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Sem Retorno – Capitulo 1 Sensível

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Sem Retorno. Uma historia Original.

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Corrigindo…conto não precisa necessariamente de capitulo…desconsidera o que escrevi na última mensagem.

Corrigindo…conto não precisa necessariamente de capitulo…desconsidera o que escrevi na última mensagem.

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Sem Retorno. Uma historia Original.



Ola, esse é meu primeiro conto.

Todas as minha historias são baseadas em fatos reais.

Uso como base casos que presenciei ao longo de minha vida.

Como disse é apenas uma base, então parte da historia, assim como nomes e lugares, são totalmente inventados.

Inicialmente minha intenção era transformar essa historia em um VN (visual novel), pois ela tem dois caminhos e dois finais diferentes.

Porem como não sei fazer VN, decidi publicar, uma das versões da historia.

Quem sabe no futuro publico a outra versão.

Estou iniciando como escritor, então para aqueles que estiverem lendo, tenham paciência, e compreensão.

Agora vamos começar a historia, espero que gostem.



Sem Retorno – Capitulo 1


Meu nome é Eduardo, sou moreno de pele parda, tenho um metro e setenta de altura, com um corpo atlético, nada exagerado, apenas um corpo comum de quem faz exercícios básicos.

Vivo em uma casa de dois quartos, com meu pai, Antony, e minha Mãe Isabella.

A casa não é nada luxuosa, mas estamos em um bom lugar da cidade.

Acho que somos de classe media, sei lá.

Eu tenho dezoito anos de idade, e acabei de terminar o ensino médio, estou agora me preparando pra começar a faculdade, mas estou em duvida no que devo cursar.

Eu sempre fui muito tímido, recluso pra ser mais especifico, sempre preferi ficar mais na minha.

Desde que nos mudamos para essa cidade, sempre preferi ficar mais em casa.

Tinha alguns colegas na escola, mas não era do tipo que saiamos para nos reuni fora da escola.

Eu vivia mais no computador, as vezes jogávamos juntos online, mas só isso.

Eu prefiro assim, na infância quando morava no interior, no tempo que meus avós eram vivos era diferente.

Eu vivia na brincando e tinha muitos amigos por lá. Mas depois que viemos pra essa cidade, não sinto a mesma animação.

Por isso prefiro ficar em casa, assim me concentro nos estudos.

Mas agora que terminei o ensino médio, estou um pouco perdido.

Quero fazer algo que envolva computação, sempre fui interessado nesse meio.

Talvez um editor, um criador de jogos, sei lá, ainda estou pesquisando.

Já tenho alguma experiencia, pois passo a maior parte do meu tempo, aprendendo em vídeos do YouTube.

Mas meu pai sempre me incentiva a cursar algo no segmento da administração.

Meu pai se formou em administração de empresa, e disse que eu deveria fazer o mesmo.

Não é o que eu quero, mas estou pendendo para esse lado, para poder agradar o meu pai.

Falando um pouco da minha família.

Meu pai se chama Antony, ele tem quarenta e dois anos de idade.

Meu pai administra uma pequena concessionaria de veiculo usados, que herdou do meu avó.

Não é nada grande, mas vivemos uma vida relativamente boa. Em comparação com alguns dos meus colegas de escola, que os pais eram assalariados, meu pai era bem sucedido, eu acho.

Nos morávamos em uma casa acima da media da região, e meu pai além de ser um empresario, sempre estava bem vestido, e só anda de carrão. Eu me sentia muito sortudo, em comparação com alguns colegas.

Eu admirava muito meu pai, ele sabia conversar com as pessoas, sempre sorridente e parecia conhecer todo mundo. Ele gostava de se gabar se chamando de vendedor nato.

Em todo lugar, ele sempre estava puxando conversa com alguém, e tirando os sorriso das mulheres.

Quando estava com ele, quando tínhamos oportunidade é claro, eu ficava admirado com a facilidade dele de puxar assunto. Ele sempre me deixava envergonhado, puxando assunto com as menias na escola, coisa que eu não tinha coragem.

Ele costumava me dar conselhos sobre como eu devia me comportar, como devia chegar nas meninas, e eu escutava com atenção, pois eu admirava muito ele.

Apesar de fisicamente não sermos muito parecido. graças a deus.

Digo isso, pois apesar de ser meu pai, e eu admirá-lo muito, ele é bem feio.

Digo com todo respeito.

Ele é da minha altura, mas é meio barrigudo, e é calvo, calvo com apenas cabelos nas laterais da cabeça, com o topo completamente careca.

E também tem um jeito estranho de andar, e a postura dele e meio esquisita.

Sem falar do rosto, ele tem lábios escuros e um nariz grande e largo. Suas olheiras escuras bagunça ainda mais sua imagem.

Não quero desmerecer meu pai, longe disso. Eu amo muito ele.

