Otimista Dói
Dizer à dor que vá, num gesto de ousadia,
mudar o rumo incerto e crer num novo dia.
Será que a mente forte anula o que consome?
A carne sente o peso, a alma busca o nome.
Pois não é só de eco que a queixa se sustenta,
na fibra e no silêncio o corpo se rebenta.
E existe sim a tumba de aço na cartilha,
onde o homem sofre em silêncio a fibromialgia.
O otimismo acende a brasa que ainda brilha,
mas o nervo desperto a crença não concilia.
Entre a coragemposta e a dor que não se desfaz,
resta buscar no peito a trégua e a paz.