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Sertões Nem tudo é seco No sertão do coração Tem veias de…

Conteúdo da publicação

Sertões

 

Nem tudo é seco

No sertão do coração

Tem veias de sangue

Tem sangue e mel

Nem tudo é escuro

Dentro do não

Há dias que são sim

Há dias que são festas

 

Nem tudo é deserto

No saara do coração

Tem oásis feitos de miragens

Tem oásis de água e pão

Mede-se a distância pelas mãos

Há rios que escorrem dos olhos

Há olhos que vislumbram o céu

 

Nem tudo está perdido

O sol que arde no corpo

O corpo que cede ao outro

E o amor que brota no leito

Me resto do teu muito

Sinto frio dentro do dorso

Te amo, feitos um para outro

E do silêncio brota nosso canto.

 

Milton Antonios

24jun/2026

Thoughts

  • deixoumarca

    Gostei de ver o rio saindo dos olhos e logo depois o olho virado pro céu. Chorar e olhar pra cima na mesma estrofe.

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  • brunocosta

    Começa no sertão, passa pelo saara e acaba numa cama com frio no dorso. Aposto que a primeira estrofe foi escrita bem antes das outras duas, e o resto veio depois de alguém aparecer.

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Sertões Nem tudo é seco No sertão do coração Tem veias de sangue Tem sangue e mel Nem tudo é escuro Dentro do não Há dias que são sim Há dias que são festas Nem tudo é deserto No saara do coração Tem oásis feitos de miragens Tem oásis de água e pão Mede-se a distância pelas mãos Há rios que escorrem dos olhos Há olhos que vislumbram o céu Nem tudo está perdido O sol que arde no corpo O corpo que cede ao outro E o amor que brota no leito Me resto do teu muito Sinto frio dentro do dorso Te amo…