Isso só exalta ainda mais a habilidade dele de conversa.

Mas fico muito feliz por ter herdado os traços da minha mãe.

Falando na minha mãe, isso que me da ainda mais admiração pelo meu pai.

Pois mesmo com aquela lata bagunçada, ele conquistou minha mãe.

E minha mãe, é a mulher mais linda que eu já vi.

Ela tem trinta e tres anos, e mesmo ainda é muito linda, e quando vejo suas fotos da adolescência, percebo como meu pai foi um sortudo, e o quanto ele deve ser bom de lábia, pra ter conquistado uma moça tão linda como minha mãe.

Mesmo admirando e me espelhando em meu pai, sinto que não somos muito próximos.

Não que ele seja um pai ruim, nada disso, ele é apenas pai.

Ele trabalha muito, então não nos vemos muito, quando eu era pequeno acho que tínhamos mais contato, mas agora só o básico nas noites quando ele chega do serviço.

Do mais ele sempre está no trabalho, inclusive aos sábados e domingos.

Mas sempre que tem oportunidade, ele me pergunta como vai a escola, e fala sobre minha formação.

É um tipico pai, espero ser como ele algum dia, por isso penso em fazer administração.

Para pode agradá-lo, e quem sabe assim teremos coisas em comum para nos aproximarmos mais.

Posso até pensar em ajudá-lo nos negócios, e ser mais parecido com ele.

Menos na aparecia é logico.

Talvez seja só questão de tempo, pra eu ficar cada vez mais parecido com ele.

Só de pensar nisso já me dá uma tristeza.

É melhor eu já ir aprendendo a ter a lábia dele, pra poder conquistar uma mulher tão linda como a minha mãe.

Falando da minha mãe. Ela se chama Isabella.

Como já disse ela é linda, ela tem o rosto mais lindo que já vi.

Talvez seja por que seja minha mãe, mas é assim que eu a vejo.

Com certeza não, pois é fácil notar os olhares dos homens pra ela quando passamos pelos lugares.

Até os colegas de escola ficam admirados quando ela ia na escola.

Minha mãe tem trinta e dois anos, mas seu rosto parece muito mais jovem.

Ela é morena com longos cabelos pretos ondulados, e grandes olhos castanhos claro.

Sua pele é branca, é um das únicas diferenças entre nós, pois eu sou pardo, assim como meu pai.

Meu tom de pele é um pouco mais escuro que o de minha mãe.

Mas herdei os mesmos olhos castanhos, e o formato de rosto da minha mãe.

Eu amo minha mãe mais que tudo, logico sempre estive grudado com ela, e ela sempre foi muito carinhosa comigo.

Minha mãe é uma tipica dona de casa, ela vive para o lar.

Uma coisa que posso dizer sobre minha mãe, e que ela é totalmente apaixonada pelo meu pai.

E eu admiro muito isso nela.

O carinho e cuidado que ela tem com o meu pai, me da muita inveja.

Sonho se um dia terei uma mulher que me ame tanto assim.

Ela sempre cuida para que a casa esteja do agrado dele, sempre recebendo ele com alegria, e cuidando de tudo para que esteja do agrado do meu pai.

Ela não fazia isso por medo ou pressão.

Mas sim por amor, os olhos dela brilhavam com a presença do meu pai.

E me dava ainda mais admiração por aquele homem.

Minha mãe assim como eu é muito tímida, ela também mau sai de casa, apenas quando é necessário.

Ela não fica batendo perna por ai, ou de conversa com as vizinhas, como é de costume na nossa vizinhança.

Então sempre estamos juntos eu e minha mãe.

Ficamos em casa, e adoramos nosso tempo juntos.

Enquanto ela cuida para que a casa esteja sempre organizada, eu costumo estar no computador, ou estudando.

Ajudo muito ela quando é necessário, e faço com gosto, sempre nos divertimos juntos.

Assistimos filmes, e ouvimos musicas juntos.

Diferente do meu pai, minha mãe não teve oportunidade de estudos, então ela só aprendeu o básico.

Então ela sempre gosta de aprender algo novo, e como ela não sabe nada sobre informática ou coisas desse tipo, sempre me pede pra ensina algo, e fico feliz em mostrar algo novo pra ela.

E fico ainda mais feliz, em vez ela me olhando com admiração, por estar ensinando aquela coisa, que ela considera muito difícil.

Amo e admiro muito minha mãe, e ela é a meta de mulher que quero em minha vida.

Não por sua aparência, pois sei que vai ser difícil, encontrar outra com tamanha beleza.

Mas por seu comportamento, e as demonstrações de amor que ela faz por meu pai.

Como disse meu pai, passa muito tempo no trabalho.

Então minhão mãe faz questão de deixar tudo do agrado dele, para quando ele chega.

