O brilho do passado se apagava,
e, a cada passo, um “eu” morria.
As conexões perdiam a estática,
os momentos — poeira suspensa no ar —
eram vestígios da nossa
impureza.
O brilho do passado se apagava,
e, a cada passo, um “eu” morria.
As conexões perdiam a estática,
os momentos — poeira suspensa no ar —
eram vestígios da nossa
impureza.
As conexões perdendo a estática eu li como coisa boa, meio sem querer. Chiado some quando a linha cai de vez, e tem silêncio que dá alívio.
A impureza sozinha na última linha muda o poema todo. Até ali parecia saudade de quem a gente foi, e no fim vira quase uma confissão, como se o que sobrou fosse justamente o que a gente queria esconder.
A natureza humana não é oração, não é paz, nem calmaria. A natureza humana é se contorcer. Parece que Deus, ao nos colocar no mundo, olhou para o nosso corpo cheio de arestas e enxergou um inseto ou…
O menino adormece sorrindo no leito,
Todos os dias algo em mim se renova. Ainda assim, meus sentimentos por você permanecem os mesmos - intactos... E completamente fixados em ti. Na efeméridade da vida, eu te quero. E, mesmo depois…
Tudo parece uma memória de distantes dias em que o prazer pela, ar infunde a nossos inspiros unissonamente enquanto um balanço de galhos transfunde à paisagem da tarde numa fotografia em sépia.
Realidade. Único roteiro que a vida segue.
No mar da vida virei peixe, quase sereia, borbulhando na esperança.
Reconhecer um defeito pessoal é ter certeza de que a vida é feita de nós, cada um com uma ponta a ser solta.
A vida é uma colcha de retalhos: alegre, colorida, macia e cheia de quadradinhos para escrever novas histórias.
O brilho do passado se apagava,