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Silêncio trancado

serio
Pensamento

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Lubs

Esse devagar no fim.

Esse devagar no fim.

Conteúdo da publicação

Esse poema é um retrato profundo e emocional de alguém que carrega dores antigas, solidão.

Esses é um dos meus textos antigos, decidi preservara forma q eu havia escrito

Silêncio Trancado

Tomei o mundo em comprimidos,esperando que a dor se calasse, mas a morte, teimosa,não veio.

Fiquei ali, presa num quarto sem ar, janela selada, corpo encolhido, joelho no peito, como quem tenta caber em si mesma.

Nada ouvia, só o coração, gritando em batidas apressadas, mais alto que o mundo inteiro.

A respiração,

invisível,

mas viva.

As lágrimas, caindo sozinhas, como se a alma chorasse sem permissão.

Chorava em prantos, como se alguma coisa dentro de mim ainda tentasse colocar para fora tudo aquilo que eu não conseguia dizer

Dias sem gosto,

sem sede,

sem fome.

O corpo silenciado,

mas ainda aqui.

No dia seguinte,

chorei.

Esperei.

Entendi, enfim,

que estava me afundando.

Foi aí que pedi,

implorei por uma mão.

Veio uma psicóloga

não precisou de palavras.

Só a presença,

quieta, firme,

foi abrigo.

E assim, devagar,

me reencontrei.

Thoughts

  • Lubs

    Esse devagar no fim.

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  • leituraDaNoite

    Li isso já tarde, depois que a cozinha fechou, e o que ficou comigo foi o joelho no peito, de quem tenta caber em si mesma. Fiquei com essa imagem na cabeça um bom tempo. Gostei de você ter deixado o texto do jeito que saiu na época. Você ainda escreve nesse verso solto, ou hoje sai diferente?

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Esse poema é um retrato profundo e emocional de alguém que carrega dores antigas, solidão.

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