Ela nunca reclama, mesmo com os horários dele.

Ela conhece todas as manias do meu pai, e evita tudo que sabe que pode chateá-lo.

Minha mãe é perfeita.

Se tem algum defeito, acho que é a timidez, ela é muito tímida.

E eu seu muito parecido com ela nesse sentido.

Ela não gosta muito de contato com outras pessoas, e fica muito desconfortável com os olhares.

Então passa a maior parte do tempo em casa, e quando sai é só acompanhada por mim e por meu pai.

Ela sempre usa vestido muito compridos, mesmo em casa, acho que se deixar ela preferiria até usar uma burca.

Mas ela sempre estava radiante, ainda mais quando meu pai estava por perto.

Eramos uma família pequena e feliz do nosso modo.

Eramos só nós.

Meus avos por parte de mãe, já são falecidos, e ela foi filha única.

Do lado do meu pai, ele também foi filho único.

Meu avó por parte dele também já faleceu.

Tem minha avó, a mãe do meu pai.

Mas para ser sincero, não considero ela como família. Pelo menos não minha e da minha mãe.

Minha vó se chama Marluce, uma velha amarga de 62 anos,

raramente eu vejo ela, e quando a vejo preferiria não ter visto.

Ela vive na parte mais nobre da cidade, não é muito longe da nossa casa, mas a alguns quarteirões de distancia, onde as casa são mais caras.

Não me lembro muito dela, pois já se fazem muito tempo que não há vejo.

A ultima vez que estive com ela, foi quando tinha quatorze anos. Por algum motivo meu pai foi na casa da minha avó. E acabou me levando junto.

Eu iria completar quinze anos, e fiquei até animado achando que seria algum presente que a velha iria me dar.

Mas quando chegamos, ela me olhou com desprezo e se quer me cumprimentou.

Fiquei lá sentado imóvel esperando eles conversarem.

E o pior, ficar ouvindo aquela velha falando mau da minha mãe.

Não sei o motivo certo, mas a mãe do meu pai odiava eu e minha mãe, e ela não escondia isso.

Ouvi uma vez quando eu era criança, minha mãe falando com a mãe dela.

Dizendo que a mãe do meu pai, não aceitava que o filho dela se juntasse com uma pérrapada como minha mãe, que meu pai merecia alguém da classe dele.

Minha mãe ficava muito triste com tudo isso, mas ficava calada.

Acho que ela fazia de tudo pra mostrar com suas ações, que ela merecia estar ao lado do meu pai.

Mas para a mãe do meu pai, minha mãe nunca seria suficiente, e eu também não.

Lembro nesse dia que ela e meu pai foram para a sala para conversar, e depois de um olhar fulminante da minha vó, dizendo pra eu ficar imóvel e não tocar em nada.

Fiquei parado na porta de entrada esperando meu pai voltar.

Eles estavam no comodo do lado, então eu conseguia ouvir um pouco da conversa.


- poxa mãe, só mais um pouco, eu to com umas dificuldades ai, mas to prestes a conseguir um contrato grande, e logo vou te devolver em dobro.


- nossa filho, é a terceira vez. O que tá acontecendo.


- eu tive algumas dificuldades com algumas contratos, e o dinheiro ainda não entrou, então só preciso de um adiantamento.


- eu acho que você tá jogando seu dinheiro fora, com aquela inútil e esse moleque, te falei pra não se ajuntar com essa raça, agora fica tendo que bancar dois emprestáveis.


Eu sabia que a velha estava falando sobre minha mãe e eu, e aquilo foi me dando ódio.


- não é nada disso mãe, empresta vai, logo te devolvo.


- você sabe que a mamãe faz tudo por você, mas abre o olho filho, seu pai deixou os negócios da família pra você cuidar, mas graças a família que você arrumou pra sua vida, tá acabando com tudo o que seu pai construiu. Te falei que se arrumasse uma mulher direita, não precisaria estar passando por isso.


- não fala assim mãe, eles não tem nada a vê com isso, e já te pedi pra não falar assim da Isa, ela não tem culpa de nada.


Embora meu pai tentasse nos defender, a velha não perdia a oportunidade, de tentar ofender minha mãe.

senti o sangue subindo com as palavras da velha e um nó na garganta.

Pouco depois meu pai e ela voltam para a porta de entrada, eu a encaro com ódio.

Ela me olha com desdem.


- o que foi moleque, você não tem educação não.


Meu pai me olha e percebe que eu ouvi a conversa deles.


- vamos filho, vai pro carro que eu já to indo.


Eu tento me controlar, mas quando estou saindo a velha me provoca.


- vai seu sem educação, o infeliz tem os mesmos olhos da outra lá,

você devia ter feito um teste de DNA como eu disse filho, esse pirralho não tem nada a ver com nossa família, aposto que aquela aproveitadora aprontou por ai, e tá te fazendo de besta.


