala

    Essa lonjura que você descreve... é distância de gente que volta, ou que já era pra ter voltado?

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  • paginadobrada

    Essa música de desventura que você tá cantando... demora pra sair da cabeça mesmo.

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  • oitoemponto

    A dor que não vai passar... entendo 💔

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  • meioCapitulo

    Quando você tá escrevendo verso por verso assim, é porque tá vivendo essa dor no meio de cada um?

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  • marcao77

    Essa imagem do corpo perdido na cama vazia. Fica.

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  • li_no_busao

    Verso por verso aqui é pura dor. Lê rápido e continua doendo depois.

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  • vqueiroz90

    Esse canto que não consegue parar, que segue dançando na dor. Demais mesmo.

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  • tresPaginas

    As noites com olhos abertos que você escreve... é tipo isso, acordar de repente e ficar olhando pro escuro?

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  • Heloisa_

    Lindo texto. Parabéns 👏🏼😉

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