- mãe, por favor, para com isso, a senhora tá sendo maldosa.


Eu não suportei, e antes que meu pai disse-se mais alguma coisa, eu explodi.


- cala sua boca, não fala assim da minha mãe.


Eu disse furioso, a velha me olhou surpresa, com um sorriso de deboche.


- olha que vermezinho insolente, é um sem educação mesmo, tá vendo meu filho, olha a criação que aquela lá, dá pro filho dela.


Meu pai também ficou surpreso com minha reação, e me mandou ir logo pro carro.

Eu obedeci e ainda estava furioso, e fiquei no carro esperando.

Os dois conversaram por mais alguns instantes, com certeza a velha tava tacando o pau em mim e na minha mãe.

Mas eu não conseguia ouvir, só via aquela boca velha cuspindo um monte de merda.

Ela e meu pai discutem, e meu pai parece bravo com ela, a velha faz uma cara de vitima, e passa a mão carinhosamente pelo rosto do meu pai.

Fico triste pelo meu pai, deve ser difícil pra ele ter que lidar com essa situação.

Eu amo minha mãe, e sempre ficaria do lado dela.

Mas meu pai está no meio das duas, entre a mulher que ama, e sua mãe amada, deve ser um fardo pra ele.

A velha sorri gentilmente acariciando suavemente o rosto do meu pai.

Quando meu pai se despede dela e vem em direção ao carro, minha vó me olha, e sua expressão muda imediatamente.

O sorriso some, e sua boca se retorce, e ela me olha com desprezo.

Eu desvio o olhar, antes que meu pai veja, mas minha vontade era de mostrar o dedo do meio, para aquela bruxa.

Depois meu pai entra no carro e se prepara pra sair.


- que foi isso garoto, você não pode falar assim com sua avó não.


Eu fiquei em silencio com a cara fechada.


- filho, sua vó é velha, ela sempre fala esse monte de besteira, mas você não pode falar assim com ela.


- e eu vou ficar quieto, enquanto ela xinga minha mãe.


- escuta filho, sua vó já tá caducando, sua mãe mesmo sabe disso.


Eu fiquei quieto, mas ainda estava com ódio.


- escuta filho, vamos esquecer isso tá bom, mas nunca mais responda sua vó desse jeito.


- se ela falar da minha mãe desse jeito, eu vou responder sim.


- que isso filho, não foi assim que você foi educado, desse jeito é melhor não te trazer mais.


- eu prefiro não vir mais mesmo.


Meu pai ficou em silencio, e não disse mais nada, ele sabia que minha avó não se controla em falar mau da minha mãe, então era melhor só não me levar mais lá mesmo.

Ele ligou o carro e fomos pra casa.

Como disse minha avó nunca aceitou o casamento do meu pai com minha mãe.

Disseram que ela nem compareceu na cerimonia, e sempre que tinha a oportunidade lembrava meu pai do erro que ele cometeu ao se casar com minha mãe.

Nem quando eu nasci, ela fez questão de aparecer.

e tenho vagas lembras, mas todas as vezes que meu pai me levava para fazer visita pra ela, eu era maltratado.


- olha filho, é melhor a gente deixar isso que aconteceu entre a gente, não conta pra sua mãe, pra ela não ficar chateada.


Meu pai me disse quando estávamos perto de chegar em casa.

Eu não ia contar de qualquer forma, não aborreceria minha mãe, com as palavras daquela velha.

Então quando chegamos em casa, tentei suavizar minha expressão, e esconder minha raiva.

E essa foi a ultima vez que estive com minha avó.

Desde que conheço minha avó por parte de pai, sempre a vi dessa forma, uma mulher fria e mal humorada.

Sempre buscando pretexto para desmerecer eu e minha mãe.

Diferente dos meus avos por parte de mãe, eles sempre me trataram com carinho.

Sei pouco sobre o passado dos meus pais, e como se conheceram.

O que sei é que minha mãe engravidou muito cedo, e logo se ajuntou com meu pai.

Meu avô por parte do mau pai morreu antes que eu possa ter lembranças dele.

Mas ele deixou tudo para meu pai.

Ate os cinco anos de idade, eu morava com minha mãe e meus avós no sitio deles.

Mas depois que meus avós faleceram, meu pai se casou com minha mãe, e viemos para a cidade.

Meu pai já vivia na cidade, e tomava conta dos negócios, e assim que os pais da minha mãe morreram, ele comprou uma casa pra viver com a gente perto dos negócios.

É tudo o que sei.

E tirando a parte da mãe do meu pai, nós vivemos muito bem nossas vidas.

A velha raramente aparece, e eu não faço questão.

Sei que minha mãe, fica um pouco chateada por ser tratada desse jeito por ela, e faz de tudo pra demonstrar seu valor.

Nunca vi minha mãe responder a bruxa velha, e aceitava toda a humilhação calada.

Então é melhor assim, vivemos muito bem sem ela.


Ultimamente meu pai parece mais agitado e estressado, tem chego cada vez mais tarde do trabalho, quase não o vejo, pois quando ele chega eu já estou dormindo, e praticamente sai antes de eu acordar.

Mas minha mãe fica acordada até que meu pai esteja em casa, e acorda sempre antes, para deixar tudo pronto antes do meu pai sair.

Em um dia desses ouvi uma conversa dos meus pais, minha mãe como sempre fazendo de tudo para agradar ele, pois percebeu como ele estava estressado.


- amor, você não acha que precisa descansar um pouco, você tem se esforçado muito, talvez seria bom tirar umas férias pra você descansar.


- bem que eu gostaria querida, mas as coisas estão difíceis, com essa inflação tem tido poucas vendas, e as coisas estão complicadas.


Realmente já faz um tempo que tenho percebido um pouco a escassez, não que estivéssemos passando fome, mas e visível que não estamos em um bom momento.

Embora meu pai ainda esteja tentando manter a pose andando sempre bem vestido com ternos caros, e carros importados. Com certeza e apenas por aparência, por causa de seu trabalho.

Pois em casa as coisas estão diferentes.

Antigamente era comum ele trazer presentes, e sempre levar minha mãe para as compras.

Mesmo minha mãe tentando recusar, dizendo que não era necessário, meu pai insistia.

Mas já faz alguns anos que isso mudou, e mesmo nossa despensa sempre parece estar no limite.

Eu me ofereci para trabalhar, para ajudar com as contas. Mas minha mãe não deixou, ela quer que eu me forme na faculdade primeiro, para não atrapalhar minha formação.

Por isso agora quero logo terminar os estudos, pra poder ajudar o meu pai.


_ quase não tem vendido carros ultimamente, eu tenho que aceitar o mínimo pra não perder o negocio.


- nossa amor, tá tão ruim assim.


- infelizmente sim querida, até tive que dispensar a Lilian, pois não teria como ficar pagando o salario dela desse jeito.


Eu e minha mãe chegamos a conhecer a Lilian, ela era a secretaria do meu pai, sempre foi muito simpática com a gente, embora tenhamos tido poucas oportunidades, é uma pena.


- nossa que triste amor, coitada era uma moça tão esforçada, e como ela ficou.


Meu pai deu de ombros, com uma expressão chateado.


- ela entendeu fazer o que, ela sabia que o movimento não tava legal.


- eu posso ajudar amor, posso fazer alguns serviços como domestica, e ao menos ajudar com as contar de casa.


Minha mãe se prontificou com disposição para ajudar.


- não nunca, suas obrigações é em nossa casa, mulher minha não vai ficar na casa dos outros como uma empregada.


Meu pai foi ríspido ele nunca permitiu que minha mãe trabalhasse fora, minha mãe vinha de família humilde, e era acostumada a trabalhar antes de se casar com meu pai.

Mas depois do casamento, ele jamais permitiu.


- fica tranquila querida, logo vou resolver as coisas, não se preocupe.


Meu pai disse tentando tranquilizar as coisas, mas ainda parecia preocupado.


Tentamos manter nossas vidas como dava, não faria muita diferença pra mim e para minha mãe.

Minha mãe sempre teve de se virar, e como eu sou muito parecido com ela, nós não precisamos de muito, tendo um teto sobre nossas cabeças, e dinheiro pra pagar as contas, já é o suficiente.

Não precisamos de luxo, minha mãe é ótima cozinheira, e aprendeu a fazer milagres com o que tem, graças aos ensinamentos da minha vó materna.

Mas eu sabia que precisava ajudar meu pai, então já tinha tomado minha decisão.

Iria cursar administração, e arrumar um emprego ou um estagio, algo que já pudesse ajudar a contribuir em casa.


Porem alguns dias depois em outro raro momento de conversas com meus pais na mesa de jantar, meu pai disse que apareceu uma oportunidade.


- querida, estou prestes a fechar um acordo com uma montadora chinesa, e isso vai salvar a loja, e melhor ainda, vai mudar completamente nossas vidas.


Aquela noticia alegou a todos, eu sentia um alivio pois meu pai parecia muito animado.


Que maravilha meu amor, eu sabia que você iria conseguir.

Minha mãe nunca escondia a admiração por meu pai, os olhos dela brilhavam de alegria.


- é ótimo mesmo, porem não vai ser tão simples assim, já está quase tudo certo, porem tenho que ter uma reunião diretamente com os investidores chineses, e conseguir fechar esse contrato.


Meu pai parecia um pouco preocupado, mas eu sabia da competência dele, ele conseguiria convencer qualquer pessoa a fechar um negocio.


- você consegue pai, tenho certeza.


- obrigado filhão, deus te ouça, pois essa é a oportunidade que vai mudar toda nossas vidas.


Eu confiava completamente no meu pai, e sabia que não devíamos nos preocupar.

Minha mãe alegremente se levantou, e foi até meu pai, por trás ela envolveu os dois braços no pescoço dele, e de forma amorosa, apertou dando beijinhos em seu rosto.


- você consegue meu amor, tenho certeza que assim que esses investidores, verem a pessoa maravilhosa que você é, eles iram fechar o contrato na hora.


Minha mãe aperta suavemente o abraço, demonstrando todo seu carinho por meu pai.

Ele sorri animado, e retribui fazendo carinho com a ponta dos dedos na cabeça dela.


- obrigado querida, você me dão ainda mais confiança. Porem como disse não vai ser tão fácil, por que terei que viajar até a china para me reunir com eles. E precisarei me ausentar por alguns dias.


Meu pai diz num tom pesaroso, e o semblante de minha mãe muda instantaneamente.


- como assim viajar amor, por quanto tempo.


- não tenho certeza querida, mas acho que ficarei fora por pelo menos uma semana.


Minha mãe solta o abraço do pescoço de meu pai, e se afasta com uma expressão triste.


- uma semana amor, tudo isso.


- pois é querida, a viagem é demorada, e ainda tem o agendamento da reunião, essas pessoas são extremamente ocupadas, então não posso de me dar o luxo de perder essa oportunidade, por isso já vou preparado para caso aconteça alguma eventualidade.


- e verdade mãe, daqui pra china é muito longe, e praticamente do outro lado do mundo, é mais de um dia de viajem, e imagina como é cansativo.


Digo tentando tranquilizar minha mãe, e ajudar meu pai com a explicação. Mas minha mãe ainda parece muito triste, tentando absorver a informação.

Durante todos esses anos minha mãe nunca ficou longe do meu pai por tanto tempo, e mesmo em viagens curtas ela se sentia angustiada quando ele passava uma noite se quer fora de casa sem ela.


- pois é querida, quero ter certeza que voltarei de lá com esse contrato assinado, então já me preparo para passar alguns dias de reuniões se for necessário.


Minha mãe se encolhe e seus olhos ficam marejados, meu pai levanta e carinhosamente a abraça, para confortá-la.

- oh minha querida, não fica chateada, isso vai ser bom pra gente, quando eu voltar tudo vai estar melhor.


Ver meus pais assim me fazia pensar o quanto eu era sortudo, mesmo depois de tanto tempo junto, o carinho que um tinha pelo outro, era algo difícil de se encontrar hoje em dia.

Minha mão aninha sua cabeça no peito do meu pai, e da um sorriso tímido.


- tudo bem meu amor, eu não queria ficar tanto tempo assim longe de você, mas sei que é necessário, eu não tó chateada não, tó só um pouco triste, por ter que ficar tanto tempo longe.


Meu pai da um beijo carinhos no topo da cabeça da minha mãe, e esfrega seus ombros em forma de carinho.


- se desse eu te levaria junto, mas as passagens são muito caras, e dessa vez infelizmente não vai dar.


- eu entendo amor, não se preocupa.


Minha mãe levanta a cabeça e sorri timidamente para deixar meu pai tranquilizado.

Eu percebo o clima entre os dois e tento sair de fininho para deixar os dois se curtindo.

Com o tempo aprendi os sinais da minha mãe para meu pai quando ela quer namorar, por ser muito tímida, ela sempre se expressa com olhares ou pequenos sinais, e quando minha mãe olha direto nos olhos do meu pai com aquele sorriso manhoso, sei que ela quer algo mais.


- pera ai filhão, vem dar um abraço no seu ai também.


Meu pai notou minha tentativa de saída, e chamou minha atenção, ele estava com um sorriso amistoso e um dos braços abertos me convidando para seu abraço.

Eu timidamente me encolhi e fui até eles, meu pai envolveu a mim e minha mãe em seus braços.


- cuida de tudo aqui hein filhão, conto com você.


- pode deixar pai.


Eu me sinto orgulhoso por meu pai confiar em mim.

Nos três ficamos por alguns instantes em uma abraço, como um elo forte que nunca vai se quebrar.


A viagem do meu pai seria no domingo de manhã, e ele voltaria só no domingo da próxima semana, ou na segunda.

Como ele nos avisou na sexta a noite, mesmo sendo pega de surpresa minha mãe já começou a ajudá-lo a fazer as malas, para deixar tudo pronto.

No sábado meu pai foi na loja para finalizar os preparativos para sua viagem, a loja ficaria fechada durante esse tempo, pois como ele mesmo disse o movimento estava parado.

Enquanto isso eu passei a manhã e a parte da tarde ajudando minha mãe a preparar as malas, e organizando tudo para a viagem do meu pai.

Já no inicio da noite por volta das sete horas, meu pai volta da loja, e disse que já tinha arrumado tudo por lá, e que agora poderia viajar tranquilo.

eu queria dar espaço pra eles, pois sei que eles queriam se curtir antes de ficar tanto tempo afastados, então disse que iria passar a noite na casa de uma amigo.

As vezes eu fazia isso pois sei que minha mãe é muito tímida, e tem vergonha de ter relações com meu pai, pensando que eu possa escutar.

Me lembro de algumas vezes meu pai me deixando aos cuidados de babas quando eu era pequeno, pra eles saírem e aproveitarem.

Mas depois que eu cresci, meu pai não tinha vergonha em falar comigo, e sempre me dava algum dinheiro pra ficar fora de casa, quando ele queria namorar com minha mãe de boa.

As vezes eu ia pra um cinema, e tentava enrolar ao máximo, também não queria presenciar meus pais transando, então só voltava pra casa quando tinha total certeza que não estava acontecendo mais nada.

meu pai me deu um pouco de dinheiro, eramos cúmplices.

Eu disse para meus pais que passaria a noite na casa de um amigo da escola mas que domingo estaria em casa.

Meu pai disse que era pra eu voltar pela manhã, pois queria se despedir de mim antes de partir.

Eu não tinha amigos pra passar a noite na casa deles, mas não seria difícil passar o tempo.

Fiquei no cinema durante um bom tempo, e jogando alguns fliperamas no shopping.

Comi alguns lanches quando tinha fome, e por sorte o cinema era corujão, então fiquei lá até amanhecer, tirei alguns cochilos, mas passei quase toda noite em claro, Mas as sete da manhã eu estava em casa.

Meu pai já estava pronto para partir, e minha mãe terminava de arrumar as coisas dele.

Quando cheguei ele me deu um sorriso feliz, por eu estar ali.

E pouco tempo depois o táxi veio para levá-lo para o aeroporto.

Queríamos ter ido com ele até lá, mas ele preferiu assim, então não insistimos.

A despedida foi triste, pois nossa família nunca esteve a tanto tempo longe um do outro, e tinha também o medo por uma viagem tão longa de avião.

Mas também tinha a sensação de esperança, a animação do meu pai, e a promessa da solução de todos os nossos problemas financeiros, ainda mais com uma mudança no padrão de vida. Nos dava um sentimento de conquista.

Meu pai deu um ultimo abraço apertado na minha mãe, e um beijo rápido em sua boca.

Depois veio até mim com um sorriso carinhoso, e colocou a mão em meu ombro.


- se cuida filhão, e cuida da sua mãe.


Depois ele me deu um abraço apertado e entrou no táxi.

Eu e minha mãe ficamos abraçados enquanto víamos ele partindo.

com lagrimas nos olhos minha mãe acenava com um sorriso amoroso.

Meus olhos estavam cheios de lagrima também, não por tristeza, ou por causa da viagem, mas por saber que meu pai confiava em mim.

Depois que o carro sumiu das nossas vistas, nos viramos para voltar para dentro de casa.

Foi quando avistei o senhor Luiz no portão da casa dele nos encarando com um sorriso.

O senhor Luiz era nosso vizinho do lado, ele era amigo do meu pai, as vezes os dois passavam horas conversando e bebendo juntos.

Sei pouco sobre o senhor Luiz, sei que ele tem uns quarenta e cinco anos, sei lá, mas parece bem mais velho que isso.

Acho que por causa do serviço, ele é mecânico, um dos motivos de ter amizade com meu pai.

O senhor Luiz faz alguns serviços para o meu pai, quando algum veiculo da concessionaria precisa.

Mas não é do tipo de frequentar a nossa casa, na verdade mesmo não ser do tipo de fazer cena.

Meu pai é muito ciumento com minha mãe, e não da brechas para os outros homens se aproximarem, mesmo as vizinhas, meu pai não gostava que minha mãe formasse amizade com qualquer uma, principalmente com as que ele via como má influencia para minha mãe.

Isso era bom, pois eu não confiava em nada no senhor Luiz.

Mesmo nunca ter tido qualquer tipo de liberdade com minha mãe, não gostava do jeito que ele olhava pra ela, quando meu pai não estava por perto, uma vez peguei ele até tentando dar uma curiada por cima do muro para o nosso quintal, ele disfarçou e fingiu estar fazendo um serviço qualquer, mas sei que ele estava com uma má intenção.

Nunca conversei muito com ele, no máximo um cumprimento ou algo do tipo.

Eu não confio nele de jeito nenhum.


- é parece que o Tony já foi.


O senhor Luiz chamava meu pai pelo apelido, na verdade era assim que chamavam meu pai. Poucas vezes ouvi alguém falando o nome completo dele, sempre o chamavam de Tony.

Com certeza meu pai já tinha conversado com o velho, e falou sobre a viagem.

Pois o velho estava no portão justamente quando meu pai partiu.

Com aqueles olhos cobiçando minha mãe, ainda bem que estou com ela.


- é vou rezar pra que seja uma boa viagem, que deus esteja protegendo.


Minha mãe responde educadamente.


- fica tranquila minha querida, vai dar tudo certo.


Minha mãe devolve um sorriso educado, como quem agradece a preocupação dele.

Eu não gosto do jeito que ele fala com minha mãe quando meu pai não está por perto.

Minha mãe não percebe a malicia, mas quando meu pai não tá perto, ele sempre solta uma palavrinha como minha querida, princesa, linda. Esse tipo de coisa.

O que me irrita ainda mais, é que ele não se importa com minha presença.

E o sorriso sugestivo que ele lança pra minha mãe, aproveitando cada oportunidade, quando acha que não estamos vendo, pra devorar minha mãe com aqueles olhos amarelados.

Como disse o senhor Luiz aparenta ser bem mais velho que a idade que diz ter.

com cabelos ralos brancos, uma barriga molenga grande, e aquele cheiro de óleo queimado velho.

Mas gosta de agir como jovem, vive jogando cantadas para as meninas que passam pela rua.

E não perde a oportunidade de tentar puxar assunto com minha mãe.

Minha mãe nunca deu liberdade pra ele, sempre só fala o básico, e não permite que o assunto com o senhor Luiz se estenda, mas o velho sempre tenta.

Eu dou um leve apertão no ombro da minha mãe, fazendo ela continuar andando para dentro de casa.


- se você precisar de qualquer coisa, é só chamar viu. Eu falei com o Tony e disse que enquanto ele estiver fora, que vocês podem contar comigo se precisarem de ajuda.


O velho diz com um sorriso arreganhado, mostrando os dentes manchados.

Eu o encaro serio, e minha mãe da um sorriso cordial, sem responder.


- pra qualquer coisa mesmo viu lindinha, é só chamar.


O velho diz com os olhos fixos na minha mãe, ignorando completamente minha presença.

Eu me adianto e respondo.


- não se preocupa não senhor, eu vou estar em casa, e meu pai volta logo.


Digo ríspido em tom firme.

O velho parece só agora ter notado minha presença, e me olha um pouco surpreso.

Mas logo da um sorriso meio debochado com o canto da boca, me encarando.


- é ele volta logo mesmo, mas se precisar é só chamar.


Não gostei do tom da resposta dele, e fiz um aceno por educação com a cabeça, sem tirar os olhos dele.

Minha mãe sem malicia não percebeu as intenções do velho, e apena agradeceu educadamente, enquanto entravamos em casa.

Eu sem olhar para o velho tranquei o portão, e não olhei pra trás.


Dentro de casa na sala de entrada, minha mãe me da um abraço apertado.


- ai filho, será que seu pai vai ficar bem.


- claro mãe, não se preocupa.


- vou pro quarto fazer uma oração pra proteção do seu pai, você também filho, vamos pedir pra todos os anjos, e o pai eterno cuidem dele nessa viagem pra que ele volte em segurança.


- calma mãe, vai ficar tudo bem.


- filho, depois da uma olhada no meu celular pra mim, quero ter certeza que tá tudo certo, não quero que o celular de problema logo agora.


- pode deixar mãe, mas se acalma, vai ficar tudo bem.


Eu digo carinhosamente para tranquilizá-la.

Minha mãe é um pouco mais baixa que eu, ela me abraça firme com os braços em volta do meu corpo.

Eu abraço ela carinhosamente, com os braços no ombro dela, e sinto o perfume doce.

Eu amo demais a minha mãe, e por essa semana somos só eu e ela, e vou cumprir minha promessa para meu pai e tomar conta dela com todas as minhas forças.

Depois de um abraço longo e apertado, ela me puxa para o quarto e ajoelhamos nos pês da cama enquanto rezamos, pedindo a deus que proteja o meu pai.















Thoughts

  • Osvaldino

    Que pai interessante esse aí. Consegue conversa com mundo mas tá preso no meio. Tem uma parte 2?

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  • RCMC

    Corrigindo…conto não precisa necessariamente de capitulo…desconsidera o que escrevi na última mensagem.

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  • RCMC

    Uma sugestão…dúvida a historia em capítulos menores. E a narrativa é vc contando ou vc falando de si. Talvez narrando fique mais interessante, do meu ponto de vista. Parabéns pelo texto. Eu tb iniciei a alguns dias e gosto de escrever.

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  • Neidinha

    A mãe dele é tímida igual o filho, mas segura barra ali pra não ofender a velha. Que duro.

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